O dia em que pedalei 56 km com o baterista de uma das minhas bandas preferidas…

…ou “Um dia feliz merece um post com um título bem comprido”

Pedal com Gabriel Coaracy_blogdebikenacidade_sherydalopes

Quando descobri que o Gabriel Coaracy, baterista de uma das bandas preferidas de marido e eu, a Móveis Coloniais de Acaju, era um ciclista, comecei a segui-lo no Instagram como uma de minhas referências nesse assunto. Então anunciaram que a banda tocaria aqui em Fortaleza no pré-carnaval deste ano. Como quem arrisca não petisca, mandei uma DM perguntando ao Coaracy se não poderíamos marcar um pedal quando ele estivesse aqui. Adivinha, adivinha, adivinha? Ele aceitou! \o/

Então quando estava embarcando para Fortaleza, conversamos pelo Whats App e telefone e combinamos tudo. Como ele não poderia trazer a bicicleta para Fortaleza, consegui uma emprestada com o Antônio Nobre, um super bicicleteiro roots amigo nosso, e marcamos o pedal. O destino? Praia do Cumbuco, a 28 quilômetros de Fortaleza, somando quase 60 quilômetros de ida e volta. Seria um grande desafio para o casal, que nunca tinha pedalado tanto. Além disso, teríamos que sair de madrugada para não arriscar que Coaracy perdesse o vôo de volta. Isso seria um desafio para ele, que tocaria até mais ou menos duas horas da manhã. Para o Antônio que já está pra lá de acostumado com esse tipo de pedalada, o desafio seria ir devagar para acompanhar nosso ritmo.

Apesar de não ter podido ir ao show ver a banda toda, marido e eu estávamos muito felizes pelo passeio marcado. Ele ainda não acreditava que isso aconteceria e disse que só iria crer mesmo quando o Coaracy saísse do táxi em frente à nossa casa, de onde partiríamos. Mas deu tudo certo. Às 5:30 da manhã, ele chegou. Passado com o preço absurdo dos táxis em Fortaleza (até eu fico passada com isso), com comidinhas roubadas do camarim e ainda cansado do show, mas super animado. E o marido? Cara de tiete emocionado, todo vermelho e ainda sem acreditar. Tudo pronto, garrafinhas geladas e Odair José na caixinha de som, partimos.

O meu desempenho não foi lá essas coisas, mas eu me esforcei. É incrível a diferença na estrada e no meio urbano, porque sem pedestres, trânsito e semáforos, a velocidade é bem maior, mas o esforço também, por ser contínuo. O desempenho da bicicleta, então, nem se compara, exceto quando encontramos areia no acostamento. Nessas horas o pneu derrapava (bicicleta urbana) e eu quase caí várias vezes.

 

O visual, então, nossa senhora. Coisa mais linda a vegetação, a tranqüilidade, o cheiro de natureza, a vista da praia quando chegamos… uma sensação de liberdade indescritível. E com o baterista de uma das suas bandas preferidas no grupo de pedal, então, tudo isso fica muito mais legal!! Um cara gente boa, simples, e cheio de dicas sobre como melhorar o desempenho em cima da bike e também sobre mobilidade urbana.

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Eu, inclusive, tinha um milhão de coisas para perguntar ao Coaracy sobre a banda, sobre as pedaladas em Brasília, mas acabamos conversando mesmo foi sobre como não morrer em cima de uma bicicleta. Isso porque o percurso da volta foi muito sofrido pra mim. Contra o vento e com fome, porque a parada para a tapioca não tinha chegado ainda, eu comecei a ficar sem fôlego e a tremer. Coaracy explicou que eu estava com a glicose baixa e precisava me alimentar, então me deu uma barra de cereais e também aqueles bons empurrõezinhos para me ajudar a pedalar. Eu estava tão mal que só conseguia dizer: “O baterista… do Móveis… está..  me rebocando! Alguém tire uma foto, por favor”.  Quando chegamos na tapioca eu me reabasteci e voltei a me sentir melhor. Lição anotada: Sheryda vazia não pedala.

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Chegamos em casa a tempo de ele dar autógrafos, pegar o vôo, e também de comemorar bastante o pedal inesquecível que tivemos. Quero agradecer demais por Coaracy ter aceito o convite e também pelo Antônio ter emprestado o equipamento e nos guiado nessa aventura. Depois disso, marido e eu começamos a alimentar a vontade de viajar pelo sertão cearense de bicicleta e de trazer a banda inteira para pedalar na próxima vez. Se prepara, hein, Esdras?

 

Um abraço e vamos pedalar!

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7 comentários sobre “O dia em que pedalei 56 km com o baterista de uma das minhas bandas preferidas…

  1. Cara jornalista Sheryda, sua narrativa me emocionou: simples e singela. Sou pai do Gabriel Coaracy e mesmo sabedor dos perigos das estradas, sou favorável a essa luta pelo uso das bicicletas como meio de transporte e de lazer. Desde de menino Gabriel é doido por bike e, com frequência, da suas longas pedaladas, a despeito da mãe dele morrer de preocupação, até hoje. Aliás, a mãe dele, minha namorada há mais de 40 anos, é nascida aí em Fortaleza, mas mora em Brasília desde seus 12 anos. Portanto ele tem um pé aí na sua bela terrinha. Torço muito pelo sucesso dos Móveis Coloniais de Acaju. Os rapazes que tocam na banda, são idealistas e excelentes músicos… Um forte abraço em você e no seu marido e felicidade na carreira de ambos.

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  2. Coaracy é super gente boa. Já era fã da banda e quando descobri que o batera pedalava fui ao êxtase. Em 2011 tinha que ir à Brasília a trabalho, fiquei numa agonia só e meu pensamento foi único “Móveis Coloniais de Acaju” (olhinhos brilhando). Mas o que fazer? Fui fuçar pra saber se iria rolar algum show pelos dias, me contentaria com isso, mas o que aconteceu foi bem melhor. Arrisquei uma mensagem pelo facebook pra ele, meio descrente se teria resposta. E num é que o danado me respondeu. Acabei indo conhecer o estúdio onde eles ensaiam. Tomamos café e conversamos um monte sobre as pedaladas, bicicletas e tudo mais. Também fiz o convite para uma boa pedalada no dia que vierem fazer show aqui na minha cidade (Boa Vista – RR). Ele aceitou, só falta acontecer o show, rsrs. Bem feliz por vocês. Fico aqui aguardando a oportunidade! 🙂

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    • Os meninos são muito receptivos. Há alguns anos tocaram aqui em Fortaleza e receberam a mim e ao maridão, e nos deixaram assistir à passagem de som de cima do palco. No final, eles ainda desceram para conversar com todo mundo. Uns fofos.

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  3. Pingback: De volta aos pedais | De bike na cidade

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