Confraternização da Ciclovida

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Me digam se esta imagem não é linda?

 

As discussões a respeito da bicicleta na cidade fervem nas redes sociais, mas a verdade é que eu raramente tenho a chance de conversar pessoalmente com as pessoas. As razões são várias, como falta de tempo, por exemplo. Por isso, aproveito sempre que posso encontrar outros ciclistas, pois são ocasiões em que me divirto muito e aprendo.

Há alguns dias surgiu uma dessas oportunidades: foi marcada uma confraternização da Ciclovida – Associação dos ciclistas urbanos de Fortaleza, justamente com o intuito de promover o encontro entre os bicicleteiros da cidade. A concentração foi na Praça do Ciclista, que fica em frente à Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), na avenida Aguanambi. Depois de bastante papo, seguimos para o bar do Arlindo, que fica ali pertinho, e que também foi ponto de concentração no Carnaval.

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Ainda na praça, fotografei os looks dos leitores Lucano e Rosana. Românticos e estampados ❤

Rosana veio direto do trabalho para o Encontro

Rosana veio direto do trabalho para o Encontro

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Bikes no Bar do Arlindo. Várias primas da Shamira

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Ciclistas na mesa. Nem conseguiam parar de conversar para a foto rsrsrsr

Foi muito legal. Conversamos sobre causos no trânsito, usar ou não capacete, pedalar ou não na contramão, acreditar ou não em astrologia e outras polêmicas. Todo mundo com um ponto de vista diferente a ser compartilhado e muitas risadas para distribuir.

Outro assunto que surgiu entre uma macaxeira e outra foi a questão das mulheres e a bicicleta. Sem dúvida estamos em menor número nas ruas, e muito disso deve-se às construções de gênero, que desde a infância nos ensinam que não podemos sair sozinhas, nos sujar, e que somos delicadas flores de candura que podem perder a honra em questão de segundos, bastando para isso sentar de perna aberta e dando brecha, por exemplo. Já estava conversando com algumas amigas sobre esse assunto, e nesse dia ele veio com força. A partir daí decidimos organizar algumas ações durante este mês, como forma de despertar nas mulheres e no restante da sociedade discussões sobre o quanto as opressões de gênero estão ligadas à (não) ocupação da cidade. Outras questões surgiram, como a LGBTT (alguém aí conhece uma travesti que pedale?) e a raça, o que mostra que a pauta da mobilidade urbana é um tema transversal.

E depois, volta para casa na cidade deserta e fria à noite, uma delícia. Bom para pensar sobre tudo o que foi conversado, rir das piadas que contamos e observar a paisagem da nossa capital.

Um abraço e vamos pedalar!

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