Leitores que pedalam – Carlos César Rocha

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O Leitores que pedalam de hoje é super especial, porque é com o Carlos César Rocha, que tem 39 anos e sempre acompanha o blog e interage comigo lá na página no Facebook. Ele começou a pedalar em 2010 por causa das greves de ônibus (nessa época teve até gente que dormiu nos terminais porque não tinha como voltar para casa). Carlos viu na bicicleta uma alternativa possível ao trânsito caótico e ao sofrimento que os usuários do coletivo tinham que enfrentar, e começou a ir de bike ao trabalho todos os domingos.

Cinco anos depois, ele pedala todos os dias para bairros como Parangaba, Montese, Centro, entre outros, e já aprendeu como se comportar e sobreviver a um trânsito que define como “ainda maluco e mal educado”. O uso da bike, inclusive, é opcional porque a empresa para a qual ele trabalha fornece ajuda no transporte. Atualmente, Carlos trabalha como porteiro no bairro Mondubim, e sai de bicicleta todos os dias do Jardim Jatobá, que é um lugar que ele adora por ser calmo e ter jeitinho de cidade do interior. Ah, ele também é ilustrador, casado e morre de orgulho de seus quatro filhos lindos.

No trânsito, além das finas e fechadas, Carlos se queixa do preconceito de quem acha que andar de carro é sinônimo de status. Inclusive porque sua bicicleta é simples, por opção dele, para evitar assaltos.

Mas se é para falar de status, Carlos dá sua própria definição para quem anda de bicicleta: “Andar de bike é ser politicamente ecológico. É tudo de bom. É maneiro; coisa de gente boa; amigo da cidade; solidário e gentil”, diz. Pois taí, que eu até gostei desse tal de status! ^^

O leitor de hoje enviou um pouco de sua história e fotos para o email debikenacidade@gmail.com. Envie você também! Fico esperando!

Um abraço e vamos pedalar!

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3 comentários sobre “Leitores que pedalam – Carlos César Rocha

  1. Isso do preconceito tenho sentido por ofensas no trânsito mesmo. Já ouvi vários “Vai trabalhar!”(?) ou mesmo “Compra ao meno uma moto!”.. isso quando não é baixo calão mandando sair da rua.

    Sim, dá pra ver o nível dessas pessoas não é o melhor… e que felicidade e noção da cidade que nós buscamos construir e humanizar passam longe destes. Mas não minto que por mais bobos que algumas ofensas sejam ofendem muito, constragem e machucam. Ainda mais nós que não temos uma armadura de tonelada ou uma máquina ao nosso dispor para nos defender ou para nos esconder.

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  2. Isso do preconceito tenho sentido por ofensas no trânsito mesmo. Já ouvi vários “Vai trabalhar!”(?) ou mesmo “Compra ao meno uma moto!”.. isso quando não é baixo calão mandando sair da rua.

    Sim, dá pra ver o nível dessas pessoas não é o melhor… e que felicidade e noção da cidade que nós buscamos construir e humanizar passam longe destes. Mas não minto que por mais bobos que algumas ofensas sejam ofendem muito, constrangem e machucam. Ainda mais nós que não temos uma armadura de tonelada ou uma máquina ao nosso dispor para nos defender ou para nos esconder.

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  3. É isso aí Irmão Carlos. A bike é o transporte mais limpo e saudável que existe. Também meto o pé pra tudo que é canto em cima da bike. Comecei ha 6 meses e já to marcando 2100KM no velocimetro. Não ando mais de onibus nem se me pagassem (imagine EU pagando essa passagem absurda de cara   ), e vejo com bastante desconfiança ficar congestionado num engarrafamento com um transporte motorizado qualquer (fora os impostos e multas   ), então, salve às bicicletas.

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