Vlog de Bike – indo ao Centro de bicicleta

Saiu o segundo Vlog de Bike! E desta vez, com a participação do marido! 🙂 Fomos juntos ao Centro da cidade para comprar luminárias que usarei para iluminar melhor os vídeos que eu gravar aqui em casa para o blog. Aproveitamos o passeio para falar um pouco da Praça do Ferreira, mostrar o melhor pastel de Fortaleza (e olha que não gosto muito de pastel) e curtir o climinha romântico do começo da noite. Se vocês tiverem paciência e uma tolerância extrema a gente que fala bobagem, vão se divertir com minhas brincadeiras com o maridão. rsrsrs

Assistam, não esqueçam de deixar aquela curtida esperta, seu comentário e inscrevam-se no canal! 🙂

Quero muito saber o que vocês acham desse tipo de post para que eu possa melhorar cada vez mais. Eles estão muito longos, por exemplo? Eu gosto de assistir vídeos longos e sou meio prolixa, daí minha dificuldade de fazer vídeos curtinhos. rsrsrsrs Mas e vocês? Desabafem, abram seu coração! S2 #blogueiracoaching

Luto

Apesar de o vlog de hoje ser muito divertido, tenho que falar de um assunto triste. Na semana passada, infelizmente um senhor faleceu ao cair da ciclovia da Bezerra de Menezes direto no asfalto, sendo atropelado em seguida. 😦 Fiquei muito triste e bolada com isso, como sempre fico quando acontece alguma tragédia desse tipo, mas principalmente por ser num local que conheço bem. É impossível não pensar que poderia ter sido eu ou um amigo.

Aí depois que eu postei o vídeo, soube que ontem outro ciclista idoso morreu justamente no Centro da cidade, para onde fomos neste vlog, atropelado por um ônibus. O vídeo já estava pronto e postado, por isso não há qualquer comentário a respeito disso. Mas certamente é algo que abala profundamente toda a comunidade ciclista.

O que eu posso dizer a vocês? Sim, queridos, o trânsito é violento, as tragédias e injustiças acontecem e existe o risco. Essas notícias me assustam, e me levam a pedalar com muito medo e raiva no coração.

Sim, já deixei de sair de bicicleta ou mudei minha rota depois que algo assim aconteceu. Sou um ser humano, não quero morrer no trânsito e tenho medo. Não quero virar estatística de morte de ciclista. Seres humanos são assim, muitas vezes se deixam abalar pelo medo e pela tristeza.

Porém, a gente precisa ter coragem de mudar e de provocar as mudanças. Precisa engolir um pouco esse medo, transformá-lo em algo diferente. Em algo que nos leve à frente e que também nos mostre as alegrias da nossa cidade. Há estudos que mostram que quanto mais bicicletas na rua, menor a quantidade de mortes de ciclistas, e não o contrário, como muitos pessimistas gostam de pregar. Quanto mais bicicletas, mais motoristas conhecem ciclistas, mais motoristas pedalam e mais cuidado tendem a tomar, conforme tantas vezes me disse o Celso Sakuraba, da Ciclovida. Obviamente, quanto mais bicicletas na rua, menos carros também. E são eles os perigosos, não as bicicletas.

Os dois idosos que cito neste post (me desculpem por não dar mais detalhes ou links sobre os casos, mas confesso que ainda não tive coragem de ler muito sobre o assunto) infelizmente não voltaram para suas famílias, como eu e o maridão voltamos nesse dia em que fomos ao Centro. A alegria dos idosos foi parada bruscamente por uma cultura de violência, velocidade e poder.

E se nós parássemos essa cultura? E se ousássemos observar sorrisos e déssemos mais atenção ao som da corrente de uma bicicleta ao invés dos xingamentos e buzinas? E se parássemos para sonhar com mais justiça, educação e bicicletários ao invés de um carro novo? E se, ao dirigir, nos enxergássemos não como os veículos que conduzimos, motorizados ou não, e sim como seres humanos?

Isso já está acontecendo, ainda que não tão rápido quanto gostaria. Não a tempo de salvar a vida dos dois senhores citados neste post. Mas está, e nós podemos fazer parte disso.

 

Um abraço e vamos pedalar!

 

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5 comentários sobre “Vlog de Bike – indo ao Centro de bicicleta

  1. Infelizmente, faz poucos dias, não mais que 4, que um ciclista aqui no Henrique Jorge foi morto a tiros por assaltantes que levaram sua bicicleta usada para treinos. Ele era conhecido por muitos e tinha inclusive uma lanchonete de sucos aqui perto. Hoje há uma batida policial na proximidade possivelmente relacionada a esse ocorrido e outros. Não bastasse o trânsito violento, agora mais essa “modinha”. Vamos ter força e continuar pedalando. Não podemos nos amedrontar.

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  2. Olá Sheryda, vc sentiu confiança ao deixar sua bike na praça do Ferreira? Já deixei de ir várias vezes para o centro de bike pq fico com medo de deixar a bike trancada, seja num poste ou até mesmo no bicicletário da praça (que n sabia que existia). Queria saber se msm com o bicicletário se vc se sentiu segura, se tinha guardas, etc. Abraço!

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    • Oi, Nadson! No começo eu me sentia insegura de deixar a bicicleta em qualquer lugar. rsrsrs Mas percebi que quanto mais aberto e movimentado a gente deixar a bicicleta, mas segura ela está. Assim, a Praça do Ferreira é um ótimo local para prendê-la. Não reparei se haviam policiais por perto, mas sim, fiquei bem segura de deixar Shamira e Lanterna lá. 🙂

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