Em 2016, eu quero estrada!

Quero viajar 2016 Phelipe Rabay de Bike na Cidade

Um dos principais desejos de 2016: botar Shamira na estrada  Foto: Phelipe Rabay

E finalmente 2015 acabou! E que ano! Teve muita coisa boa, muita coisa ruim e muita coisa doida para a gente lembrar. E isso em muitas áreas, tanto em relação a política, cultura, cultura de Internet (quem aí não soltou um falsete esse ano, hein?) e por aí vai.

No meu caso, foi o ano em que os acessos e visibilidade do De Bike na Cidade quase quadruplicaram, o ano em que conheci mais mulheres que pedalam e as vi se mobilizando e sujando as mãos de graxa para aprender a consertar suas bicicletas. O nascimento das Ciclanas foi um marco, certamente.

Tive a chance de conhecer Recife e lá vi organizações nordestinas debatendo o uso das bikes. E também conheci Aline Cavalcante e Renata Falzoni e participei de debates sobre mulher e bicicleta com as duas! :O

Crescimento do blog em 2015 :)

Crescimento do blog em 2015 🙂

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Ciclanas na confraternização de fim de ano

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Que honra fazer parte disso!

Que honra fazer parte disso!

Também foi o ano em que fui procurada várias vezes por colegas da imprensa e servi de fonte para suas matérias. Eu, que antes cumpria o papel de jornalista, enchendo os entrevistados de perguntas, aprendi mais um pouco sobre estar do outro lado.

Revista Gente

Na Revista Gente.

Consegui o primeiro parceiro para o blog e ganhei meus primeiros dinheirinhos com ele. E foi o ano em que lancei o canal do You Tube e pude publicar nele maravilhosos registros, como a primeira vez em que Shamira viajou de avião!

No You Tube, outro vídeo publicado especialmente para agradecer a um leitor por um presente maravilhoso e que me mostrou o quanto esse trabalho ajuda as pessoas que sentem vontade de pedalar no meio urbano. Além da câmera que ganhei do Eraldo, ganhei dois livros (ainda não fui buscar o segundo, mas vou!) e muitos comentários, emails e mensagens de pessoas que queriam dicas sobre como pedalar, agradeceram por eu fazer o blog e fotinhas de suas queridas bicicletas. E a cada vez que isso aconteceu, eu me senti mais feliz! Obrigada, mesmo pessoal! :,)

E em 2015 eu entrei no Vitrola Nova! Comecei a cantar (algo que até pouco tempo me deixava em pânico) e pude participar de experiências fantásticas como cantar no Cine São Luiz junto ao Ednardo e me apresentar no palco principal do Teatro José de Alencar. Fora as reflexões e sentimentos trazidos pelo trabalho com o corpo e voz.

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Eu toda águia para cantar Pavão Misterioso no Cine São Luiz

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Foto: Wagner Girão

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O grupo, antes de subir no palco. Foto: Wagner Girão

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Felizes após o espetáculo Vitrola de Novembro, no Teatro José de Alencar. Detalhe: usei as luzinhas da bicicleta no cabelo! ^^ Foto: Toni Benvenuti

E bateu a bad…

Desenho Sheryda Lopes De Bike na Cidade Good Bye Yellow Brick Road

Desenho feito com lápis de cor e uma vontade doida de entender a tristeza

Mesmo com todas essas coisas boas que rolaram esse ano, nos últimos meses algumas questões pessoais e políticas (violência no trânsito e na imprensa também contam) jogaram areia nas minhas alegrias e esperanças. E isso me abalou bastante, por isso, precisei de tempo e perdi bastante o ânimo para as postagens no De Bike na Cidade. Até mesmo sair de casa se mostrou motivo de grande esforço, porque parece que quando a gente está triste evitamos o que nos faz feliz. Pode parecer autossabotagem, mas tenho uma amiga que sempre me diz que às vezes precisamos ficar mesmo na fossa e sentir toda a tristeza… para então conseguir respirar fundo e retomar a vida com força e sorrisos.

E em 2016 quero muito viver os meus medos e tristezas de uma forma que eu consiga amadurecer e me fortalecer. Que fiquem as lições, seja com cicatrizes ou não. Tomar decisões importantes, confiar nos meus próprios sentimentos, me respeitar e conquistar/recuperar autoconfiança. Respirar fundo, beeeeem fundo. Ver as coisas que me atraem como possibilidades, não como algo que “me tire o foco” ou “sem futuro”. Ter coragem de experimentar e viver. Pegar leve nas expectativas. Conseguir caminhar (e pedalar, claro) nessa estrada doida que é a vida da gente. E que muitas vezes não tem ciclovia nem calçada.

Uma das coisas que quero realizar este ano e que deve me ajudar muito nesse processo é uma cicloviagem. Já tem um bom tempo que tô a fim de botar o pedal na estrada, mas a falta de dinheiro, estrutura e outras desculpas me impediram. Mas agora estou decidida e espero fazer isso ainda em janeiro. E já estou atiçando as Ciclanas para isso e em breve espero contar para vocês aqui como foi a experiência. Vencer horizontes, percorrer distâncias com as próprias forças, conversar com mulheres corajosas, sentir a solidão da estrada… quer mais o quê para quem está precisando renovar as forças nesse início de ano?

E para inspirar, algumas fotos de uma cicloviagem que ciclanas e um amigo realizaram no ano passado e que me mata de inveja. Elas foram a Pentecoste, um município localizado a 91 quilômetros de Fortaleza. Lá, visitaram o casal Ivânia e Inácio, agricultores ambientalistas que pedalaram cerca de 10 mil quilômetros trocando sementes crioulas,  (grãos livres das intervenções científicas e econômicas do agronegócio). Vocês podem conferir essa história incrível vendo o documentário sobre eles no You Tube.

Outra experiência fantástica foi a da amiga Rosana Reis que viajou com um grupo de ciclistas pelo litoral para passar as festas de fim de ano. Essa viagem já é uma tradição entre amigos e eu até já entrevistei uma menina que estava se preparando para ela no final de 2014. Lembram?

(Clique nas imagens para ampliar)

Ida a Pentecostes

Viagem pelo litoral

Então, 2016. Eu posso não estar forte ainda o suficiente para você.

Mas estamos trabalhando nisso. 😉

 

Feliz ano novo,

um abraço e vamos pedalar!

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10 comentários sobre “Em 2016, eu quero estrada!

  1. Olá! Pedalo já a 4 anos, mas apenas onde tem ciclovia ou quanto por diversas vezes tentei participar de um grupo de treinamento que tem uma mulher como atleta, JOANA NOBREGA, mas como não uso sapatilha e não tenho preparo físico não consegui acompanhar, busco desde então um grupo de TREINAMENTO DE NÍVEL MÉDIO e não encontro, não me refiro aos grupos de passeios noturnos, esses são outra proposta…você conheceria algum? Ou quem sabe lançaria a ideia no blog para se criar um!

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    • Sandra, talvez no seu caso ao invés de pedalar em grupos grandes fosse melhor conhecer ciclistas da sua cidade (você mora em Fortaleza) para passeios. Sabe aquele cinema? Que tal ir de bike? Chama amigos e vai com ele. Depois de quatro anos pedalando você ainda se sente insegura para pedalar sozinha, é isso? Ou o seu interesse é em se tornar uma atleta?
      Um beijo e obrigada pelo comentário!

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  2. Sheryda,
    Ao ler seu post fiquei me perguntando o que foi de errado que aconteceu em 2015!!! Na minha opinião, 2015 foi um ano de muitas realizações. A consolidação da bicicleta em 2015 foi bastante marcante e promete me espalhar por todo 2016.
    Com relação a cicloviagens vejo como uma evolução, então tem tudo a ver estimular e realizar cicloviagens. Com relação a isso, acredito que se deve ser mais específico: minha proposta seria fazer uma cicloviagem de 50 a 60 km, especificando os pontos de parada, divulgando a rota nas ferramentas do google mapas, orientando a velocidade média. Com essas informações fica mais fácil saber se a pessoa consegue acompanhar o pedal.
    Faço as colocações acima pois você está numa encruzilhada: faz um blog ampliando informações para um público em geral ou público mais específico.
    De qualquer maneira adore conhecer as Ciclanas (uma força indômita), a ciclovida, a aventura épica do casal de Pentecoste (em busca da sementes crioulas).
    Muitas felicidades.

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    • Oi, Ramon! Realmente foi um ano muito bom para as bicicletas pois o assunto estava em alta e houve vários retornos para quem usa essa forma de locomoção. Em contrapartida, também teve muita violência contra ciclistas (uma amiga minha foi até atropelada por um ônibus e se salvou por pouco) e outras violências. O massacre em Messejana e o caso de Mariana, por exemplo… Essas coisas mexeram comigo, sabe? E essas outras coisas pessoais. Te agradeço por seu comentário, mas confesso que não entendi bem a encruzilhada que vc comentou rsrsrs… Um grande beijo e feliz ano novo!

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  3. Sheryda, sou nova no seu blog, mas já virei fã! parabéns pela sinceridade no depoimento e por compartilhar com seus leitores coisas tão pessoais. Também pedalo na cidade por minha conta mesmo, às vezes vou ao trabalho, às vezes resolver algo no centro, ir à missa, enfim, tento fazer da bike um meio de transporte. Mas sabemos não ser fácil. Já fui assaltada e isso me deixou um tanto medrosa, não me sinto mais tão livre como antes! mas, faz parte, né! temos mais é que difundir essa cultura para sermos a regra e não a exceção (na minha família, sou tachada de hippie, muuuuito corajosa, enfim, só porque me atrevo a sair um pouco do padrão carro!).
    Ao ler esse teu plano de pegar a estrada na bike confesso que tb bateu a vontade, quem sabe, né!
    Continue com seus depoimentos verdadeiros e ótimo 2016 pra todos, sobretudo pros pedaleiros!

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    • Obrigada pela visita, Rafa! Olha, do jeito que a bicicleta está se mostrando marcante para as cidades, acredito que num futuro nem tão distante assim o nível do debate em relação a elas vai subir. E com isso, a qualidade de vida da gente, a fluidez no trânsito… E aí a gente vai deixar de ser vista como maluca ^^. hahahaha
      Volte sempre por aqui que eu vou me esforçar para fazer conteúdos bacanas este ano. Grande beijo e feliz 2016! :*

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  4. Desanima não, Sheryda! Quando uma mulher ocupa um espaço que inicialmente não foi feito pra ela certamente vai gerar intriga e desavenças, mas não podemos deixar de viver felizes e livres que somos com nossas bikes por causa das contradições. Eu conheci seu blog a pouco tempo e to gostando muito de te acompanhar, vc tem se tornado uma inspiração pra mim!!
    Quanto à viagem de bike, tenho muuuuuuita vontade, moro em João Pessoa e adoraria conhecer mais o litoral paraibano, e fazer isso de bicicleta seria ainda mais delicioso, fica como meta pra 2016 também. Um abraço e feliz 2015.

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