Crônicas de bike – Deu prego na tranca!

Hoje é dia de contar mais um de meus causos pedalando aqui nessa capital cearense. “Mas que diacho é dar prego”? hahahaha Quem não é cearense talvez não compreenda a expressão, mas eu só vou contar o que significa mais à frente que é pra você ler o post até o final! huahuahua #blogueirachantagista

En-tão. Esta semana fui fazer a prova de seleção de graduados no prédio de Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará (IFCE), que fica na Aldeota, a cerca de dez quilômetros da minha casa.  Saí de casa com mais de uma hora de antecedência e cheguei 15 minutos antes da prova… no lugar errado. Pois é, aquele momento de emoção. Gente, eu ju-ro que olhei várias vezes na Internet onde ficava o prédio e não sei se estava errado ou se foi o meu cérebro que entendeu errado, mas o fato é que eu achei que era a uns dois ou três quarteirões antes.

Nessa hora, pensei: foco, força e fé. Sim, porque de nada adiantava se desesperar. Peguei a informação de onde ficava a rua certa e pedalei como se não houvesse amanhã. Vou dizer pra vocês: se perder de bicicleta é muito melhor. Eu acho que se estivesse a pé não teria dado tempo. E de bike a gente corta rua, sobe calçada (empurrando, inclusive) sem se preocupar com lugar para estacionar, por exemplo. Cheguei em cima da hora no prédio, prendi a bike num mastro em frente e fui à sala onde ocorria o teste.

Aí deu tudo razoavelmente certim. Sim, porque por alguma razão, meu nome não estava na lista das pessoas que fariam a prova. #leideMurphy Apresentei meu comprovante de inscrição e pude participar. Depois, golinho de água, passadinha no banheiro e uma olhada nas obras de arte expostas no prédio, nos horários das aulas, me imaginando estudando por lá… Pensei que poderia tirar umas fotos bem legais da Shamira nas paredes coloridas.

Mas aí… Surpresaaa! Não consegui destrancar a bicicleta. Era a chave certa, mas estava presa. Forcei, puxei, tentei várias vezes. Dois estudantes/artistas perguntaram se eu precisava de ajuda e se juntaram à sina. Veio porteiro, funcionário… Ninguém tinha alicate apropriado ou outra ferramenta para arrombar a tranca. Gente… ficamos por mais de uma hora nessa saga. E para melhorar, as luzes da rua não estavam funcionando e o ambiente foi ficando escuro. O coitado do vigilante passou do horário e perdeu a carona. E eu lá, com cara de não sei nem o quê, morrendo de vergonha. Até pras Ciclanas eu pedi socorro pelo Whats App e como solidariedade é aquela coisa, a maravilhosa Elaine Luz estava por perto e foi lá tentar ajudar.

Por fim, conseguimos o contato de um chaveiro que mora perto do IFCE. Quando ele apareceu, me senti num filme do Quentin Tarantino: O cara era grandão, usava chapéu de cowboy, luvas pretas e tinha uma maleta muito legal. Eu pensei: véi, com certeza esse bicho vai me salvar! hahaha

Ele tentou, tentou, e viu que a tranca tinha quebrado por dentro, e que para partir o cabo de aço, seria necessário buscar outra ferramenta. Foi em casa e voltou com uma maquininha, uma espécie de serra elétrica redondinha e pequena. MUITO Quentin Tarantino. Em questão de segundos e algumas faíscas, Shamira estava liberta.  \o/ Ufa!

Único registro de uma tarde/noite maluca

Único registro de uma tarde/noite maluca

O chaveiro falou para eu comprar uma tranca de qualidade da próxima vez. Uma que protegesse a bike dos ladrões, mas não de mim mesma, sabe? Me despedi das pessoas maravilhosas que me acompanharam nessa sina (e fiquei torcendo para que o episódio não influencie negativamente no processo seletivo) e pedalei rumo à casa de dois amigos que me esperavam.

Chegando lá, prendi a bike no estacionamento com minha outra tranca (eu uso duas), fui ao apartamento deles e na hora de ir embora… Descobri que tinha perdido a chave! kkkkkkk Gente, sabe quando um filme da Sessão da Tarde termina com “Ah, não! Vai começar tudo de novo”? Foi exatamente assim que eu me senti! Mas dessa vez foi mais tranquilo: pedi a chave reserva para o super marido e ele foi até lá me resgatar. Mas gente, só rindo mesmo!

E eu já ia me esquecendo: Dar prego, significa quebrar, falhar. Tipo “o carro deu prego”, “meu computador deu prego”, “o juízo da Sheryda vive dando prego” e por aí vai. Como se diz na cidade de vocês? Vocês já passaram por alguma situação parecida com as que eu contei aqui ou isso é só comigo? Compartilhem aí nos comentários para eu não me sentir sozinha! hahahaha

Um abraço e vamos pedalar!

(e comprar trancas novas)

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2 comentários sobre “Crônicas de bike – Deu prego na tranca!

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