Crônicas de Bike – Sobre distâncias e baterias imaginárias

(Foto: Verdinha)

(Foto: Verdinha)

Tive duas boas experiências recentemente enquanto pedalava rumo ao ensaio do Vitrola Nova. E as duas foram relacionadas a motoristas. A primeira delas foi na avenida Duque de Caxias, em pleno horário de pico. Nessa avenida eu costumo pedalar perto do canteiro central, porque na faixa da direita vão ônibus que sempre me assustam. É um pouco tenso pedalar na faixa da esquerda, porque os carros vão mais rápido e próximos a mim. Mas sério: prefiro levar 20 finas de um carro particular do que sentir aqueles monstros chegando perto de mim e me ameaçando.

Aí que eu vou bem atenta, tomando cuidado para manter bastante equilíbrio. Num determinado momento, percebo que não há carro ao meu lado e fico meio que aguardando que alguém fique rente a mim. Passa um, dois quarteirões e nada. Então, num sinal fechado com o trânsito super pesado, olho para trás. Há um carro pequeno e a motorista é uma mulher mais ou menos da mesma idade que eu. Percebi então que ela vinha dirigindo e tomando cuidado comigo, parando mais atrás de propósito e sem emparelhar ao meu lado. Não consegui resistir e voltei um pouquinho, pedi que ela abaixasse o vidro e agradeci a ela por manter a distância. Ela então sorriu e disse: “de nada”!

Lá na frente, depois de eu ter deixado a motorista gentil no engarrafamento (tadinha) já em ruas secundárias e com pouco trânsito, vinha pensando na gentileza da motorista. Às vezes eu tenho que me esforçar um pouco para prestar atenção nessas coisas boas que acontecem, sabe? Porque a tendência é só lembrar das finas e da grosseria de alguns motoristas. Mas acho importante (até para a nossa saúde mental) lembrar também que existem atitudes gentis e pacíficas.

Daí, sigo pedalando e pensando nisso quando me aproximo de um supermercado e de um semáforo fechado. Havia um carro tentando sair do estacionamento e ficou parado aguardando uma brecha. Não dava para eu passar, então parei a bicicleta enquanto esperava o sinal ficar verde. Observo então a motorista que saía do estabelecimento e vi que, mais uma vez, era uma mulher. Só que ela era mais velha que eu. E estava… cantando e tocando bateria no volante esperando para entrar no asfalto. Sério, gente! Muito bom! Eu não sei se estava tocando alguma música muito boa, porque não dava para ouvir nada e o vidro estava abaixado. Parecia que ela estava simplesmente cantando algo e tocando uma bateria imaginária muito pauleira. E curtindo pra caramba!

Eu comecei a observá-la e abri um sorriso inevitável. Aí ela olhou pra mim e como que, pega no flagra, fez uma cara de susto e caiu na gargalhada. Eu comecei a bater cabelo junto com ela e ela riu mais ainda. Aí o sinal abriu, nós demos tchau uma para a outra e nunca mais nos vimos.

Mas vocês percebem o quanto algumas situações podem ser uma chance pra gente relaxar um pouco? Quer dizer: buzina não deixa sinal verde. Raiva não faz aparecer uma vaga. Escrotizar ciclista também não vai deixar o trânsito melhor. Então… buzinar menos, desacelerar mais, cantar mais.

Por quê não?

Um abraço e vamos pedalar!

Anúncios

Estou com medo de pedalar!

medo de pedalar blog De Bike na Cidade Sheryda Lopes

😦

Desde o Papo Ciclovida do qual participei, estou sem bicicleta. Acontece que quando voltávamos do evento, marido e eu, o pneu da Lanterna furou de novo e mais uma vez precisamos deixar as bicicletas na casa de um amigo e voltar de táxi para casa. Desde então, não consegui ir buscar Shamira e o ônibus voltou a ser meu meio de transporte.

E como não tenho saído muito de casa, passo boa parte do tempo na Internet – exceto quando vou à casa da minha mãe, que é offline. E é pela rede que acompanho relatos de amigos ciclistas sobre suas vivências nas ruas. Como muitos deles têm sofrido bastante violência no trânsito ultimamente, há vários depoimentos tristes e pesados sobre fechadas de motoristas e até ameaças (verbais) de morte.

E sabe qual o efeito disso em mim? Medo. Depois de vários dias sem botar a bike na rua, parece que eu entrei numa conchinha e comecei a cultivar carga negativa dentro dela. E com essa carga, vieram sentimentos como o medo, apatia e falta de criatividade. Sendo muito sincera e transparente com vocês, leitoras e leitores, é por isso que ainda não havia saído post esta semana. Ora, se as minhas maiores fontes de inspiração para produzir conteúdo para o blog e o canal no You Tube são justamente as experiências que tenho pedalando, como teria ideias dentro de casa sem tirar os olhos do whats app?

Entendam: não acho errado que os amigos desabafem, longe disso. É importante que a rede de ciclistas se apóie, tenha com quem desabafar, tenha a quem pedir conselhos sobre pedalar e se informar sobre nossos direitos. E numa sociedade em que somos ainda vistos como meio malucos e fracassados por não quererem um carro acima de tudo, muitas vezes nos sentimos sozinhos. Pelo menos até conhecer outros ciclistas e conversar com eles. Isso faz uma diferença muito grande.

O que quero mostrar a vocês é a forma como nós mesmos cultivamos nosso olhar e como nossa cabeça responde a isso. Porque nesses dias sem bicicleta eu tenho lido muitos relatos positivos também! Várias pessoas que vêm me contar que estão comprando suas bicicletas, mulheres tomando coragem de ir pedalando ao trabalho pela primeira vez, pessoas contando de motoristas que respeitaram a ciclofaixa e a preferencial para o ciclista… Claro que é absurdo que algo banal como o respeito no trânsito seja algo raro e a se comemorar, mas se o que queremos é um trânsito mais humano, nada mais apropriado que celebrar e compartilhar entre nós os pequenos avanços.

Mas se eu tive acesso a relatos positivos e negativos, porque só os negativos parecem me afetar? Tenho uma amiga que diz que o nosso cérebro sempre reforça os traumas e os medos, então deve ser por aí. Sem as experiências positivas, a sensação maravilhosa de chegar num lugar se exercitando e sentindo o vento no rosto, sem fotografar ciclistas e conversar com eles, parece que esqueci que existe mais em pedalar que somente as finas. Alias, acho que é exatamente assim que se sentem as pessoas que nunca experimentaram usar a bicicleta e gritam aos quatro ventos que é algo impossível. rsrsrrs Como assim “acho”? Era assim que eu me sentia antes de começar a pedalar e a pesquisar sobre isso! E agora, quase dois anos depois de eu ter provado a mim mesma e a tantas outras pessoas que é possível sim, me pego com medo! Tem algo errado aí, definitivamente.

Ontem, dia do ciclista, por uma feliz coincidência encontrei vários amigos pedaleiros. Entre eles estava um (que conheço há pouco tempo, mas já considero pacas) dos que têm sofrido muita violência ultimamente, e está bastante estressado. Eu estava muito preocupada com ele e aproveitei para oferecer palavras amigas e um abraço sincero. Hoje, farei mais: vou buscar Shamira. Chega de alimentar esse monstrinho que joga a gente numa inércia sombria. Vou botar minha amada bicicleta na rua e deixar nossa cidade um tiquinho mais pink. Por mim, por nós.

E ontem não teve post sobre o Dia do Ciclista (peço desculpas por isso), mas teve homenagem na fanpage do blog. Abaixo, a mensagem que postei por lá, e que agora compartilho com vocês por aqui. Junto, meu agradecimento. Cada um de vocês, seja como ciclista ou leitor, faz uma diferença enorme para mim, pois me estimula a pedalar e a escrever. As duas coisas são partes importantíssimas da Sheryda, e sem elas sobra um espaço enorme para a tristeza. Então, muito obrigada por me estimularem a seguir!

Homenagem dia do ciclista Facebook

Minha humilde homenagem aos ciclistas pelo dia de ontem

Já postei pelo menos dois textos sobre o medo e as vivências positivas no trânsito, além de outros dois sobre lugares que me metiam medo e onde tive boas surpresas. Um dos causos foi na Barra do Ceará e o outro foi na avenida José Bastos. Deixo as sugestões de leitura e os links para vocês!

Um abraço e vamos pedalar!

Quando um homem ensina a uma mulher… o que ela já sabe

Esta semana conversei com um homem que devia ter entre 50 e 60 anos. Contei que tinha um blog, e que nele eu falava sobre ciclismo urbano aqui em Fortaleza. Então ele me falou de passeios noturnos que sempre via passando pelas ruas, antes de soltar o seguinte ensinamento:

– Você sabe que a mulher anda de bicicleta porque vai na onda do homem, né?

Ao que eu, instintivamente, respondi, meio estupefata diante de tal asneira:

– Não é não.

– É sim.

– É não.

– É sim.

Sem paciência ou condições de argumentar questões de gênero com ele, tentei prossegui com os assuntos que tinha ido resolver (tratava-se de um consultor em uma empresa). Até fiquei orgulhosa de mim por não ter sido grosseira, o que não teria sido construtivo. Mas claro, fiquei super incomodada com a conversa.

“A mulher”. Por que não “VOCÊS mulheres”? Quantas vezes alguém generaliza o que somos como se não fizéssemos parte desse grupo? E quantas vezes um homem já tentou me ensinar o que é ser mulher, como se eu não soubesse melhor que ele? Nossa, já perdi as contas, mas não me acostumo.

E quando somos nós, mulheres que fazemos isso com nós mesmas? Colocamos estereótipos, falamos sobre como somos menos capazes ou vitimistas, como não nos “damos valor”, mas sempre falando de algo distante de nós. “A mulher não sabe fazer essas coisas”. A mulher isso. A mulher aquilo.

Por um lado, isso me deixa contente. Porque acho que quando uma mulher fala assim, em terceira pessoa, é porque não se reconhece naquilo. Imagine a mesma que diz “Hoje em dia as mulheres estão mais preguiçosas” dizendo: “Nós mulheres somos mais preguiçosas”. Ela provavelmente não fará isso, porque não se vê como preguiçosa. Só o que lhe falta é um senso de coletividade, de entender que é mulher também, e que as regras e rótulos que são cagados para nós, todos os dias, também valem para ela. E que ela própria é uma prova de que esses padrões não são verdadeiros, e que somos todas diferentes, embora com muita coisa em comum.

Só quis compartilhar essa reflexão com vocês, nesta bela manhã de quarta-feira. Talvez por ter ficado com alguns sapos entalados na garganta e pensando em coisas melhores para responder ao homem. rsrsrs Mas, já passou. Sei que vai acontecer de novo, mas já foi. Acho que agora, é seguir surfando essa onda maluca e deliciosa que é sermos nós mesm@s.

Um abraço e vamos pedalar!

Não é só mais um look – saia azul plissada e camisa branca

Look Cycle Chic Saia azul plissada e camisa branca bordada (1)

Foto: Pâmela Soares

Depois de um tempinho sem pedalar, finalmente um look! Juro que estava com saudade de fotografá-los. Nesse a Shamira não aparece porque eu a deixei algumas noites na chuva e a corrente está enferrujada. ^^’ Aí peguei a Lanterna do maridão.

E vamos ao figurino. A saia vocês provavelmente já conhecem, pois é uma das minhas prediletas. Ela é feita de um tecido leve, que não fica úmido de suor, e permite que eu pedale tranquilamente. E para não ficar tão previsível e cara de colegial, escolhi uma camisa leve de algodão que ganhei da minha sogra e que tem uns bordados fofinhos (o diferencial é o bordado, entendeu?). Aliás, acho lindo esse trabalho, que antes só aparecia em pano de prato e chegou à moda por influência da Zuzu Angel. #diva

A camisa, além de dar uma cara de menininha vintage, é confortável. Muito leve e fresquinha, ela não fica úmida de suor. E quando fica (depois de tantos dias parada, acabei suando mais que o normal) seca rapidinho. Inclusive, nem usei blusinha regata por baixo, só mesmo um top de academia no lugar do sutiã. Também adoro a referência nordestina que ela resgata, de nossas feiras de artesanato.

Look Cycle Chic Saia azul plissada e camisa branca bordada (2)

Já a saia, é do meu modelo preferido, porque acho chique, clássica e muito extrovertida. Confesso que isso se deve, principalmente, porque as minhas referências para este look são de desenho animado e/ou quadrinhos. As meninas (e meninos também que eu sei) que curtem anime devem lembrar da Sailor Moon e suas amigas, né? Ninguém nunca-na-história-desse-país usou saia plissada (ou seria de pregas) com tanta competência e sem mostrar a calcinha como elas. Eu, que não tenho o poder do prisma lunar, boto um shortinho por baixo mesmo.

sailor_moon_by_anouet-d5e58cu

Outra diva da ação é a Louis Lane, que no desenho exibido no SBT usava um terninho com uma saia muito chique e parecida com esse modelo. Bem apropriada para as pautas babado que ela cobria, voando por aí com o Super Homem. Gente, como mete o pé na carreira sempre que um alienígena aparece usando saia lápis? Difícil.

loislane

E a terceira referência desta blogueira é a Super Girl, que apesar de não ser minha heroína preferida, também usava saia que lembra uniforme colegial. Nunca esqueci do figurino da personagem, principalmente no filme dos anos 80 que era exibido no Cinema em Casa, no SBT. Lembram? Nos anos 90 o pessoal foi encurtando a roupa dela até que a coitada ficasse praticamente nua nos quadrinhos, acho que por isso prefiro o filme, com efeitos toscos e tudo.

supergirl

Super

Mas, por que será que, de repente vieram tantas referências desse tipo? Acho que porque no dia em que tirei essas fotos, tinha passado por maus bocados no trânsito, com direito a ameaças de motoristas de ônibus e fechadas de taxistas (nessa, inclusive, quase caí e me machuquei feio). Fiquei abalada, afinal, uso a bicicleta justamente na intenção de ter uma forma mais humana de me locomover e me relacionar com minha cidade. E por mais positiva que eu seja, tem horas que essas coisas abalam, não tem jeito.

Para piorar, soube que, na mesma semana, a querida Dani Roste, do Blumenau Bike Style, foi atropelada enquanto pedalava. Embora os ferimentos não tenham sido graves, como ela mesma relatou em seu blog, o fato em si foi bastante grave.

Mas, assim como eu, a Dani vai continuar com sua bicicleta gêmea da Shamira. Isso porque a gente sabe o que quer para nós e para nossas cidades. Mas não vou dizer para vocês que não é difícil engolir o medo e  a humilhação e botar a bike na rua de novo. Nessa hora, acho que temos que bancar super heroínas, vestir nossos looks e mostrar a que viemos e que temos direito sim, às ruas.

Espero que isso mude um dia, e que não seja mais necessário ter que bancar o super herói e sair como se tivesse de “enfrentar” outras pessoas no trânsito. Não acho que motoristas e ciclistas devam ser vistos como vilões uns dos outros, e sim parceiros por uma cidade mais pacífica e de um trânsito menos cruel. Inclusive, a bicicleta ajuda motoristas de ônibus e seus passageiros, afinal, um ciclista na rua é um assento livre a mais no ônibus lotado. Já pensou nisso?

Inclusive, saiu uma matéria esta semana sobre um treinamento pelo qual motoristas de ônibus aqui de Fortaleza estão passando. O objetivo é mostrar a eles como devem se portar próximos aos ciclistas e motociclistas e também saber como eles se sentem. Por coincidência, a empresa é a Vega, a mesma onde trabalha os dois motoristas que me ameaçaram nos últimos dias. Torcer para esse treinamento ser realmente efetivo e mais: que vire exigência para todas as empresas da cidade.

Esperança

Vivencio com muita frequência grandes exemplos de bondade e cortesia enquanto pedalo, e tenho certeza de que eles podem ser multiplicados. Inclusive, no mesmo dia em que sofri muitas violências, já à noite, enquanto voltava para casa, algo despertou de novo a esperança: Parei ao lado de um ônibus no sinal vermelho e vi que ele ia entrar à esquerda no próximo cruzamento, assim como eu. Estava tão desanimada, que ia desistindo de avisá-lo do meu trajeto (apesar de isso não ser necessário, afinal, a preferência era minha) mas acabei falando com ele.

Nesse momento, para minha surpresa, ele disse: “Tudo bem! Pode deixar que eu vou tomar cuidado! A GENTE TEM QUE CUIDAR UNS DOS OUTROS, NÉ”? Aí ele me disse para passar na frente, estacionou atrás de mim, esperou que eu completasse a curva e só depois passou, me protegendo dos carros que vinham atrás.

Já do outro lado da rua, dei tchau para o motorista que reaqueceu meu coração depois de um dia triste, e ele me deu tchau também, e ainda buzinou de leve. Aquela buzinada simpática, que às vezes não ouvimos diante de tantas que expressam impaciência e raiva no cotidiano.

“A gente tem que cuidar uns dos outros”. É desse projeto que participo e no qual creio.

Dani, querida, um grande beijo pra ti! Vamos seguindo.

E para vocês, queridos leitores, o de sempre, mas não menos importante:

Um abraço e vamos pedalar!

Ciclistas tesudos

Ontem eu estava pedalando numa grande avenida de Fortaleza, quando um carro apareceu, vindo da outra pista, pronto para entrar na minha faixa. Me assustei, mas ele sorriu e acenou para que eu passasse primeiro. Agradeci e segui em frente. Daqui a pouco ele passa ao meu lado bem devagar e diz:

– Eu tenho o maior tesão em vocês, ciclistas, porque eu sou ciclista também!

Achando que tinha sido uma cantada – que é algo que detesto – perguntei.

– Mas o senhor tem tesão em todos? Homens e mulheres? Ou só nas meninas?

Ao que ele respondeu, gesticulando muito e morto de feliz:

– Tenho tesão em toooodos vocês!!!

Nisso eu ri muito e falei:

– Massa! hahahaha

O motorista cheio de tesão foi embora acenando e buzinando, feliz por ter falado com uma ciclista. Senti que ele estava maravilhado por ter bicicletas na rua.

E depois eu fiquei pensando se fiz certo. Será que ele estava objetificando todo mundo, nessa história de tesão por geral no trânsito?

Acho que não. rsrsrsrs Às vezes acho que sou eu quem pensa demais.

Um abraço e vamos pedalar!

Seus chuchus!

;*

Entrevista no Cadeira Cativa – O Estado CE

Tive a chance de bater um papo muito legal com meu amigo e colega de profissão Tarik Otoch, no quadro Cadeira Cativa, do site do jornal O Estado. Num clima super descontraído, falamos sobre o blog, suor, buracos, violência urbana em Fortaleza e as alegrias e desafios de pedalar aqui na capital cearense. Me senti no sofá do Jô! hahaha Confere aí 🙂

Já é a terceira entrevista que dou para O Estado. A última foi para a seção Estrelas da Internet, e quem fez foi a querida Cely Fraga. Uma imensa honra ser procurada e conceder entrevistas para meus colegas de profissão, pessoas competentes e que admiro muito.

Tomara que vocês gostem!

Um abraço e vamos pedalar!

 

Achados na Centauro do North Shopping da Bezerra de Menezes

Cesto bike urbana Centauro North Shopping De Bike na Cidade Sheryda Lopes (1)

Dia desses eu estava passeando pelo North Shopping e passei em frente à Centauro. Nem acreditei no que vi: aquilo ali é uma Tito Urban branca? :O Não resisti e fui ver de pertinho, e gente, havia pelo menos seis bicicletas Tito Urban na loja!

Cesto bike urbana Centauro North Shopping De Bike na Cidade Sheryda Lopes (4)

Bicicletas urbanas na Centauro

 

Fora as outras bicicletas urbanas que também havia por lá, principalmente da Caloi, que eu já tinha visto antes. Pode parecer besteira eu ficar tão impressionada, mas eu passei o ano passado inteiro indo à Centauro toda semana em busca de uma bike urbana para chamar de minha, mas só havia speeds e mountain bikes. Até que a Karinne e o Phelipe me mostraram a Tito Urban dele e disseram que valia a pena comprar pela Internet.

Aí depois eu resolvi dar mais uma voltinha na loja e encontrei prateleiras cheias de cestinhos de metal para bicicleta com suspensão! Outro negócio que há muito tempo eu procurava e encontrei em apenas uma oficina aqui em Fortaleza.

Cesto bike urbana Centauro North Shopping De Bike na Cidade Sheryda Lopes (2)

Na verdade meu cestinho não era (isso, no passado. Bichim faleceu) de metal e sim de um material natural, creio que vime. Para quem não sabe, em praticamente toda oficina de bicicletas vende cestinho para bike, mas é o modelo para bicicletas sem suspensão, que têm uns ferrinhos apoiados no eixo do pneu dianteiro. Se a sua bicicleta tem suspensão ele já não vai dar certo, pois com o movimento do sistema o ferrinho vai acabar quebrando. O modelo para magrela com esse recurso é apoiado todinho no guidão e na mesa. Aí ele meio que faz um movimento pra cima e pra baixo a cada vez que há impacto. Inclusive foi assim que o cestinho desta ciclista delicada que vos fala quebrou. Acontece que eu meto a bike em todo buraco, derrubo quando vou prender ou paro pra tirar fotos para o Vi de Bike. Aí as varetinhas que formavam o cesto não aguentaram e ele começou a desmanchar. Snif, snif :,(

Mas aí eu lá comemorando toda serelepe e fui ver o preço né? Pois então. Choquei.

Cesto bike urbana Centauro North Shopping De Bike na Cidade Sheryda Lopes (3)

R$ 130! Gente, era do mesmíssimo material dos cestinhos que a gente acha na borracharia do “seu menino” e que custa uns R$ 15 a R$ 30. Sério, nada justifica. Fiquei imaginando se comprar pela Internet não sairia mais barato, mesmo com frete.

Mesmo assim, fiz uma ligeira análise de mercado de mesa de bar: Será que uma maior diversidade de bicicletas urbanas numa loja em Fortaleza indica que há mais pessoas #DeBikenaCidade ? Sim, porque antes a maior oferta era de mountain bikes, mais apropriadas para fazer trilhas, por exemplo. E essa ruma de cestinho aí, será que indica que essas pessoas são mulheres? CLARO que homem também pode usar cestinho na cesta. Aliás, eu acho que homem pode usar até calcinha se quiser, que eu não tenho nada a ver com isso e quero mais é que a criatura seja feliz. Mas é que como muuuuuitas mulheres me perguntam onde arrumei meu cestinho, achei que talvez essa demanda pudesse ser mais feminina… Será? De qualquer maneira, achei esse um sinal interessante sobre o desenvolvimento do modal aqui em Fortaleza. Algum analista de mercado aí para dar pitaco? É só chegar aí nos comentários! 🙂

 

Um abraço e vamos pedalar!