Conheci o Bosque do Bem

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Uma das grandes vantagens de começar a pedalar é a chance de conhecer lugares novos na cidade. Sim, queridos, há belezas em nossas ruas secundárias e vale muito a pena sair do fluxo para conhecê-las. E um desses lugares que conheci recentemente foi o Bosque do Bem, como é chamada a primeira parte da obra de revitalização do Parque Rachel de Queiroz, aqui em Fortaleza.

Localizado no bairro São Gerardo, o local foi inaugurado há pouco tempo e eu ainda não o conhecia. Quem me deu a chance foi o leitor Eraldo Sá que muito generosamente me presenteou com uma sportcam para me ajudar aqui com o blog (inclusive, eu já a inaugurei e fiz um vídeo de agradecimento).

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Eu morta de contente com o presente!

Para entregar o presente, Eraldo sugeriu o parque como ponto de encontro e eu fiquei muito surpresa. Gente, é muito grande e fica paralelo à avenida Bezerra de Menezes, que é super barulhenta e quente. Aí, a poucos metros, um local silencioso, bom que só de passar o tempo. Infelizmente ainda não há muita sombra, porque as mudas estão pequenininhas, mas daqui a alguns anos creio que será um local ótimo para fazer piqueniques e disputar campeonatos de carimba. Nós passamos um tempão conversando no local, enquanto uma galera jogava bola no campinho de areia. Aproveitei para fazer umas fotos, é claro! Algumas delas até postei no Instagram no dia do encontro. Se você não me segue ainda, vai lá! Meu perfil é @sherydalopes

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Adivinha qual é o meio de transporte preferido dos atletas?

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^^

Gostaram? Então  compartilhem com seus amigos e digam aí nos comentários se tem algum lugar especial aqui em Fortaleza (ou na cidade de vocês, para quem não mora aqui) que toca o coração de vocês!

Um abraço e vamos pedalar!

E Eraldo, eu já te agradeci? rsrsrs

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Fotinhas #SemCarronaCidade

Ontem foi o Dia Mundial sem Carro e pedi que vocês postassem suas fotos com os veículos que escolheram usando a HT #SemCarronaCidade. Várias pessoas participaram (como fiquei feliz com isso!) e agora compartilho com vocês esses cliques maravilhosos. Muito obrigada por participar e continuem usando a tag para mostrar alternativas para um mundo com menos fumaça. E nem precisa ser bike não! Vale skate, patins, caminhada, transporte público, carona…

Ah, usem também a tag #DeBikenaCidade ou me marquem nas redes sociais sempre que quiserem compartilhar algo comigo. 🙂

#SemCarronaCidade

Me segue!

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Twitter: @sheryda_lopes

 

Um abraço e vamos pedalar!

 

Amanhã, você vão de quê? #SemCarronaCidade

Campanha Sem Carro na Cidade blog De Bike na Cidade

 

O Mês da Mobilidade é uma alusão ao Dia Mundial sem Carro, 22 de setembro, que é amanhã. Nessa data, várias cidades pelo mundo estimulam que seus moradores deixem o carro em casa e experimentem outras formas de se locomover. Pode ser transporte público, patinete, skate, bicicleta, a pé… E vocês, se atrevem a fazer essa experiência? Ou já não é mais uma experiência e sim um hábito? Eu gostaria muito de saber que meio de transporte vocês vão utilizar amanhã e fazer um post com suas fotinhas. Então, divulguem seus cliques de forma pública no Instagram, Facebook e Twitter com a hashtag #SemCarronaCidade. O meio de transporte escolhido não precisa ser a bicicleta, tá bem? O importante é pensar numa alternativa ao carro particular e fazer diferente.

Vocês também podem me marcar em suas fotos e me seguir! Abaixo, minhas redes sociais:

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Twitter: @sheryda_lopes

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Em última instância, para quem não puder abrir mão do carro por algum motivo, que tal lançar mão da carona amiga? Afinal, um carro com cinco pessoas já representa quatro motores a menos na rua. 😉

Ah, e a Ciclovida aqui de Fortaleza também vai fazer ações digitais com fotinhas de vocês tudo sem motor. Acessem a fanpage da Associação e saibam como participar. Fiquem ligados também nas HT de suas cidades. vamos mobilizar geral!

Então, preparem-se, pensem no look, postem suas fotos e…

… um abraço e vamos pedalar!

Muito estilo no Ciclochique do Mês da Mobilidade

Na última sexta fui ao pedal Ciclochique, evento promovido pela Ciclovida e que faz parte da programação do Mês da Mobilidade. Trata-se de uma referência direta ao Cycle Chic, movimento criado em Copenhagen que estimula o uso da bicicleta com roupas mais casuais e/ou mais elegantes, livrando-nos da limitação de pedalar apenas com roupas fitness.

O encontro foi na Praça Portugal e seguimos por barzinhos pela região. Quer dizer… eu só pude ir ao primeiro porque precisava voltar cedo para casa. Mas o pouquinho que fiquei foi muito divertido! Pude conferir muitos looks bonitos e ainda conheci leitores e leitoras ^^ S2. E foi muito divertido chegar num barzinho de galera e curtir música bacana. Tenho que fazer isso mais vezes.

Meu look ^^

Meu look ^^

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Márcia e Marcela, mãe e filha (JURO!!!)

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Gina, toda Hippie Cycle Chic

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A super estilista de bikes e tb blogueira Dora e a querida Kelly S2

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Lucas, mais um leitor que conheci  🙂

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Galera do passeio!

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Ciclanas! S2

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Ciclanas frescas ^^

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Mário Reginaldo, Bike Anjo, e Arthur Costa, presidente da Ciclovida

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Daniel Nunes Neves, Bike Anjo, leitor, cicloativista e querido amigo 🙂

Mais fotinhas!

Ser ou não ser chique?

Por causa do termo “chique”, o Cycle Chic pode passar a ideia de algo elitista, de que você tem que pedalar com roupas caras e de grife. Mas na verdade, no próprio Cycle Chic Copenhagen, fundador do movimento, é possível encontrar fotos de pessoas chiquérrimas pedalando até com chinelo de dedo, short jeans, camiseta e tênis… A mensagem é: chique é pedalar com seu estilo, não importa qual seja ele. A meu ver, a chiqueza toda está na atitude de assumir a bike como algo seu, como seu meio de transporte e como algo que faz parte do seu estilo. Até separei algumas fotinhas nesse estilo para que vocês vejam que não só de linho e salto alto vive a chiqueza.

Claro que, tem muita gente que aproveita o evento para se montar, vestindo mesmo a brincadeira. E eu adoro isso! #nascidaparaperformance Foi divertido ver as meninas pedalando de salto, com brilhos e bordados e alguns caras de roupinha bem arrumadinha, com muita estampa legal. E também foi legal ver a galera indo pra baladinha com roupa mega casual, bermuda simples e chinelo de dedo. Gente, é muito estiloso sair pra noite do jeito que você quiser! Então, vai ter chinelo de dedo sim, e isso é chique sim, senhor! hehehe E também é muito legal, para as pessoas que gostam de se vestir com roupas mais formais, elaboradas, produzidas mesmo para a noite, descobrir que não precisam descartar a possibilidade de ir de bike para a farra.

Curtiram? Então compartilhem, comentem e mandem pra mim suas fotos sendo Cycle chics/ciclochiques no dia a dia. Quero muito conferir o estilo de vocês e conhecer suas histórias! O email do blog é debikenacidade@gmail.com.

Um abraço e vamos pedalar!

Leitores que pedalam e conserto da Lanterna – Aspásia Mariana

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Manga longa e muita arte para ensolarar a ensolarada Fortaleza (Foto: Arquivo pessoal)

A leitora da vez é cheia de arte nas veias e muito empoderamento. É a Aspásia Mariana, que é bailarina, sapateadora, artista marcial, Bike Anjo e tem umas ideias muito bacanas sobre o lugar das mulheres na sociedade. Sim, meus caros, a bicha é danada!

Além de usar a bicicleta praticamente todos os dias, para qualquer lugar que precise ir, ela participou de uma cicloviagem para Pentecostes na Semana Santa. Eu não pude participar, mas em breve publicarei aqui o relato dela para vocês. 😉 #blogueirapromete

A bicicleta da Aspásia foi comprada em 2007. O interessante é que nunca roubaram a bike dela aqui no Brasil, mas sim a que ela tinha na França, quando foi estudar Belas Artes (#wiwi #monamour #Gambit #croissant #Ratatouille). Interessante, né? Bom para derrubar aquela impressão besta de que na Europa tudo é perfeito e que o Brasil não tem salvação.
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Eu quero um tênis branco ^^

Bike Anjo

A Aspásia não apenas utiliza a bicicleta para ser mais feliz: ela também ensina outras pessoas a fazerem o mesmo. Ela é Bike Anjo, uma voluntária que ensina outras pessoas a pedalar e como se comportar no trânsito. Ah, e sabe o que eles fazem também, e eu não sabia? Eles dão uns helps mecânicos! Descobri  isso ao pedir ajuda para remendar uma câmara de ar da Lanterna. Eu e o marido tínhamos deixado a bicicleta na casa de um amigo, quando íamos passear e a câmara furou no meio do caminho. A Aspásia me ajudou a resgatá-la.

O engraçado é que, de cara, eu só pensava em que homem poderia me ajudar nesse serviço (marido também não manja dos consertos), mas aí lembrei que conheço uma ruma de mulher empoderada, e que algumas até já ministraram oficinas de mecânica de bicicletas – eventos que eu, inclusive, fiz o favor de perder. Aí fui lá no grupo das meninas e perguntei quem poderia me ajudar e a Aspásia se disponibilizou. Aí a super linda e poderosa fez a enorme gentileza de consertar a Lanterna enquanto batíamos aquele papo. Eu aproveitei para tirar um monte de fotos e encher a póbi de pergunta (clique nas imagens para ampliá-las).

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Bike prontinha!

Bike prontinha!

Aspásia, foi um grande prazer te conhecer! Muito obrigada por conversar comigo e por me emprestar seu tempo e sua habilidade!

E você, também usa a bicicleta no cotidiano e quer mostrar como é seu estilo? Só mandar suas fotos e um pouquinho de sua história para debikenacidade@gmail.com. Manda!! Quero super te conhecer e botar sua história aqui no blog.

Um abraço e vamos pedalar!

Leitores que pedalam – Carlos César Rocha

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O Leitores que pedalam de hoje é super especial, porque é com o Carlos César Rocha, que tem 39 anos e sempre acompanha o blog e interage comigo lá na página no Facebook. Ele começou a pedalar em 2010 por causa das greves de ônibus (nessa época teve até gente que dormiu nos terminais porque não tinha como voltar para casa). Carlos viu na bicicleta uma alternativa possível ao trânsito caótico e ao sofrimento que os usuários do coletivo tinham que enfrentar, e começou a ir de bike ao trabalho todos os domingos.

Cinco anos depois, ele pedala todos os dias para bairros como Parangaba, Montese, Centro, entre outros, e já aprendeu como se comportar e sobreviver a um trânsito que define como “ainda maluco e mal educado”. O uso da bike, inclusive, é opcional porque a empresa para a qual ele trabalha fornece ajuda no transporte. Atualmente, Carlos trabalha como porteiro no bairro Mondubim, e sai de bicicleta todos os dias do Jardim Jatobá, que é um lugar que ele adora por ser calmo e ter jeitinho de cidade do interior. Ah, ele também é ilustrador, casado e morre de orgulho de seus quatro filhos lindos.

No trânsito, além das finas e fechadas, Carlos se queixa do preconceito de quem acha que andar de carro é sinônimo de status. Inclusive porque sua bicicleta é simples, por opção dele, para evitar assaltos.

Mas se é para falar de status, Carlos dá sua própria definição para quem anda de bicicleta: “Andar de bike é ser politicamente ecológico. É tudo de bom. É maneiro; coisa de gente boa; amigo da cidade; solidário e gentil”, diz. Pois taí, que eu até gostei desse tal de status! ^^

O leitor de hoje enviou um pouco de sua história e fotos para o email debikenacidade@gmail.com. Envie você também! Fico esperando!

Um abraço e vamos pedalar!

Entrevista – Celso Sakuraba

Celso Sakuraba De Bike na Cidade Sheryda Lopes

Ex-presidente da Associação de Ciclistas Urbanos de Fortaleza (Ciclovida) e atual membro da diretoria, advogado, Bike Anjo, professor de inglês… Muitas atividades para uma pessoa só, e todas exercidas com o mesmo meio de transporte: a bicicleta. Com vocês, Celso Sakuraba.

Há quanto tempo você pedala?

Há três anos.

Quando você percebeu que era possível utilizar a bicicleta como um meio de transporte para as atividades do cotidiano, e não apenas como lazer ou esporte?

Nunca concebi bicicleta como lazer ou esporte. Já comecei a utilizá-la como transporte, quando estudava na Universidade de Coimbra, Portugal.

Quantos quilômetros você pedala por dia e para quais atividades?

Varia conforme a quantidade de alunos, já que lecionar inglês é minha atividade que exige mais deslocamentos. Alguns dias não passam de 10km, outros chegam a 40km. Todo deslocamento que faço é por bicicleta, portanto, todas as atividades.

Em Fortaleza, uma das preocupações das pessoas é em relação ao calor da cidade, e à possibilidade de chegar suado nos locais de trabalho, por exemplo. Como advogado, você usa roupas sociais e precisa estar bem arrumado. Tem algum truque para evitar as manchas de suor e não fazer feio em audiências?

Calor é o menor dos problemas. O suor – que é cada vez menor à medida que a pessoa se acostuma com a bicicleta – seca em minutos. Cada pessoa tem sua forma de lidar com isso. Eu uso uma camiseta branca por baixo da camisa social. Ela absorve todo o suor. O bagageiro impede o suor causado pela mochila nas costas em trajetos acima de 8 km. O paletó pode ser levado na mochila, mas costumo pedalar vestindo-o. Mesmo se eu não adotar nenhuma destas medidas, haverá gente na audiência mais suada do que eu. Suor é totalmente normal e cotidiano, mas só pensamos nele quando falamos de bicicleta, por ser algo alheio ao costume de muitas pessoas. Todo mundo sua. Isso nunca foi um problema.

Seus colegas estranham quando você chega de bicicleta?

Quando estaciono, imagino que não saibam que sou advogado. Dentro do Fórum, ninguém sabe que eu cheguei de bicicleta.

Falando de aspectos jurídicos, que informações você considera importantes para o ciclista urbano? O que ele precisa saber?

A bicicleta é um veículo e tem direito à faixa. Demais condutores devem aguardar atrás e mudar de faixa para ultrapassar. Desrespeitar esta norma é colocar a vida de outrem em risco, o que é um crime. Em caso de desrespeito, é possível chamar a polícia.

Como você avalia o cicloativismo e a inserção da bicicleta no debate e no cotidiano dos fortalezenses?

Fui presidente da Ciclovida em 2014 e atualmente, sou diretor e 2º Tesoureiro. O cicloativismo é fundamental para a mudança das cidades. Só há avanços quando há luta. Este é um fenômeno percebido em todo o Brasil. A razão para isso é que, diante do surgimento do carro, a elite passou a utilizá-lo. Os motoristas, que sempre foram minoria, passaram a ameaçar os ciclistas e a expulsá-los da via através do poder da força física. O poder público, controlado pela mesma elite que conduz os carros, legitimou a agressão ao mantê-la impune e através de medidas que dão a entender que a via é dos motorizados, como o aumento na velocidade máxima e a adaptação das vias para que os motoristas se sintam à vontade utilizando velocidades perigosas. Enquanto não forem os detentores de cargos públicos a sofrer o desrespeito nas ruas – e, principalmente, enquanto forem eles os que o praticam -, não haverá mudança sem luta popular.

Gostaram da entrevista? Deixem sua opinião aí nos comentários!

 

Um abraço e vamos pedalar!