Chuva: 1 x 0: Sheryda

Na semana passada caiu muita água em Fortaleza e em outras cidades cearenses. Isso depois de um logo período de seca e de dias quentes como o inferno. E a minha timeline se encheu de fotos e dizeres de comemoração de amigos que celebravam o alívio de ver água cair do céu. Eu mesma tirei fotos das gotinhas embaçando os vidros da janela de ônibus. Tão lindo!

Chuva noturna embaçando as luzes do trânsito

Chuva noturna embaçando as luzes do trânsito

E os amigos ciclistas? Um monte meteu as caras e a bike na rua debaixo de chuva mesmo. Os mais destemidos apenas com a coragem e uma muda de roupa na bolsa. Outros com capas de chuva e até galochas fofíssimas, super desejadas por esta blogueira. Todos com um ponto em comum: falavam que andar de bike na chuva era possível sim, e que, por causa das bicicletas, nada de atrasos no trabalho e nem engarrafamentos. Fora os sentimentos maravilhosos de liberdade e das lembranças valiosas dos banhos de chuva na infância.

Então. Eu também fui dessas que foi com a Shamira para o aguaceiro. Não sem pensar duas vezes, confesso. Porque eu não tenho muita saudade dos banhos de chuva da infância, sabe? Quer dizer, tenho carinho pelas lembranças, mas gosto que elas se mantenham lembranças e pronto. Como a minha rinite me deixa vulnerável a mudanças repentinas de temperatura e a umidade, gosto de dias chuvosos em que eu fique dentro da minha casa com um bom livro para ler, uma série legal para assistir e uma xícara cheia de uma bebida bem quente. Ah, e milhares de cobertores. hehehe Tenho agonia da lama respingando nos pés e muito medo de adoecer por causa da chuva. Desculpem, amigos destemidos. Sou dessas.

Só que eu tinha algumas oficinas de desenho para fazer e, como vocês sabem, comprei uma capa no Ebay no ano passado que é específica para pedalar. Então não fazia sentido me enfiar num ônibus abafado, pagar caro pela passagem, aguentar demora de ônibus e engarrafamento pelas ruas alagadas se eu tinha investido num negócio caro (em comparação a capas convencionais) e que demorou para chegar só por nojinho de lama. Quer dizer… eu também sinto um pouco de insegurança de pedalar na chuva, mas já fiz isso antes e preciso me aperfeiçoar. Decidi então sair da zona de conforto e encarar a tempestade, pois estava animadíssima com essas oficinas e a chuva não me faria perdê-las.

Minha saga

Não rolou foto do look de bike porque marido ainda tava dormindinho e coitado, né? Já pensou, o póbi se enfiar na chuva dormindo? rsrsrs E eu também não tava muito arrumada, nem valia a pena ^^ Mas vou descrever minha roupa pra vocês: Como eram eventos informais, não precisava me arrumar muito. Então escolhi um short, uma regatinha branca bem leve com uma estampa divertida e pronto. Nos pés, chinela havaiana e nada de sapato ou sandália mais arrumadinha de reserva. E nenhuma maquiagem na cara. Apesar de não ter me maquiado por pura falta de vontade, a verdade é que isso foi algo a menos para me preocupar. Coloquei meus materiais de desenho dentro de uma mochila jeans (depois descobri que isso havia sido um erro) e meu caderno de desenho novo (o mais caro da minha vida) dentro de um saco plástico. A capa de chuva cobre a parte de trás e da frente da bike, então estava segura de que as coisas estavam protegidas.

En-tão. Pra começar, a capa de chuva não funcionou tão bem quanto da última vez. O capuz ficava saindo do lugar e atrapalhava a minha visibilidade. A parte de trás, que estava cobrindo a garupa, voava a cada vez que um carro passava, descobrindo a mochila e fazendo com que a capa se mexesse ainda mais. Então eu tinha que parar diversas vezes para me ajeitar e tomando muito cuidado para não cair embaixo de nenhum carro.

Ah, e os óculos? Meu Deus, os óculos. Os desgraçados embaçavam sem parar e ficavam cheio de gotinhas que me deixava completamente cega. Não dava nem para tirar um lenço de papel da bolsa, afinal, com a chuva, ele ficaria ensopado. Então eu tinha que parar, também, para tentar passar os óculos na regata, por baixo da capa. Apesar de ficarem manchados, pelo menos isso diminuía o tanto de gotinhas.

Numa das minhas paradas para tentar me recompor, se aproxima um gari que estava trabalhando na ciclovia. Ele usava capa de chuva e era muito sorridente. Olhou para a garupa da minha bike que eu desajeitadamente tentava cobrir e perguntou:

– Tem um bebê recém nascido aí?

E eu, meio estupefata com  a pergunta e imaginando um neném novinho naquelas condições, disse:

– Deus me livre!!

Aí o homem soltou:

– Deus me livre por que? Não diga isso! Olha, não tem nada no mundo que deixe uma mulher mais feliz e completa que gerar uma criança. É uma felicidade enorme.

Pois é. Lá estava eu na chuva, toda atrapalhada, desconfortável e ainda me aparece um estranho passando na minha cara a obrigação da maternidade. Eu lá, beirando os 30, tentando pedalar na chuva com o orgulho todo ferido, e agora descobria que era um ser incompleto. Ah, útero inútil. E o pior é que o homem tinha um simplicidade, um sorriso tão amoroso, que nem pra ficar com raiva dele eu servi. Me despedi do anjo da maternidade indispensável e segui caminho

Metros adiante, o que acontece? Escuto um “ploft” seguido de um “tssssss” e a bike super pesada. Depois, sensação de pancadas na parte traseira.

A câmara furou.

Sim. A porra da câmara furou.

E a não-mãe aqui também é uma não-sei-trocar-a-câmara e uma tremenda de uma não-trouxe-câmara-reserva-e-nem-ferramentas.

Para não dizer que não falei da sorte, sejamos justos. Não estava chovendo tanto assim. É como se o tempo soubesse o que eu pretendia fazer e tivesse decidido colocar o jogo no level médio. Então eu respirei fundo e comecei a pedalar devagarinho até uma borracharia que ficava a uns dois quarteirões. O certo era ir empurrando a bike, mas eu estava muito agoniada e quase atrasada para as aulas de desenho.

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Selfie na borracharia. Olhos inchados de sono e nenhuma make

Chegando na borracharia, o moço pegou a bike, virou de cabeça pra baixo e aí vi o selim com um pedaço da capa faltando em contato direto com o chão molhado e sujo. Imaginei na hora a esponja encharcada e eu com a bunda em cima, mas, ok. Então ele tentou tirar o pneu de trás e estava preso. Lembrei das lições da Aspásia Mariana:

-Você precisa abrir esta parte para sair (as coisinhas que servem para mudar a marcha).

Ele ficou meio constrangido e fez o que eu disse, aí o pneu saiu. Então tirou a câmara, olhou, passou uma lixa elétrica num furo, aplicou cola e adesivo, prendeu a câmara numa prensa e deixou secando.

-O que causou o furo? Algum prego ou vidro?

-Não, foi uma falha na câmara de ar.

-Ah. tá… Vai demorar muito? Estou atrasada para uma aula.

-Não, é rápido. Você tá indo para onde?

-À UFC (em frente à borracharia). Tenho uma aula começando agora.

-É rapidinho.

Poucos minutos depois, ele tira a câmara da prensa, monta o pneu e coloca na bicicleta. Ao desvirá-la, decepção: Pneu baixou de novo.

-Olha, é melhor você ir e voltar aqui depois da sua aula. Vou ter que refazer.

-Tá bom.

Então, fui a pé para as aulas de desenho e cheguei à sala com mais de meia hora de atraso. Mas adivinhem? Os oficineiros não conseguiram sair de casa por causa da chuva e a atividade foi adiada! hahahaha Gente, só rindo mesmo.

Aproveitei o tempo livre para olhar outras atrações no bloco de arte e cultura da UFC, como apresentações musicais e uma exposição de quadrinhos. Lá, inaugurei meu carvão vegetal, comprado especialmente para uma das oficinas das quais participaria.

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Meu primeiro desenho em carvão vegetal. Quem adivinha qual foi a inspiração?

Depois, voltei à borracharia para pegar a Shamira e algo que eu já esperava aconteceu: O homem cobrou bem mais que o normal pelo serviço. Provavelmente porque ele achou que, por ser mulher, eu não ia me tocar. But, not. Falei para ele que o preço que ele pedia era quase o valor de uma câmara nova e que eu já havia remendado antes e sabia que o que ele estava cobrando não era justo. Então ele soltou um queixo esfarrapado, de que o remendo tinha sido feito numa máquina e que por isso era mais caro. Gente, lixa elétrica e prensa mecânica são coisas que têm em praticamente toda borracharia e não influenciam tanto no resultado ao ponto de ser justo cobrar mais por isso. E fora que ele fez aquela cara, sabe? Tipo de “vixi, nem colou”? Então ele baixou um pouquinho o valor cobrado e levei Shamira de volta pra casa. O bom é que ele deixou fiado, já que eu não tinha dinheiro naquela hora e teria que voltar à tarde, quando estivesse passando para outra oficina. Tive muita sorte com isso, afinal, eu tinha botado boneco com o preço, né? rsrsrs

Bom, como o post já está longo demais, vou resumir: Não choveu mais tanto assim e eu não precisei pedalar na chuva de novo durante dois dias. Quando cheguei em casa, vi que meu material de desenho não ficou molhado, mas a mochila jeans ficou úmida e fedida (acho que alguma gata vomitou ou fez xixi nela e eu não havia percebido). Outro detalhe: apesar de ter me atrapalhado muito e com a capa saindo do lugar, a verdade é que minha roupa praticamente não ficou muito molhada. A blusa, por exemplo, estava completamente seca. Tanto que eu usei a peça de novo à tarde e no dia seguinte. Mas como o capuz ficou saindo do lugar, o meu cabelo ficou bastante molhado e isso incomodou bastante.

Desconfio até da razão de o capuz ter saído tanto do lugar, pois isso não aconteceu da outra vez em que usei a capa. Acontece que desta vez não usei capacete. O capuz tem tamanho suficiente para cobrir o equipamento (não obrigatório) de segurança e fica mais firme. Pelo menos essa é a minha impressão.

Outro detalhe: escolhi mal a mochila. Qualquer gotinha que caísse nela ia deixar o tecido úmido e algum dos meus cadernos poderia ser danificado. Para as outras oficinas usei a mesma mochila da viagem para Recife, que apesar de ser enorme, é feita de couro sintético não permeável. Para reforçar a segurança, poderia também ter guardado a própria mochila dentro de um saco plástico.

E sobre as partes da capa que voavam por causa do vento dos carros, estou pensando em alguma gambiarra que a mantenha presa no lugar sem que me atrapalhe para sair da bicicleta e também de olhar para os lados.

Abaixo, fotos da minha cara de quando cheguei em casa após a chuva, capa atrapalhada e a não-oficina. rsrsrsrs

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Cansada e de cabelo super molhado

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Por mais incrível que pareça, a roupa quase não molhou. Reparem nos óculos embaçados

E vocês? Tem pedalado nesse tempo? Como fazem? Onde vivem? Do que se alimentam? Contem pra mim e vamos juntos ficar experts no pedal. Ainda vou conseguir fazer isso com dignidade! Chova ou faça sol! ^^

Um abraço e vamos pedalar!

Bônus

Quem me segue no Instagram já viu, mas deixo com vocês as fotos de algumas aquarelas que pintei. Fruto do que aprendi na oficina de aquarela da Juliana Rabelo na UFC. E também alguns rabiscos de um exercício de estímulo à criatividade e da roda de debate sobre o feminino na ilustração, com três artistas incríveis daqui. As atividades foram realizadas pelo pessoal da Bolsa Arte e Moda da UFC.

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Evento – Tweed Ride Rio em Salvador

Atenção ciclistas de Salvador: No próximo sábado o Tweed Ride Rio vai até vocês! O pedal lindo, com inspiração vintage, está transpondo as fronteiras cariocas e visitando o Nordeste. O evento integra o Pedala Ribeira e acontecerá no próximo sábado, 12 de dezembro. Aiiin, como eu queria ir!!! Eu sei que em Salvador tem umas gatas muito arretadas e valentes (tem que ser pra enfrentar aquelas ladeiras). Sucesso garantido!

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Mais informações no Escritus Infinitus, blog da Aline Souza. Traz o Tweed Ride pra Fortaleza, Alineeee!

Um abraço e vamos pedalar!

Inspiração – looks femininos para pedalar no calor

Ai, faz muito tempo que não fotografo um Look de Bike. A real é que o meu guarda roupa está precisando de novidades e estou precisando ser mais criativa para montar looks interessantes. Então, fui buscar um pouco de inspiração no The Sartorialist, um dos meus blogs prediletos de moda (e também um dos mais famosos). As fotos são feitas no exterior, geralmente na Europa, que tem um verão bem quente, então achei que encontraria fotos legais para pensar em looks aqui para Fortaleza. Gente, tem horas que eu penso que vou evaporar. Juro. Calor demais! E o pior é que quanto mais calor, mais as pessoas pensam em se esconder em carros com ar condicionado, o que ajuda a esquentar ainda mais o planeta. :/ #EstamosFazendoIssoErrado

Abaixo, minhas 10 fotos preferidas de looks femininos de verão. Destaque para a combinação de vestidos leves com tênis brancos, que achei lindas! Inclusive, minha mãe me deu um All Star branco recentemente e não vejo a hora de fazer um look interessante e mostrar para vocês!

Que lindeza de look todo branquinho! E o cabelo ficou charmoso demais! http://bit.ly/1O877w4

Que lindeza de look todo branquinho! E o cabelo ficou charmoso demais! http://bit.ly/1O877w4

 

Sou doida por motivos navy e tenho visto muitas coisas assim ultimamente. #ParaNossaAlegria E que interessante brincar com a transparência do vestido, que geralmente seria um problema. http://bit.ly/1lfGHCa

Sou doida por motivos navy e tenho visto muitas coisas assim ultimamente. #ParaNossaAlegria E que interessante brincar com a transparência do vestido, que geralmente seria um problema. http://bit.ly/1lfGHCa

 

Esse vestido é de uma leveza que eu fiquei aliviada do calor só de olhar para foto. E muito sensual também, né? http://bit.ly/1H3pROp

Esse vestido é de uma leveza que eu fiquei aliviada do calor só de olhar para foto. E muito sensual também, né? http://bit.ly/1H3pROp

 

Achei essas costas nuas uma lideza. Não tenho peças assim no meu guarda roupas, mas bem que fiquei com vontade de experimentar! Detalhe: foto tirada no verão de Nova Iorque. http://bit.ly/1SD1p9z

Achei essas costas nuas uma lideza. Não tenho peças assim no meu guarda roupas, mas bem que fiquei com vontade de experimentar! Detalhe: foto tirada no verão de Nova Iorque. http://bit.ly/1SD1p9z

 

Mais um vestidinho, desta vez um tiquinho só mais justo. Estampa floral maravilhosa! http://bit.ly/1jDPa0e

Mais um vestidinho, desta vez um tiquinho só mais justo. Estampa floral maravilhosa! http://bit.ly/1jDPa0e

 

Gente, olha que look delícia e a cara do Brasil! Estampa super colorida, absolutamente contagiante e um coque desarrumado e cheio de intenção com o look. Foto tirada no Japão! http://bit.ly/21CtvaP

Gente, olha que look delícia e a cara do Brasil! Estampa super colorida, absolutamente contagiante e um coque desarrumado e cheio de personalidade. Foto tirada no verão japonês, que eu soube que é quente demaaaaais! http://bit.ly/21CtvaP

 

Este aqui é um fofo para quem não abre mão das cores escuras, mesmo no calor. Adorei a modelagem do short e também a ideia da meia com sandália, algo que eu nunca consegui fazer. Vocês acham que funcionou? http://bit.ly/1PFmhz8

Este aqui é um fofo para quem não abre mão das cores escuras, mesmo no calor. Adorei a modelagem do short e também a ideia da meia com sandália, algo que eu nunca consegui fazer. Vocês acham que funcionou? http://bit.ly/1PFmhz8

 

Mais um look de cores escuras. Achei super lindo, mas fico pensando no conforto, já que tem peças muito justas e eu detesto roupa grudada na pele suada. Mas que ficou bonito, ficou. Uma pegada ensaio de balé. http://bit.ly/1QZbIah

Mais um look de cores escuras. Achei super lindo, mas fico pensando no conforto, já que tem peças muito justas e eu detesto roupa grudada na pele suada. Mas que ficou bonito, ficou. Uma pegada ensaio de balé. http://bit.ly/1QZbIah

 

Achei este uma excelente opção de look fresquinho e formal, super bom para o trabalho. Se esquentar demais, é só tirar o blazer e ser feliz. http://bit.ly/1QkFnZI

Achei este uma excelente opção de look fresquinho e formal, super bom para o trabalho. Se esquentar demais, é só tirar o blazer e ser feliz. http://bit.ly/1QkFnZI

 

E aqui, um macacão de costas nuas lindo. Detalhe para as sapatilhas coloridas, um detalhe inusitado e alegre. Só fiquei preocupada com o tecido, que parece amassar demais e também com a modelagem: Será que essa barra prende na corrente? http://bit.ly/1SD2rCo

E aqui, um macacão de costas nuas lindo. Detalhe para as sapatilhas coloridas, um toque inusitado e alegre. Só fiquei preocupada com o tecido, que parece amassar demais e também com a modelagem: Será que essa barra prende na corrente da bike? http://bit.ly/1SD2rCo

 

Gostaram? Algum look preferido? Se quiserem ver mais algumas fotos que me inspiram, sigam meu álbum Bicicleta no Pinterest.

Foi super divertido fazer este post. Tava precisando para sair da bad. E a propósito, muito obrigada pelas mensagens de carinho. Vocês são demais! 🙂

E, em breve, looks inspiradores para os meninos! 😉

Um abraço e vamos pedalar!

Look de Bike – Jardineira jeans e blusinha branca

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O look de hoje foi fotografado num dos horários mais gostosos para pedalar, na minha opinião, que é entre 16h e 18h. Sei que a luz ficou estranha na foto, estourada, mas eu queria muito que a sensação boa de pegar esse solzinho a essa hora ficasse bem evidente. Porque é um sol morninho, sabe? Sol de despedida, agradável. É bom estar na rua e ver a galera contente voltando do trabalho, por exemplo, porque estão todos felizes (pelo menos é no que acredito). É nesse horário que a ciclovia da Bezerra fica mais lotada, cheia de pais e mães que foram buscar seus filhos na escola, pedreiros voltando para casa depois de um longo dia de trabalho e também muita gente que espera o “sol esfriar” como gostamos de dizer aqui no Ceará, para se exercitar ao ar livre.

No meu caso, saí para ir até os Correios antes que a agência fechasse para postar um celular que comprei pela Internet e que veio com defeito. 😦 Aí, aproveitei para ir até a casa nova da Aspásia Mariana para tomar um cafezinho com ela e bater um papo gostoso. Me digam se não é um programa delicioso para fazer num fim de tarde?

Quanto ao look: jardineira jeans com batinha branca e sandálias Havaianas brancas para combinar. No geral, super confortável, se não fosse pelo comprimento da jardineira, a meu ver curta demais. Não é nem pelo fator “mostrar as pernas” que peças curtas me incomodam um pouco, mas sim porque a tendência é que a barra dos shorts subam enquanto eu pedalo, aí a parte interna da coxa acaba roçando no selim, o que incomoda bastante.

E o pior é que parece que existe uma ditadura da roupa curta, né? Pelo menos eu tenho uma dificuldade grande de encontrar peças um tiquim maiores aqui em Fortaleza. De repente, todo mundo resolveu fabricar shorts com os bolsos passando do seu comprimento e com cortes na lateral externa que eu chamo de “decote de culote” que eu odeio, já que evidenciam justamente uma parte do meu corpo que não curto muito. E nada contra meninas que gostam, o que me irrita é que todas as vitrines sejam iguais, sabe? Principalmente quando o que está na moda é algo que sinto que não fica bem em mim.

Ai, como detesto esse corte na lateral, gente...

Ai, como detesto esse corte na lateral, gente…

E lá estão eles: os fundos dos bolsos

E lá estão eles: os fundos dos bolsos

Mas fora o desabafo, quero dizer que curti muito esse visual jardineira + batinha. Quando me vesti foi impossível não lembrar do filme Meu Primeiro Amor e dos looks fofíssimos da protagonista (na verdade, acho que já montei tudo pensando no longa mais amado da história da Sessão da Tarde). Ela passava várias tardes brincando e filosofando com o melhor amigo, pedalando por aí, subindo em árvores… Olha, esse filme pode passar quantas vezes quiser, que eu não vou reclamar mesmo. E continuarei amando os looks da Vada, principalmente a jardineira, que tem um ar infantil, inocente e brincalhão que eu adoro.

Quem nunca comemorou porque esse filme ia passar pela milésima vez?

Quem nunca comemorou porque esse filme ia passar pela milésima vez?

Filtro vintage para a foto em homenagem ao filme. My girl, my girl...

Filtro vintage para a foto em homenagem ao filme. My girl, my girl…

 

Um abraço e vamos pedalar!

Vitória Cycle Chic e Revista Gente

Olá, pessoal! Compartilhar com vocês mais duas publicações onde apareci recentemente. 🙂 Uma delas é o site Vitória Cycle Chic, da super Dora Moreira, que além de fazer parte da república Cycle Chic oficial, ainda é estilista de bicicletas e vejam só: cearense! Eu a conheci no 3º Encontro de Bicicletas Antigas que aconteceu aqui em Fortaleza e na ocasião passamos a tarde juntas e conversamos muuuuito. E o legal é que os sites Cycle Chic estão entre os meus prediletos e agora estou em um deles! Que honra!

Vitoria Cycle Chic

Clique da Dora Moreira para Vitória Cycle Chic

E também estou na revista Gente, do jornal Diário do Nordeste com mais algumas minas daqui de Fortaleza que utilizam a bicicleta como meio de transporte. Entre elas a Mara Nívea, que já apareceu aqui com seus cachos poderosos e seu sorriso encantador. A Luisa Pinheiro, amiga querida e uma das Ciclanas, também aparece e também já mostrou seu estilo no post sobre o Ciclochique. Muito bom ver alguma das mulheres ciclistas de Fortaleza! Que inspire muitas!

Capa revista Gente

Capa da edição deste mês da revista Gente

 

Revista Gente

A matéria é da Naiana Rodrigues com produção de Rafaella Bastos e fotos do simpático Lucas de Menezes

A Gente deve chegar esta semana nas bancas. Eu já procurei em algumas, mas ainda não encontrei, mas enquanto isso dá para acessar a versão online. Mas mesmo assim eu quero a minha de papel para guardar de lembrança! Quem encontrar pode me avisar para eu saber em que banca tem? Podem colocar aí nos comentários ou tirar uma foto e me marcar no Instagram. Meu perfil é @sherydalopes.

 

Um abraço e vamos pedalar!

 

Dica: Como pedalar sem pagar calcinha

Olá, pessoal! Quando comecei a pedalar percebi que algumas calças de cintura baixa ficavam desconfortáveis, pois mostravam a calcinha e/ou cofrinho quando eu me curvava. Neste vídeo curtinho eu conto como me adaptei a isso. Confiram e não esqueçam de deixar aquela curtida feliz e de se inscrever no canal!

Ah, é bom ressaltar que essa característica de não querer mostrar a barriga e ter vergonha de deixar a calcinha aparecer quando ando de bicicleta é algo meu, e eu não tenho nada contra às meninas que curtem mostrar mais o corpo. Na verdade, tenho até invejinha porque acho que essas mulheres têm bastante confiança e isso é super legal. E eu queria saber se tem algum truque para pedalar de top e blusa curtinha + cintura baixa sem mostrar a calcinha, ou se o lance é desencanar mesmo. Se vocês souberem, contem aí nos comentários!

Um abraço e vamos pedalar!

Look de Bike – Calça Jeans, bolero e sandália de borracha

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Look fotografado quase no final do dia. (Foto: Ricardo Guilherme Lins)

Nossa, há quanto tempo não publico um look, né? Confesso que estava sem muita criatividade ultimamente para bolar um visual que valesse a pena ser fotografado. E também estava me programando mal, então, sempre que lembrava da foto não dava mais tempo, porque precisava sair. Então, vamos lá!

No Dia Mundial sem Carro fui à ciclovia da Bezerra de Menezes para fazer um vídeo em parceria com o videomaker Ricardo Guilherme Lins. Em breve ele será publicado no canal do blog no You Tube (aliás, você já se inscreveu?) e por isso não vou contar muito sobre a pauta. Basta dizer que passaria muito tempo de pé e que de lá ainda iria pedalar para outra região da cidade, para uma reunião com um anunciante. Por isso, montei um visual super básico e confortável.

A blusinha de algodão azul super casou com a calça jeans reta. Não sei se já comentei aqui, mas detesto calça muito apertada, por isso evito modelos cigarrete e skinny. E como já era fim de tarde não foi preciso usar casaquinhos para me proteger do sol. Então, coloquei esse bolerinho de renda que eu acho bem delicadinho e ainda ajudou a variar um pouco dos visuais que costumo compor.

Nos pés, uma sandália de borracha muito confortável e velha, mas em perfeitas condições de uso. Eu estava inclusive desprezando a pobrezinha e passei bastante tempo sem usá-la. Mas aí, no dia da exibição do filme Bike VS Cars eu a usei e um monte de gente elogiou. Foi preciso alguém de fora me lembrar do valor da bichinha. E depois eu me toquei de que a sandália é roxa, um tom diferente dos calçados usuais e super bonito. Acho que toque de cor dá uma boa dose de personalidade à roupa, vocês não?

E para finalizar, no pescoço, um colar que ganhei recentemente da Eudora, marca da qual sou revendedora. Ele tem uma pedra grande preta que eu acho super bonita.

Pedalando

No geral, todo o visual funcionou muito bem. A regata não é muito colada e não fica tão úmida enquanto pedalo. Já a calça… Bom, ela tem um problema: tem a cintura muito baixa e eu sempre tinha a sensação de que estava descendo e mostrando a calcinha/cofrinho, já que a blusa não era tão longa. Então, ficava puxando a calça a cada parada que fazia, e isso deixou a experiência um pouco desconfortável, mas não impossível. Já a sandália, pura perfeição: confortável, bem presa ao pé e cheia de entradas que deixou os dedinhos bem refrescados.

Mas… cadê Shamira? Claro que todo look aqui tem que ter a querida, né? Só que eu esqueci que ia fotografar e acabei estacionando a bike do outro lado da rua, junto com a do Ricardo. Para não ter que voltar, destrancá-la, e tal, ela acabou aparecendo no segundo plano. Não repararam na primeira foto? Então, vamos tentar novamente:

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tã-daaaan! (Foto: Ricardo Guilherme Lins)

Um abraço e vamos pedalar!