Vi de Bike – Luana Galdino

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Enquanto pedalava numa tarde dessas, na ciclovia da avenida Bezerra de Meneses, me deparei com uma figura vaporosa, de vestido leve, chapéu, texturas naturais e estampa floral. Tive que parar para um clique e um papo, né?

O nome da moça é Luana Galdino e tem 29 anos. Ela é costureira, super ligada em moda e usa a bicicleta como meio de transporte há mais de cinco anos. Inclusive, ela ainda tem a bicicleta que ganhou do avô quando tinha nove aninhos, e pedala nela. Só que no dia da foto ela estava na bike do companheiro, pois a dela está precisando de manutenção (uma pena, porque eu fiquei curiosíssima pra ver essa bicicleta).

Sobre o estilo, Luana me explicou que apesar de costurar, não faz todas as roupas que usa. Ela gosta de tons alegres e leves, e montou o look com detalhes florais para contrabalancear as cores neutras. Ela disse que gosta de vestidos, mas não costuma pedalar muito com eles porque acredita que chama muito a atenção dos homens e o assédio a incomoda. 😦 Quando pedala com algum modelo curtinho, lança mão da legging. Para se proteger do sol, chapéu e óculos escuros.

Eu adorei o visual porque a ideia de quebrar a monotonia com os florais, ainda mais com tons amarelos, que eu gosto tanto, funcionou muito bem. Parecia que eu tinha encontrado uma fada em pleno trânsito! ^^ E sempre que vejo alguém de chapéu sinto falta de um para proteger a cuca do sol. :/

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Espero que tenham gostado do post de hoje! Se quiserem aparecer por aqui mostrando seu estilo e contando sua história, não precisa esperar que a gente se encontre ao acaso: basta mandar um email com foto para debikenacidade@gmail.com. Vou adorar saber mais sobre vocês! 🙂

Um abraço e vamos pedalar!

Vi de Bike – Fátima Muniz

Vi de Bike Fatima Muniz blog De Bike na Cidade by Sheryda Lopes

Numa das idas ao IFCE para participar de um processo seletivo, tive um feliz encontro no estacionamento. Conheci a Fátima Muniz, 26 anos, estudante de teatro. Fazia um pouco mais de uma semana que ela tinha começado a utilizar a bicicleta como meio de transporte e eu achei isso o máximo! Ela me falou um pouco de como estava sendo a experiência e eu cheguei a ficar emocionada, porque me lembrou muito as minhas vivências de 3 anos atrás. Inclusive o IFCE faz parte dessas lembranças, porque eu pedalava até lá para fazer natação.

E assim como eu, ela alimentou por bastante tempo a vontade de começar a pedalar até que finalmente conseguiu colocar o plano em prática. “Eu não acredito numa harmonia urbana com tanto carro e estresse. Acho que a harmonia vem de meios mais simples de se locomover e vivenciar a cidade”, explica. Entre as principais vivências, ela destaca a sensação de liberdade, o prazer de sentir o vento e perceber outros aromas. E como todo ciclista, também tem enfrentado muitos desafios, principalmente aqueles relacionados à violência no trânsito. Mas não desanima, pois sabe que hostilidade não é a única coisa que nos aguarda nessa selva de concreto e asfalto.

“Apesar de tudo, percebo que existe muita gentileza no trânsito. E não só de quem está de bicicleta, mas também de motoristas e pedestres. Dia desses, por exemplo, um táxi me deu uma fechada (#DemorôUber) e quase me derrubou. Tomei um susto, mas logo em seguida um outro motorista deixou bastante espaço para que eu conseguisse passar com segurança”, conta. O nome que a ela escolheu para batizar a própria bicicleta, na minha opinião, traduz bem esse sentimento de descoberta: Aurora.

E depois desse papo incrível, acabei até esquecendo de conversar com ela sobre os looks que gosta de usar para pedalar. ^^ Bom demais saber de mais mulheres nas ruas, né, gente? E a propósito, essa não foi nem a primeira Fátima e nem a primeira estudante de teatro do IFCE que eu conheci enquanto pedalava. Estamos nos multiplicando e não tem mais volta!

A Fátima faz parte do grupo Teatro Ateliê e eles estão com várias apresentações marcadas. Fiquem atentos e vão lá conhecer o trabalho da moça! 🙂

Um abraço e vamos pedalar!

 

Vi de Bike – Ana Lúcia Porto

Ana Lucia Porto bicicleta fortaleza blog De Bike na Cidade

Oiê! Dia desses viajei com uns amigos da faculdade e no caminho paramos no Hiperbompreço da avenida Washington Soares para comprar comidinhas.Estávamos de carro, mas mesmo assim flagrei a Ana Lúcia chegando e prendendo a bike no bicicletário. Então, aproveitei para saber quem era a moça de macaquinho estampado e bike de cestinha. A gente bateu um papo e tirou essa fotinha, mesmo ela tendo se assustado um pouco no começo com a maluca aqui chegando do nada e se metendo em sua vida. hahaha

O nome dela é Ana Lúcia Porto, tem 44 anos e é dona de casa. Ela utiliza a bicicleta há cerca de um ano para várias atividades, entre elas, as compras da casa. Enquanto muita gente insiste na ideia de que ser ciclista é impossível por causa dos assaltos, a Ana se sente mais segura pedalando. “Eu gosto muito de andar de bicicleta e acho mais prático, inclusive para se proteger”, conta. Ela diz que se perceber o comportamento estranho de alguém, rapidamente pensa num caminho alternativo e desvia, o que seria mais difícil de fazer estando de carro ou a pé. Esperta, ela! Prefere vivenciar a cidade do que alimentar o medo.

E para as pedaladas a Ana sempre escolhe roupas de tecido leve e com estampa. Os macaquinhos são suas peças preferidas, pois unem a praticidade com o estilo da pedaleira. Enquanto caminhávamos do bicicletário para dentro do supermercado, íamos trocando figurinhas sobre roupas para pedalar e os percursos que costumamos fazer. Foi um papo breve, mas muito legal!

Estavam com saudade dos Vi de Bike? Eu também! ^^ Se você quiser aparecer aqui no blog mas a gente ainda não se encontrou por aí, mande sua foto e me conte um pouco da sua história! O email para contato é debikenacidade@gmail.com.

Um abraço e vamos pedalar!

 

Vi de Bike – Marcela Landim

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A póbi toda arrebentada

Tô devendo este Vi de Bike há um tempão, mas acho que ele vem em boa hora. Há algumas semanas fui a um dos ensaios do Vitrola Nova e me deparei com a Marcela Landim, que também faz parte do grupo, toda machucada, a pobrezinha. Só que mesmo cheia de feridas ela estava super contente: havia feito o trajeto de casa até o ensaio de bicicleta. Era a primeira vez que fazia um percurso maior e acabou caindo no caminho. 😦

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Cara de minina malina

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Esse roxão ficou por semanas

Ela é psicóloga, tem 29 25 anos e começou a andar de bicicleta na cidade há pouco tempo. Ela já apareceu aqui, junto com a mãe dela (beijos, Márcia :*) no Ciclochique. Marcela me contou que o tombo aconteceu porque estava pedalando muito no cantinho da via, por medo dos carros, e acabou se desequilibrando nas deformidades do asfalto. Aí, tadinha, machucou joelho, queixo… Uma negação. “Além do susto e da dor dos machucados, fiquei preocupada de estar sozinha no meio da rua com a bicicleta. Mas vi que estava tudo bem com ela e quis chegar logo ao meu destino, onde sabia que poderia cuidar dos machucados”, conta. Ela sabia que um dia poderia cair e por isso, ficou um pouco frustrada, mas também conseguiu seguir em frente.

O que mais me chamou a atenção foi a alegria da garota, sabe? Porque seria muito normal se ela desanimasse pela queda e tal. E eu mesma fiquei bem preocupada com ela. Mas a sensação de superação, de estar fazendo diferente, a deixou tão feliz que considerou os machucados como um “batismo”. E ela meio que exibia os machucados também, como se fossem marcas de guerra! As pessoas chegavam preocupadas e ela dizia, com um sorrisão enorme: “É que eu vim de bicicleta hoje e caí no caminho”! rsrsrs Achei isso tão inspirador! Porque às vezes a gente se deixa desanimar por problemas, por as coisas não atenderem nossas expectativas. Na verdade, eu mesma estou um pouco nesse clima ultimamente, meio na bad, se entupindo de doces, e tals. #cancerianamodeon

Aí que falar da história da Marcela me traz alegria e espero que também traga a você, para  animar esta semana que ainda está no comecinho. Para que a gente consiga permanecer nos processos mesmo quando os obstáculos aparecem, o desânimo… Lembrar de coisas boas e do que nos fez escolher os caminhos que estamos percorrendo e saber lidar com os percalços que surgem, até que possamos chegar aos nossos destinos. E lá, cuidar dos nossos machucados e comemorar o que alcançamos. Aliás, um pouquinho de otimismo cai bem nessa hora, né? Porque fora os problemas pessoais, tem tanta coisa ruim acontecendo no mundo, inclusive aqui, em Fortaleza… 😦 Desculpem terminar assim este post feliz, mas é que eu precisava desabafar, nem que fosse um pouquinho. Não tá fácil, mas a gente vai conseguir.

Um abraço e vamos pedalar!

P.S.: Para evitar cair no cantinho da via, seja pelas deformidades no asfalto ou por esbarrar o pedal no meio fio, lembre-se de ocupar pelo menos um terço da faixa. Isso também vai obrigar os motoristas a lhe ultrapassarem com mais cautela, diminuindo as finas. Claro que também vai rolar mais buzina, mas, é melhor que cair ou ser atropelado. 😉 E motoristas, tenham paciência que ciclista não é bagunça, tá bom?

Muito estilo no Ciclochique do Mês da Mobilidade

Na última sexta fui ao pedal Ciclochique, evento promovido pela Ciclovida e que faz parte da programação do Mês da Mobilidade. Trata-se de uma referência direta ao Cycle Chic, movimento criado em Copenhagen que estimula o uso da bicicleta com roupas mais casuais e/ou mais elegantes, livrando-nos da limitação de pedalar apenas com roupas fitness.

O encontro foi na Praça Portugal e seguimos por barzinhos pela região. Quer dizer… eu só pude ir ao primeiro porque precisava voltar cedo para casa. Mas o pouquinho que fiquei foi muito divertido! Pude conferir muitos looks bonitos e ainda conheci leitores e leitoras ^^ S2. E foi muito divertido chegar num barzinho de galera e curtir música bacana. Tenho que fazer isso mais vezes.

Meu look ^^

Meu look ^^

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Márcia e Marcela, mãe e filha (JURO!!!)

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Gina, toda Hippie Cycle Chic

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A super estilista de bikes e tb blogueira Dora e a querida Kelly S2

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Lucas, mais um leitor que conheci  🙂

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Galera do passeio!

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Ciclanas! S2

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Ciclanas frescas ^^

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Mário Reginaldo, Bike Anjo, e Arthur Costa, presidente da Ciclovida

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Daniel Nunes Neves, Bike Anjo, leitor, cicloativista e querido amigo 🙂

Mais fotinhas!

Ser ou não ser chique?

Por causa do termo “chique”, o Cycle Chic pode passar a ideia de algo elitista, de que você tem que pedalar com roupas caras e de grife. Mas na verdade, no próprio Cycle Chic Copenhagen, fundador do movimento, é possível encontrar fotos de pessoas chiquérrimas pedalando até com chinelo de dedo, short jeans, camiseta e tênis… A mensagem é: chique é pedalar com seu estilo, não importa qual seja ele. A meu ver, a chiqueza toda está na atitude de assumir a bike como algo seu, como seu meio de transporte e como algo que faz parte do seu estilo. Até separei algumas fotinhas nesse estilo para que vocês vejam que não só de linho e salto alto vive a chiqueza.

Claro que, tem muita gente que aproveita o evento para se montar, vestindo mesmo a brincadeira. E eu adoro isso! #nascidaparaperformance Foi divertido ver as meninas pedalando de salto, com brilhos e bordados e alguns caras de roupinha bem arrumadinha, com muita estampa legal. E também foi legal ver a galera indo pra baladinha com roupa mega casual, bermuda simples e chinelo de dedo. Gente, é muito estiloso sair pra noite do jeito que você quiser! Então, vai ter chinelo de dedo sim, e isso é chique sim, senhor! hehehe E também é muito legal, para as pessoas que gostam de se vestir com roupas mais formais, elaboradas, produzidas mesmo para a noite, descobrir que não precisam descartar a possibilidade de ir de bike para a farra.

Curtiram? Então compartilhem, comentem e mandem pra mim suas fotos sendo Cycle chics/ciclochiques no dia a dia. Quero muito conferir o estilo de vocês e conhecer suas histórias! O email do blog é debikenacidade@gmail.com.

Um abraço e vamos pedalar!

Vi de Bike – amigos no Benfica + Evento Ciclochique hoje

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Há alguns dias participei como voluntária da contagem de ciclistas realizada pela Ciclovida (confira o resultado aqui) no cruzamento da avenida da Universidade com a avenida Domingos Olímpio. Quando terminamos os trabalhos, resolvi dar uma volta pelo Benfica. Fui a um restaurante vegetariano que adoro, encontrei amigas e, na volta, fiz algumas fotos dessa galera simpática. Compondo o cenário, novas ciclofaixas que contemplam o bairro, passando ao lado da famosa (e querida) Praça da Gentilândia.

Brevemente, da esquerda para a direita, conheça essa turma:

Felipe Bira, 22 anos. Estudante e viajante (conforme suas próprias palavras). Pedala há cerca de três anos.

Manjari, 32 anos. Ciclana e mãe. Pedala há tanto tempo que nem sabe quando começou.

Luiza Helena, 22 anos. Yogue e viajante (acho bapho esse povo que se descreve como viajante). Pedala há seis meses.

Evilene Castro, 32 anos. Ciclana e professora. Utiliza a bicicleta como meio de transporte há três anos.

A Manjari e a Evilene eu já conheço, e sei que são pura energia positiva. Os outros dois conheci no dia e senti boas vibes também. E o que une a todos? A bicicleta, é claro! ^^

E vocês? Conhecem essa ciclofaixa? O que acharam? E há quanto tempo vocês pedalam? Contem aí nos comentários!

Ciclochique

Aaaaah! E logo mais, à noite, tem Ciclochique, viu? O evento é parte do Mês da Mobilidade e tem o intuito de mostrar que é possível pedalar com looks que vão além do esportivo. Ou seja: dá pra ir prontinho para o trabalho, encontrar a galera, curtir balada, cinema… Então, escolham se vão adotar um look mais casual, ou se vão aproveitar o evento para se montar e ostentar luxo e glamour. O importante é estilo e claro, o amor pelas bikes. 🙂 Eu ainda estou em dúvida sobre o que vou usar, e olha que já treinei até pedalar de salto durante a divulgação do evento há algumas semanas.

Ciclochique

Mais informações no evento no Facebook. E para saber mais sobre o Mês da Mobilidade, acesse o post que fiz sobre o assunto. Sério, esse mês tá incrível!

 

Um abraço e vamos pedalar!

Vi de Bike – Luiz Carlos Lima

Vi de Bike Luiz Carlos Lima blog de bike na cidade Fortaleza Sheryda Lopes

Mais um encontrinho no cotidiano em Fortaleza.  Desta vez eu estava passando em frente a um depósito de construção quando vi este senhor de macacão e todo sujo de tinta saindo do estabelecimento. Achei a bicicleta vermelha dele muito fofa, e resolvi conversar um pouquinho e pedir a foto. O papo foi muito rápido porque era meio-dia, o sol estava de matar e, obviamente ele estava indo para casa almoçar depois do primeiro expediente do dia.

O nome dele é Luiz Carlos Lima, tem 52 anos e é trabalhador da construção civil. Há mais de dez anos, a bicicleta é seu principal meio de transporte (na verdade ele nem lembra mais quando começou a pedalar). É nela que cumpre o trajeto de cerca de três quilômetros por viagem até a obra em que está trabalhando no momento. Para outros compromissos que envolvem distâncias curtas, ele também vai pedalando.

Ele disse que adora pedalar e acha que é o melhor modo de deslocamento, mas ainda tem medo de percorrer distâncias maiores. Entre as principais vantagens do uso da bicicleta, ele afirma, sorrindo, que é manter a forma física em dia. “A gente faz regime”, diz.

Eu gosto muito desses encontros com esses trabalhadores porque me mostram que o discurso de que a bicicleta na cidade é “modinha” não passa de balela. É algo que, na minha opinião, parte de quem não enxerga os entregadores de compras dos bairros, os feirantes, os tios e tias do salgado com suco, e tantas mães e pais que desde que o mundo é mundo vão deixar os filhos na escola pedalando. Essas pessoas merecem ser vistas, merecem infraestrutura adequada, merecem que os motoristas mantenham a distância segura deles quando vão ultrapassá-los. E merecem muito, muito respeito.

Ah, esse não é o primeiro trabalhador da construção civil que passa aqui pelo blog. Lembram do dono dessa Monark Barra Circular estilosa?

Um abraço e vamos pedalar!