Look de Bike – Como escolher um sapato para pedalar

Quando comecei a pedalar, basicamente observava e tentava adaptar as peças de roupa que já tinha para andar de bicicleta. Com o tempo, ao ter a chance de comprar roupas novas, comecei a escolher as peças de acordo com os materiais e estilos, para que ficassem bem Cycle Chics. Da mesma forma, isso acontece com meus sapatos e sandálias.

Por exemplo: sempre fui fã de sapatilhas. Acho que são muito básicas, bonitas e confortáveis, além de excelentes coringas. Não sei se só eu faço isso, mas como não tenho muita grana para encher o guarda-roupa, compro o máximo possível de peças básicas e baratinhas, para poder montar muitos looks variados. Nesse sentido, as sapatilhas são perfeitas.

Só que aí comecei a perceber que algumas sapatilhas estavam me deixando tensa e com o pé dolorido após a pedalada. E justamente as que eu acho mais bonitas, aquelas que deixam bastante colo do pé à mostra.

O que observei: quando o calçado não está bem preso no pé, mas bem preso mesmo (o que não quer dizer apertado), instintivamente eu faço força para mantê-lo no lugar. Como o movimento da pedalada leva, naturalmente, à flexão do tornozelo, isso acabava desgastando a articulação e deixando os músculos tensos e doloridos. Sem falar no risco de o sapato escapar no meio da pedalada, causando uma queda.

Aí no fim de semana, quando fui comprar um sapato novo para a pedalada ciclochique pelo Mês da Mobilidade 2015, percebi que faço um teste na hora da escolha. O engraçado é que eu nunca tinha notado que fazia isso! rsrsrsrs Resolvi então fotografar e mostrar para vocês, pois pode ajudá-los na hora da compra.

Teste De Bike na Cidade de qualidade

Primeiro sapatinho testado: uma alpargata Moleca fofíssima

Primeiro sapatinho testado: uma alpargata Moleca fofíssima

É o seguinte: calço o sapato ou sandália e em seguida faço uma “ponta”, alongando o pé, que nem uma bailarina. Isso é para testar se o sapato vai machucar o calcanhar. Vejam na imagem abaixo:

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Pé direito fazendo ponta

Em seguida, flexiono bem o tornozelo. É como se apontasse para o joelho com o dedão do pé, sabe? Se o sapato ou sandália escapar no calcanhar, aí ele não vai morar lá em casa. Muito simples e acho que também vale para quem vai apenas caminhar com a nova peça.

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O sapato escapou no calcanhar, então: reprovado!

Também observo o material do qual o calçado é feito. Se for muito rígido, pode causar calos. O ideal é que seja feito de um material bem macio e fofinho, que trate seu pé com todo o amor do mundo. Observe também se a cobertura do calçado é delicadinha demais, porque isso pode causar arranhões em sua superfície quando você encostar no pedal da bicicleta. Materiais foscos, por exemplo, disfarçarão melhor possíveis arranhões que os envernizados. Da mesma forma, sapatos estampados ou mais escuros não vão deixar manchas de lama ou graxa tão aparentes. Já os sapatos de tecido são confortáveis, mas podem ficar sujos muito rápido.

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Sapatinho lindo, estilo boneca e com tornozeleira

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Só que o material era muito rígico, e percebi que ia machucar meus pés. :/ Reprovado!

Salto alto

Mesmo para caminhar, eu nunca gostei muito de salto alto. O que posso dizer é que é possível sim, pedalar de salto, mas aconselho evitar aqueles tipo agulha fininhos porque eles podem ficar presos nas frestas do pedal da bicicleta. Já os saltos quadrados, anabela e plataforma, podem evitar esse acidente e deixar a pedaleira ou pedaleiro mais confiante na hora de parar e pôr o pé no chão, sem perder o equilíbrio.

Também aconselho evitar os sapatos de bico fino, pois eles aumentam a pressão nos dedos, machucando bastante. Mas isso é dica de quem não é acostumada a usar salto, gente. Pode ser que haja meninas e meninos que usem e que conseguem lidar com essas características. Aliás, se alguém assim estiver lendo este post, favor deixar seu testemunho aí nos comentários!

E eu meio que me contradisse um pouco na minha escolha! hahaha Acabei levando um sapato de salto baixo da Beira Rio, que é muito confortável, me calçou muito bem… mas é bege e envernizado! rsrsrsrs Comprei porque não resisti e acho que vai integrar um monte de looks bonitos. Além disso, conheço essa coleção porque tinha uma sapatilha vermelha dela, e que eu usei por muito tempo, até a sola arrancar. A cobertura do sapato, apesar de envernizada, é bastante resistente. Ainda assim, estou pensando em um modo de protegê-la quando for sair de bicicleta calçando o sapatinho novo. Mas essa dica fica para outro post. 😉

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Na hora da ponta, ele não machucou o pé

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Ao flexionar o pé, ele não escapou! Aprovado!

E vejam o Look que usei para o pedal ciclochique, já de sapatinho novo! Fotografei no banheiro de um estabelecimento porque troquei de roupa lá. E como estava com muito medo de que chovesse, minha maquiagem era apenas pó translúcido, delineador, blush e batom. Caso me molhasse, o derretimento viria com menos prejuízo!

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Os outros ciclistas chiques que fizeram parte da pedalada. Saiu até no Tribuna do Ceará!

A propósito, o pedal ciclochique foi uma ação da Ciclovida para chamar a atenção para o Mês da Mobilidade 2015. Está rolando uma campanha no Catarse, ainda não conseguimos nem metade dos recursos necessários e faltam só 10 dias para a campanha acabar. Se não conseguir a meta, que é R$ 6 mil, a Associação não receberá nem um tostão do dinheiro doado. Tem inclusive o orçamento dos eventos na campanha, para todos saberem para quê, exatamente, estão doando! Então, coce os bolsos e ajude com a quantia que puder! Compartilhe a campanha com seus amigos e vamos fazer um setembro bapho! E rápido! Isto não é um treinamento! Repito: isto não é um treinamento!!

Um abraço e vamos pedalar!

E contribuir!

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Vi de Bike – Mara Nívea

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Encontrei esta linda de cachos poderosos e não resisti! Tinha que parar para saber mais sobre ela. Seu nome é Mara Nívea, tem 21 anos e é estudante de teatro no IFCE. Fã de vestidos por serem despojados e combinarem com várias ocasiões e lugares, a moça pedala há tanto tempo que até já perdeu a conta. “Deve fazer uns três ou quatro anos”, tenta puxar pela memória.

Sua amada Florzinha, nome que ela deu à bike, a acompanha pela cidade enquanto se locomove. Para ela, além de essa ser a melhor forma de deslocamento, quando pedala se sente mais livre e feliz. “Pedalar é muito divertido”, conta.

Cachos e bicicleta

Eu adoro cabelos crespos e cacheados, sabe? Acho que existe uma beleza maravilhosa neles e o ato das pessoas cacheadas de assumirem seus caracóis, para mim, é de uma resistência ao racismo incrível. Não que o povo não possa alisar, fazer escova, etc, mas sei também que existe uma pressão social terrível para que os cachinhos se sintam inferiores frente aos cabelos lisos. Por isso, sou fascinada pelos crespos, adoro assistir tutoriais e resenhas de produtos específicos para esse tipo de fio e morro tentando amassar meu cabelo com ativadores de cachos, sem sucesso. Os cachinhos do maridão, então, me deixam toda boba ^^

Aí eu sei que as meninas e meninos cacheados têm toda uma ciência com os cabelos, e fiquei curiosa para saber como a Mara faz para ficar tão lindona assim, ao vento e na bike. E não é que é justamente o vento o segredo dela? “Gosto de volume e quanto mais solto e volumoso ele ficar melhor”, Ela não usa capacete, mas não é por causa do cabelo e sim por falta de costume mesmo. “Até penso em comprar um”, explica.

Ela me contou ainda que, além de usar sempre pentes de dentes largos e manter a hidratação em dia, ainda aplica Bepantol líquido nos fios, junto com a máscara de hidratação! Fiquei bo-ba! Nem sabia que existia esse produto líquido – uso a pomada nos lábios, para hidratar – e menos ainda que podia ser aplicado nas madeixas.

E olha só que linda a declaração de amor dela aos próprios fios cacheados:

Nem sempre tive uma boa relação com ele (cabelo). Antes não gostava do volume e usava-o preso. Mas, após experimentar soltá-lo, me vi uma mulher incrível, de cabelos lindos e que refletiam toda uma força e a beleza negra.. Amo meu cabelo do jeito que ele é. Amo o volume e meus cachos”.

Quer mais dicas e reflexões a respeito dos cabelos cacheados? Há alguns anos fiz um vídeo para meu canal pessoal no You Tube a respeito desse assunto. Tem até dica de profissional especializada aqui em Fortaleza! Assiste só:

E depois, aproveita também para se inscrever no canal do De Bike na Cidade! Tem um tempinho que não coloco vídeos novos, mas já estou preparando alguns, com muito carinho para vocês! Enquanto isso, vejam os que eu já postei!

Beijão, Mara! Adorei sua energia 🙂

E a todos, como sempre…

…um abraço e vamos pedalar! 😉

Vi de Bike – Gabi Zaupa

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Já contei que as pessoas mais estilosas da cidade estão no Benfica? Pelo menos é o que eu sinto sempre que ando por lá, pois é cada acessório lindo, cada estilo de cabelo… E foi numa dessas que encontrei a Gabi Zaupa, estudante e professora de línguas, 25 anos. Ela pedala desde o final de 2013, mesma época em que comecei, para se locomover pela cidade. O mesmo percurso que ela faz de ônibus, em cerca de uma hora, de bicicleta leva no máximo 30 minutos. #nãoémagiaétecnologia No total, são pelo menos seis quilômetros para ir e voltar das aulas, menos da metade dos 14 que ela percorria logo que começou a pedalar. “Agora moro mais perto de onde estudo e leciono”, explica.

Gabi começou a pedalar por influência de amigos que usavam a bicicleta e também pela vontade de se exercitar. “Apesar de achar que desse jeito que eu faço não é exercício”, brinca ela.

Estilo

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Para pedalar, sua principal preocupação é o conforto. Assim que começou a usar a bicicleta já deu preferência a leggings e vestidos, e sempre usa acessórios interessantes para turbinar o visual. Vegetariana, ela evita couro e dá preferência a sapatos de pano.

Para evitar o suor, ela procura respeitar o ritmo do próprio corpo, pois percebeu que quanto menos se esforçar, menos ficará suada. Com a experiência das pedaladas, hoje o suor já não a preocupa tanto, pois o corpo se adaptou aos movimentos.

E eu quase consegui terminar este post sem a referência de “Azul é a cor mais quente”, mas me perdoa, gente. Li o HQ dia desses e não teve como. Me digam se esse cabelo azul da Gabi não é encantador? Porém, mais encantadora que os cabelos com certeza é a simpatia da moça!

Vi de Bike Gabi Zaupa Blog De Bike na Cidade by Sheryda Lopes (4)

 

Um abraço e vamos pedalar!

Vi de Bike – Rhuan Barkley

Vi de Bike Rhuan Barkley Blog De Bike na Cidade Sheryd Lopes (1)

Dia desses estava voltando de uma reunião quando encontrei o amigo Rhuan Barkley Moreira, 18, que há pouco mais de um mês  usa a bicicleta como meio de transporte para o trabalho e faculdade. Ele trabalha numa loja no Shopping Iguatemi e estuda Educação Física. O jovem mora no Antônio Bezerra e isso me deixa impressionada, pois é uma distância grande para quem começou  pedalar há tão pouco tempo, sem contar o trecho da Engenheiro Santana Junior, que tem viaduto e túnel, e por onde não sei passar. E além de pedalar de segunda a sábado para os compromissos, ainda utiliza a bike para lazer aos domingos. Haja pique.

O Rhuan é chapa mesmo, desses que aparecem do nada só para jogar conversa fora e partidas de War ou video game. Sempre nos divertimos muito lá em casa e foi super legal encontrá-lo em plena ciclovia, parar por uns minutinhos e bater um papo. Desses encontros que a bicicleta proporciona. 🙂

E como o tempo estava mega chuvoso (ainda não tinha recebido minha capa de chuva tipo poncho, nesse dia tinha improvisado com uma comum), o Rhuan estava usando uma proteção que nem essas de motoqueiro, com jaqueta de plástico e calça. Eu jurava que não dava certo pedalar assim, porque a calça prejudicaria os movimentos e poderia prender na corrente, mas Rhuan é guerreiro. Nos pés, chinela havaiana, para encarar o aguaceiro das ruas.

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A mochila vai por baixo da capa

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Sandália de borracha para encarar o chão molhado

 

E por que pedalar? Adrenalina, para ele, é uma das razões. “A sensação de liberdade e ao mesmo tempo aquela sensação de aventureiro no meio de carros, motos e ônibus. Gosto dessa minha nova fase como ciclista, ela faz com que eu me sinta ainda mais vivo e disposto a encarar o dia a dia”, conta o estudante que sempre quis pedalar, mas nunca tinha tido uma bicicleta. Agora que começou, quer superar mais e mais os próprios limites, percorrendo distâncias cada vez maiores. Só não vai brincar no trânsito e abusar dessa adrenalina aí, macho! Te cuida. #blogueiramãezona

Só quer ser o danadão

Só quer ser o danadão

Um abraço e vamos pedalar!

Expansão do Iguatemi ganha loja de bicicletas urbanas

Bike Viva Blog De Bike na Cidade Sheryda Lopes (1)

Sabe esses imprevistos que vem para o bem? Dia desses tive um. Estava com um compromisso marcado na Unifor quando soube, já na Antônio Sales, que fora cancelado. Para não dar viagem perdida, maridão e eu resolvemos descer no Iguatemi (estávamos de ônibus) só para dar uma voltinha antes de ir para casa. Aconteceu algo super legal, que eu conto já, já o que foi, e eu também aproveitei para conhecer a nova loja de bicicletas de Fortaleza: A Bike Viva, que fica na expansão do Shopping.

Simplicidade define o lugar. Parece até um pequeno estacionamento de bicicletas bastante aberto e colorido. Uma moça super simpática nos recebeu e mostrou os tipos de bikes disponíveis, falou dos valores, explicou a diferença entre as bikes urbanas e os demais modelos, e também sobre como as elétricas funcionam. Bem legal e direto.

E as bikes. Geeeeente, as bikes. Além da Sense dobrável e a elétrica, que são um pouco mais conhecidas, havia bicicletas importadas com modelos super interessantes. O que eu mais gostei foi a pegada retrô, pois o quadro lembra um pouco bicicletas e motocicletas americanas antigas. Além disso, os bancos e manoplas eram marrons ou tons similares. Até mesmo algumas partes do quadro lembram madeira, e isso dá um tchans no visual das bicicletas. Eram tão bonitas que mesmo eu não gostando de quadros altos fiquei com vontade de ter uma. Uma das que mais gostei foi uma vermelha, e que, vejam só, também é a mais caraentre esses modelos. Tenho esse talento aí, sabe? Tipo um sensor.

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A que eu mais gostei. Até já dei um nome pra ela rsrsrs

Conta como Look Cycle Chic?

Conta como Look Cycle Chic?

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Ai, Giovana…

 

A Bike Viva é do Paulo Angelim, arquiteto, urbanista e empresário aqui de Fortaleza que defende o uso das bicicletas. Eu acho muito massa que surjam mais opções aqui na cidade, principalmente de bicicletas urbanas. Mostra que as bikes vieram para ficar e pode ser que desperte nos empresários e gestores de órgãos públicos a importância de os estabelecimentos terem estrutura para receber bem os ciclistas, com bons bicicletários, vestiários e claro, mais respeito a quem usa a bicicleta. Agora é ver se eu tomo coragem de chegar no Iguatemi de bike, porque, francamente, o combo viaduto + túnel na Engenheiro Santana Junior me apavoram. Por isso que não pedalo até lá.

Mortal Kombat X + The Sim 4

O evento legal sobre o qual comentei lá no início do post foi o seguinte: como de costume, marido e eu fomos à Livraria Saraiva (sempre visitamos livrarias, lojas de brinquedos e de games nos shoppings). Aí quando estávamos vendo os livros, percebemos que era um evento acontecendo no andar de cima. Tratava-se do lançamento do Mortal Kombat X para PS4 e além do bate papo ia rolar um campeonato e todo mundo poderia participar.

Acabou que foi super legal: após um linchamento verbal da Pitty por causa da infame dublagem (#DeixemAPittyEmPaz porque a culpa não é só dela), experimentamos o jogo, marido avançou bem no campeonato usando o Sub Zero (eu morri na primeira mas pelo menos não foi perfect ^^) e participamos de sorteios de brindes onde ganhamos um The Sims 4 para PC!!!! Eu adooooooooro The Sims, gente! Na verdade, o que aconteceu é que o marido ganhou uma camiseta do Mortal Kombat e outro cara ganhou o TS, mas ele ficou com tanta dó de mim que trocou. Fui pra casa feliz da vida! ^^ Se aparecer uma expansão onde os Sims podem pedalar eu já quero. hehehe

Eu, escrevendo no blog

Eu, escrevendo no blog

Marido ensaiando e eu assistindo

Marido ensaiando e eu assistindo

 

Um abraço e vamos pedalar!

Vi de Bike – Louise Brandão

Sorriso que contagia

Sorriso que contagia

Essa criatura linda na foto é a estudante de farmácia Louise Brandão, de 23 anos. Eu a conheci na maravilhosa roda de conversa com mulheres que pedalam aqui em Fortaleza, e suuuper curti a energia da moça. Claro que ia rolar um Vi de Bike com ela, né, gente?

A história da Louise é um pouco parecida com a minha, com a diferença de que ela experimentou a vida de motorista quando fez 18 anos e comprou um carro (até tenho carteira, mas não cheguei a comprar um veículo motorizado). Só que esse meio de transporte não se mostrou nada sustentável para sua vida financeira, então ele foi deixado de lado. Em 2011, o bichinho ciclístico, simpático e naquele momento, cheio de mistérios, chamado ciclismo urbano a mordeu. E aí, ela teve a ideia de usar a bicicleta para se locomover, mas se assustou com a experiência.

“Comprei a bicicleta e fui andar pelas ciclovias. Na hora de ir pra rua, travava completamente. O trânsito não ajudava; os motoristas buzinavam, passavam muito perto e  muito rápido. Cada buzinada ou aproximação de um carro e eu me retesava toda”, conta. Para piorar, as pessoas sempre davam conselhos apavorados à moça, falando de assaltos iminentes e de como essa ideia maluca tinha mil possibilidades de dar errado. Nossa, como isso soa familiar.

Por um tempo, Louise se convenceu de que não seria possível realizar sua vontade, embora ainda quisesse muito. Então, no final de 2014 a bicha encasquetou que ia pedalar sim, senhora. Não teve medo, nem conselho que a fizesse mudar de ideia. Decidiu que essa seria uma das muitas transformações que estava promovendo em sua vida naquele momento.

Então, começou a correr e a malhar para adquirir condicionamento físico. Pediu ajuda de uma Bike Anjo, pedalou nas ciclofaixas de lazer para perder, aos poucos, o medo dos carros. Um belo dia se arrumou, botou a mochila e foi! #destruidoramesmo \o/

Transformação

Toda essa superação pela qual Louise teve que passar lhe rendeu ótimos frutos. Hoje ela pedala cerca de 25 km por dia, sendo por volta de 12 km cada trajeto. “Chego na faculdade feliz, acordada e tenho um rendimento nas aulas muito melhor. Acho que isso resume a minha relação com a bicicleta. Pra mim ela simboliza transformação, determinação e liberdade”, orgulha-se.

“Saio da Aldeota pro Pici em uns dias e da Aldeota pro Rodolfo Teófilo em outros. E alguns dias ainda tenho que  pedalar a distância entre o Pici e o Rodolfo Teófilo, quando tenho aula em campus diferentes. Nesses dias, deve dar uns 28 km no total. Acho que minha velocidade média deve ser uns 15 km por hora”. Tem pique, né? E ela garante que chega bem mais rápido de bike do que de carro ou ônibus.

Como acontece com todo mundo que escolhe a bike como meio de transporte, ela lamenta a hostilidade dos motoristas violentos que ainda existem. Mas ela não desiste, e quando precisa de dicas ou inspiração para resolver alguma dificuldade relacionada ao pedal, procura pelas informações. Algumas de suas fontes são o De Bike na Cidade (o mar maió, o mar milhó), o PedalGlamour e o Vá de Bike.

Estilo

Para cumprir as atividades do cotidiano, ela não tem muitos truques, apenas coloca as mesmas roupas que usaria se estivesse a pé, carro ou ônibus. Achei muito interessante ela sempre pedalar com mochila. Pra mim, o bagageiro é essencial, e pedalar usando bolsas me incomoda, tanto por aumentar o calor quanto por me dar dores nas costas. Mas isso só prova que cada um tem seu jeitinho de descobrir e viver sua relação com a bicicleta. E só tem uma maneira de descobrir a sua: pedalando!

Um abraço e vamos pedalar!

Roda de conversa – CiclistAs compartilham experiências e anseios

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Gentem, que fim de semana feliz! No último sábado, um grupo de mulheres ciclistas urbanas de Fortaleza realizamos uma roda de conversa que foi a coisa mar lindeza que vi em muito tempo. Em dado momento contei pelo menos 30 mulheres, e acredito que chegaram até mais, de lugares diferentes da cidade, com uma história diferente para contar e todas unidas por suas inquietações enquanto mulheres e atraídas pelo mundo das bicicletas. O local do evento foi a Casa Feminista, que fica no bairro José Bonifácio, e que é tocada por grupos de movimentos feministas aqui da cidade. Dentro de toda aquela atmosfera lilás, empoderada, acolhedora, e diante de todo o carinho com o qual nos foram abertas as portas, realmente nos sentimos em casa.

E gente, que histórias! Como somos diversas em tantos pontos e tão iguais em outros… Desde a mulher que usa a bicicleta para transportar o filho, ou a outra que escolheu esse meio de transporte por pura necessidade, até aquelas que já viajaram de bicicleta, pedalam há décadas ou vieram de um país onde as magrelas são reconhecidas e o assédio praticamente não existe… Teve reclamação de assédio sexual,  medo da violência (e vontade de enfrentá-la) teve risada, lanche coletivo, emoção e até ciclista enrustida que ainda não conseguiu vencer a resistência da família ou seus próprios temores! Tudo isso “apenas” com a roda de apresentação, que levou horas, vocês acreditam? Porque não dava apenas para dizer o próprio nome, o bairro de onde viemos e quando começamos a pedalar (ou porque queríamos começar) sem com isso trazer toda a carga histórica e emocional que vem junto. E enquanto cada uma falava de si, a outra vibrava ao se identificar com aquela história, alimentava o sentimento de empatia, se solidarizava com a dor e alegria da outra, tomando para si o céu e o inferno de cada sentimento exposto.

E o tempo todo eu lembrava de como eu me sentia sozinha há uns cinco anos, sobre a ideia maluca de pedalar na cidade. De como me desanimava ao contar tão poucas mulheres que pedalavam e até da vergonha que sentia de dizer para as pessoas o que queria realizar. E vi o quanto outras mulheres passaram por sentimentos tão parecidos com os meus, e o quanto até hoje nós resistimos a tanta coisa para continuar realizando esse desejo de ir, vir e ser.

Diante de tanta alegria, minha cabeça parecia que ia explodir! Finalmente conheci algumas leitoras pessoalmente e pensei “tenho que tirar uma foto com elas”. Ou vi uns looks muito bacanas e bicicletas charmosíssimas e pensei em quantos Vi de Bike legais poderia fazer. E “que história fantástica! Tenho que contá-la no blog”!

Mas não deu para fazer tudo. Porque ali eu também era parte e precisei me entregar completamente ao processo. Nossa, como precisava disso! Foi a roda de apresentação mais incrível e bonita da qual já participei na vida, e pela qual, de alguma maneira, esperei durante muito tempo. A sensação que tenho é que entardeci dizendo meu nome e anoiteci entre amigas. Onde vocês estavam esse tempo todo, meninas? Com suas Shamiras, Formigas Atômicas, Canelas, Madás, anônimas (afinal, que doidice é esse de botar nome em bicicleta? rsrsrsrs)?

Acho que cada uma de nós estava vivendo suas próprias delícias e batalhas, sentindo-se só de alguma maneira, mas numa gana incontrolável de realização.

E agora nos encontramos. Isso é grande e maravilhoso.

Roda de conversa De Bike na Cidade Sheryda Lopes (37)

 

Meu nome é Sheryda Lopes. Sou jornalista, blogueira, ciclista urbana e mulher. O nome da minha bicicleta é Shamira.

E foi um enorme prazer conhecê-las.

 

Um abraço e vamos pedalar!