Franklin Almeida: arte, cidade, bicicleta e mar!

Estou cada vez mais aproximada do mundo das artes plásticas e cada vez mais interessada em conhecer artistas. Por isso, tenho seguido vários no Instagram e recheado meus murais do Pinterest. E um dos artistas que eu queria conhecer há vários meses era o Franklin Almeida, que me viu numa matéria de TV e fez uma charge (que eu esqueci de pedir pra ver) e uma escultura de arame inspiradas em mim e no meu blog. Depois de muitos desencontros finalmente consegui ir até ele e pude ver suas obras de perto.

Tem que ter uma selfie com o artista, né?

Tem que ter uma selfie com o artista, né?

O Franklin trabalha com materiais reaproveitados como restos de demolição e peças de computador que já não funcionam mais. Essas coisas que iriam para o lixo, nas mãos deles viram esculturas lindas, porta chaves, quadros e automatas incríveis. Automatas são esculturas/brinquedos que realizam movimentos sem o uso de energia elétrica. Além do senso de estética do artista, a criatividade para bolar os movimentos me impressionaram muito! Eu gostei muito do estilo popular das obras, sabe? Me lembraram aqueles brinquedos antigos de madeira, que tanto despertavam a imaginação das crianças.

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O peixe funciona como um pêndulo e dá movimento ao barco, que está apoiado unicamente naquele parafuso na base de madeira. Física e arte!

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Outra habilidade do Franklin é com o papel. Ele faz cartões em 3D maravilhosos que representam veículos e lugares turísticos de Fortaleza. E tudo com uma delicadeza que chega a emocionar.

Alguém reconhece esse lugar?

Alguém reconhece esse lugar?

E como falei no início, ele também trabalha com arame. Olha que coisa mais maravilhosa ele fez quando soube do meu blog! Gente, eu não mereço isso. É privilégio demais, meu povo!

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Peça inspirada na logo do De Bike na Cidade S2

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Aaaai, que coisa fofaaaa!

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Todo mundo já viu esta senhora em algum lugar da cidade, ou não?

Entre as principais inspirações do Franklin, o mar e as bicicletas se destacam. Além de ser ciclista, ele também surfa e por isso, costuma retratar a prática do esporte e as magrelas em suas obras. Durante minha visita, ele falou um pouco de suas técnicas e também dos desafios que enfrenta como artista. Foi um papo muito gostoso e cheio de inspiração!

Para conhecer mais do trabalho do Franklin Almeida, sigam-no no Instagram. Sério, vocês vão adorar!

Um abraço e vamos pedalar!

Exposições de arte em Fortaleza

Olá! Quem me segue no Instagram deve ter reparado que ultimamente a maior parte das minhas fotos são de aquarelas e ilustrações que tenho feito em casa. Tenho me dedicado mais a essas atividades e por causa disso, ficado bastante tempo em casa. Só que às vezes bate saudade da rua, né? Então resolvi sair para resolver umas burocracias e depois pedalar pela cidade em busca de inspiração para o blog e para fotografar alguns “Vi de Bike“.

Assim fui parar no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, um dos lugares mais amados desta Fortaleza escaldante, para ver a exposição Reflexos da Alma, da Dora Moreira, estilista de bicicletas e artista. Por coincidência, nos encontramos logo na entrada do Dragão, mesmo sem marcar, e seguimos juntas para o local onde suas peças estavam expostas.

A Dora utiliza em suas criações artísticas materiais reaproveitados e naturais, como o cipó e o barro, restos de demolição e peças de bicicleta. Entre as peças que eu mais queria ver estava a “Bicicleta Romeira”, uma homenagem maravilhosa aos romeiros cearenses que percorrem as estradas todos os anos até Canindé. Fiquei emocionada, porque eu tenho um negócio muito forte com minhas raízes e acho a terra algo arrebatador, sabe?

A Bicicleta Romeira

A Bicicleta Romeira

A força do barro do Cariri

A força do barro do Cariri

Maravilhosa nos detalhes

Maravilhosa nos detalhes

Olha que coisa maravilhosa!

Olha que coisa maravilhosa!

Dora e suas criações

Dora e suas criações

Após a visita, segui para a Caixa Cultural, que fica ao lado do Dragão do Mar. O prédio é lindo mas seria ainda mais bonito se tivesse um bicicletário, né, dona Caixa? Espaço é o que não falta. Fui lá para ver a exposição Rastro, do artista Weaver e mais uma vez a emoção tomou conta: Ele viajou pelo interior e fez grafites maravilhosos pelo caminho. Ou seja: juntou duas belezas contrastantes que é a da grande cidade e a do campo. Na exposição, reproduções dos grafites que foram aplicados, fotos da execução das artes e dos resultados, e os estêncils utilizados durante os trabalhos.

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Cabeças nas nuvens… reparem nessa formas geométricas dos vestidos, como são legais

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Como você interpreta essas peças?

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O corpo preso, a cabeça livre

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Os stêncils… Adoro ver materiais e estúdios de artistas

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Olha que coisa maravilhosa essa imagem: uma menina que fez amizade com o Weaver desenhou toda a turma. Integração do artista com a comunidade

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Aí você pega a estrada e se depara com uma imagem dessas. Já pensou?

Depois de passar a tarde mergulhada nesses ambientes criativos e inspiradores, voltei pra casa pedalando à noite pelo Centro. As ruas tranquilas, frias, o silêncio, o som da Shamira e de suas engrenagens e eu lá, pensando na vida, em arte, na minha cidade… Tem como se sentir mais livre que isso? 🙂

A exposição Rastro infelizmente já foi encerrada, mas a da Dora continua até amanhã. Visitem! É gratuito e vale muito a pena!

Um abraço e vamos pedalar!

Além de Bike – Sherdesenhando

Olá, pessoal! Como vocês estão? Estou vivendo uma fase bastante caseira e tenho pensado muito em ilustração. Desde as oficinas sobre desenho, criatividade e pintura em aquarela das quais participei na UFC (e que enfrentei um dilúvio para chegar), tenho estudado muito sobre esses temas. Quer dizer, estudado à minha maneira, né? Vendo vídeos de ilustração, observando traços de artistas que encontro pela Internet, montando murais no Pinterest com imagens que me inspiram e também estou desenhando todos os dias. Quem me segue no Instagram deve ter reparado que as minhas últimas fotos são todas desses exercícios. Espero que não enjoem de mim! ^^

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Quem lembra dela?

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Gostaria de entrar e tomar uma xícara de café?

E também tenho usado muita tinta. Após a oficina com a Juliana Rabelo, fiquei apaixonada pela técnica. Muitas vezes tentava conseguir efeitos delicados nos meus desenhos, usando lápis de cor ou tinta acrílica, mas não dava certo. Acontece que esses efeitos seriam atingidos com o uso da aquarela e bastante água. E também tem uma infinidade de materiais que existem e que eu não conhecia por nunca ter me aprofundado nisso. Agora, minha cabeça sonha todo dia com marcadores e outros recursos para incrementar artes. Aliás, os materiais de qualidade são bem caros. Fiquei impressionada e com o coração machucado.

Sabe o que é engraçado? Desenho desde pequena e de uns anos pra cá também pinto telas com tinta acrílica. Na minha casa tem vários quadros que eu fiz e as paredes da minha casa também receberam enormes ilustrações minhas. Só que eu nunca levei isso muito a sério. Nunca fiz cursos aprofundados ou achei que valia a pena investir mais nisso. Era apenas diversão e um pouquinho de autossabotagem.

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Na parede da minha sala. 🙂 Morro de orgulho dessa arte

Mas, neste verão decidi fazer algo de diferente em 2016, darei mais atenção ao que me estimula. Ao que me faz feliz desde a infância, mesmo que haja um monte de vozes ao redor (inclusive a minha) dizendo que isso não vale a pena, que é sem futuro, etc, etc. Ainda que isso não vire uma profissão pra mim, estarei despertando minha criatividade e sendo legal comigo mesma. Vocês já repararam que ser legal com a gente parece um luxo, atualmente? Isso deve estar errado.

E vocês? Que hábitos da infância deixaram pra trás e acham que precisam ser retomados? Aposto que muita gente vai lembrar da bicicleta, né? hahaha Mas é bem isso mesmo! A gente aprende a andar de bicicleta e depois aprende que tem que aprender a dirigir. E aí acha que não tem mais tempo ou idade para pedalar. É nessa hora que temos que lançar mão do que tiver à frente – seja lápis de cor, tinta ou até caneta Bic – e desenhar uma vida diferente, com mais cores ao nosso gosto. Afinal, de quem é essa tela que estamos pintando?

Um abraço e vamos pedalar!