Look de Bike – blusa cinza e saia florida

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Olá, bandipedaleiros! Tudo bem com vocês? Hoje vim compartilhar um look que usei para ir a uma reunião de trabalho e que acho que pode inspirar quem deseja utilizar a bicicleta no dia a dia e quer chegar prontinho ao destino. Acho que a combinação ficou confortável e muito bonita.

Combinei a regata soltinha e pra lá de confortável com essa saia florida linda que minha mãe me deu de presente de Natal (e que eu estava doida para inaugurar). O tecido da regata é leve, não fica grudado ao corpo e a cor é clara, o que ajuda a enfrentar o calor.

A saia também é soltinha e tem forro. O tecido de cima é bem leve, tipo uma renda. O bom dessa peça é que ela é muito confortável e o forro ajuda demais a evitar manchas de suor. Outra vantagem é que ela é curtinha, assim, não há risco de o tecido prender no freio de trás ou em outra peça da bicicleta. Como já contei antes para vocês, sempre pedalo com shortinhos por baixo das minhas saias, mas sei que muitas meninas se sentem bem pedalando sem a peça extra. E eu admiro demais essas gatas que tem essa confiança toda! #girlpower

Nos pés, sapato de salto baixo quadrado que escolhi para a pedalada Ciclochique no ano passado. Ele tem uma cor neutra e é muito confortável, perfeito para ciclistas urbanas que estão acostumadas com rasteirinhas e sapatilhas. Eu não tenho muitos saltos no guarda roupa, então esse nude aí é minha peça coringa para quando não sei que cor usar ou simplesmente quero dar um toque de elegância ao visual.

Por cima de tudo, um casaquinho para proteger do sol e deixar o look mais formalzinho. Se bem que olhando a foto agora, acho que teria sido melhor escolher um de cor mais neutra, pois o poá grandão é descontraído demais… Será que é neura da minha parte? Levando em conta que a minha reunião era com uma produtora cultural jovem e descontraída, talvez seja… Opinem aí!

Acidente de percurso

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Fotinha do meu Instagram e o alívio por não ter perdido nada

Reparem que na foto estou usando uma corrente comprida com um pingente lilás grande e um anel pendurados. Ocorre que na hora em que cheguei ao meu destino, me curvei um pouco para a frente e a corrente acabou rendendo no guidão e quebrando. 😦 A sorte é que não perdi nada! O pingente não tem valor nenhum, mas a aliança era da minha amada vozinha que faleceu em 2013! Mesmo não tendo grande valor financeiro, essa peça significa muito pra mim e me ajuda a sentir minha vozinha mais perto. #saudade

Então, fica a dica: evitem colares compridos no pedal. Vale guardar o acessório no bolso e colocar ao chegar no destino. Peças perdidas à parte, um colar que quebra no caminho pode até provocar um acidente, afinal, algo pode ficar preso na bicicleta ou você pode se distrair e levar uma queda. #armaria #deusmelivre #batenamadeira3x #vaiagourarocão

Um abraço e vamos pedalar!

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Chuva: 1 x 0: Sheryda

Na semana passada caiu muita água em Fortaleza e em outras cidades cearenses. Isso depois de um logo período de seca e de dias quentes como o inferno. E a minha timeline se encheu de fotos e dizeres de comemoração de amigos que celebravam o alívio de ver água cair do céu. Eu mesma tirei fotos das gotinhas embaçando os vidros da janela de ônibus. Tão lindo!

Chuva noturna embaçando as luzes do trânsito

Chuva noturna embaçando as luzes do trânsito

E os amigos ciclistas? Um monte meteu as caras e a bike na rua debaixo de chuva mesmo. Os mais destemidos apenas com a coragem e uma muda de roupa na bolsa. Outros com capas de chuva e até galochas fofíssimas, super desejadas por esta blogueira. Todos com um ponto em comum: falavam que andar de bike na chuva era possível sim, e que, por causa das bicicletas, nada de atrasos no trabalho e nem engarrafamentos. Fora os sentimentos maravilhosos de liberdade e das lembranças valiosas dos banhos de chuva na infância.

Então. Eu também fui dessas que foi com a Shamira para o aguaceiro. Não sem pensar duas vezes, confesso. Porque eu não tenho muita saudade dos banhos de chuva da infância, sabe? Quer dizer, tenho carinho pelas lembranças, mas gosto que elas se mantenham lembranças e pronto. Como a minha rinite me deixa vulnerável a mudanças repentinas de temperatura e a umidade, gosto de dias chuvosos em que eu fique dentro da minha casa com um bom livro para ler, uma série legal para assistir e uma xícara cheia de uma bebida bem quente. Ah, e milhares de cobertores. hehehe Tenho agonia da lama respingando nos pés e muito medo de adoecer por causa da chuva. Desculpem, amigos destemidos. Sou dessas.

Só que eu tinha algumas oficinas de desenho para fazer e, como vocês sabem, comprei uma capa no Ebay no ano passado que é específica para pedalar. Então não fazia sentido me enfiar num ônibus abafado, pagar caro pela passagem, aguentar demora de ônibus e engarrafamento pelas ruas alagadas se eu tinha investido num negócio caro (em comparação a capas convencionais) e que demorou para chegar só por nojinho de lama. Quer dizer… eu também sinto um pouco de insegurança de pedalar na chuva, mas já fiz isso antes e preciso me aperfeiçoar. Decidi então sair da zona de conforto e encarar a tempestade, pois estava animadíssima com essas oficinas e a chuva não me faria perdê-las.

Minha saga

Não rolou foto do look de bike porque marido ainda tava dormindinho e coitado, né? Já pensou, o póbi se enfiar na chuva dormindo? rsrsrs E eu também não tava muito arrumada, nem valia a pena ^^ Mas vou descrever minha roupa pra vocês: Como eram eventos informais, não precisava me arrumar muito. Então escolhi um short, uma regatinha branca bem leve com uma estampa divertida e pronto. Nos pés, chinela havaiana e nada de sapato ou sandália mais arrumadinha de reserva. E nenhuma maquiagem na cara. Apesar de não ter me maquiado por pura falta de vontade, a verdade é que isso foi algo a menos para me preocupar. Coloquei meus materiais de desenho dentro de uma mochila jeans (depois descobri que isso havia sido um erro) e meu caderno de desenho novo (o mais caro da minha vida) dentro de um saco plástico. A capa de chuva cobre a parte de trás e da frente da bike, então estava segura de que as coisas estavam protegidas.

En-tão. Pra começar, a capa de chuva não funcionou tão bem quanto da última vez. O capuz ficava saindo do lugar e atrapalhava a minha visibilidade. A parte de trás, que estava cobrindo a garupa, voava a cada vez que um carro passava, descobrindo a mochila e fazendo com que a capa se mexesse ainda mais. Então eu tinha que parar diversas vezes para me ajeitar e tomando muito cuidado para não cair embaixo de nenhum carro.

Ah, e os óculos? Meu Deus, os óculos. Os desgraçados embaçavam sem parar e ficavam cheio de gotinhas que me deixava completamente cega. Não dava nem para tirar um lenço de papel da bolsa, afinal, com a chuva, ele ficaria ensopado. Então eu tinha que parar, também, para tentar passar os óculos na regata, por baixo da capa. Apesar de ficarem manchados, pelo menos isso diminuía o tanto de gotinhas.

Numa das minhas paradas para tentar me recompor, se aproxima um gari que estava trabalhando na ciclovia. Ele usava capa de chuva e era muito sorridente. Olhou para a garupa da minha bike que eu desajeitadamente tentava cobrir e perguntou:

– Tem um bebê recém nascido aí?

E eu, meio estupefata com  a pergunta e imaginando um neném novinho naquelas condições, disse:

– Deus me livre!!

Aí o homem soltou:

– Deus me livre por que? Não diga isso! Olha, não tem nada no mundo que deixe uma mulher mais feliz e completa que gerar uma criança. É uma felicidade enorme.

Pois é. Lá estava eu na chuva, toda atrapalhada, desconfortável e ainda me aparece um estranho passando na minha cara a obrigação da maternidade. Eu lá, beirando os 30, tentando pedalar na chuva com o orgulho todo ferido, e agora descobria que era um ser incompleto. Ah, útero inútil. E o pior é que o homem tinha um simplicidade, um sorriso tão amoroso, que nem pra ficar com raiva dele eu servi. Me despedi do anjo da maternidade indispensável e segui caminho

Metros adiante, o que acontece? Escuto um “ploft” seguido de um “tssssss” e a bike super pesada. Depois, sensação de pancadas na parte traseira.

A câmara furou.

Sim. A porra da câmara furou.

E a não-mãe aqui também é uma não-sei-trocar-a-câmara e uma tremenda de uma não-trouxe-câmara-reserva-e-nem-ferramentas.

Para não dizer que não falei da sorte, sejamos justos. Não estava chovendo tanto assim. É como se o tempo soubesse o que eu pretendia fazer e tivesse decidido colocar o jogo no level médio. Então eu respirei fundo e comecei a pedalar devagarinho até uma borracharia que ficava a uns dois quarteirões. O certo era ir empurrando a bike, mas eu estava muito agoniada e quase atrasada para as aulas de desenho.

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Selfie na borracharia. Olhos inchados de sono e nenhuma make

Chegando na borracharia, o moço pegou a bike, virou de cabeça pra baixo e aí vi o selim com um pedaço da capa faltando em contato direto com o chão molhado e sujo. Imaginei na hora a esponja encharcada e eu com a bunda em cima, mas, ok. Então ele tentou tirar o pneu de trás e estava preso. Lembrei das lições da Aspásia Mariana:

-Você precisa abrir esta parte para sair (as coisinhas que servem para mudar a marcha).

Ele ficou meio constrangido e fez o que eu disse, aí o pneu saiu. Então tirou a câmara, olhou, passou uma lixa elétrica num furo, aplicou cola e adesivo, prendeu a câmara numa prensa e deixou secando.

-O que causou o furo? Algum prego ou vidro?

-Não, foi uma falha na câmara de ar.

-Ah. tá… Vai demorar muito? Estou atrasada para uma aula.

-Não, é rápido. Você tá indo para onde?

-À UFC (em frente à borracharia). Tenho uma aula começando agora.

-É rapidinho.

Poucos minutos depois, ele tira a câmara da prensa, monta o pneu e coloca na bicicleta. Ao desvirá-la, decepção: Pneu baixou de novo.

-Olha, é melhor você ir e voltar aqui depois da sua aula. Vou ter que refazer.

-Tá bom.

Então, fui a pé para as aulas de desenho e cheguei à sala com mais de meia hora de atraso. Mas adivinhem? Os oficineiros não conseguiram sair de casa por causa da chuva e a atividade foi adiada! hahahaha Gente, só rindo mesmo.

Aproveitei o tempo livre para olhar outras atrações no bloco de arte e cultura da UFC, como apresentações musicais e uma exposição de quadrinhos. Lá, inaugurei meu carvão vegetal, comprado especialmente para uma das oficinas das quais participaria.

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Meu primeiro desenho em carvão vegetal. Quem adivinha qual foi a inspiração?

Depois, voltei à borracharia para pegar a Shamira e algo que eu já esperava aconteceu: O homem cobrou bem mais que o normal pelo serviço. Provavelmente porque ele achou que, por ser mulher, eu não ia me tocar. But, not. Falei para ele que o preço que ele pedia era quase o valor de uma câmara nova e que eu já havia remendado antes e sabia que o que ele estava cobrando não era justo. Então ele soltou um queixo esfarrapado, de que o remendo tinha sido feito numa máquina e que por isso era mais caro. Gente, lixa elétrica e prensa mecânica são coisas que têm em praticamente toda borracharia e não influenciam tanto no resultado ao ponto de ser justo cobrar mais por isso. E fora que ele fez aquela cara, sabe? Tipo de “vixi, nem colou”? Então ele baixou um pouquinho o valor cobrado e levei Shamira de volta pra casa. O bom é que ele deixou fiado, já que eu não tinha dinheiro naquela hora e teria que voltar à tarde, quando estivesse passando para outra oficina. Tive muita sorte com isso, afinal, eu tinha botado boneco com o preço, né? rsrsrs

Bom, como o post já está longo demais, vou resumir: Não choveu mais tanto assim e eu não precisei pedalar na chuva de novo durante dois dias. Quando cheguei em casa, vi que meu material de desenho não ficou molhado, mas a mochila jeans ficou úmida e fedida (acho que alguma gata vomitou ou fez xixi nela e eu não havia percebido). Outro detalhe: apesar de ter me atrapalhado muito e com a capa saindo do lugar, a verdade é que minha roupa praticamente não ficou muito molhada. A blusa, por exemplo, estava completamente seca. Tanto que eu usei a peça de novo à tarde e no dia seguinte. Mas como o capuz ficou saindo do lugar, o meu cabelo ficou bastante molhado e isso incomodou bastante.

Desconfio até da razão de o capuz ter saído tanto do lugar, pois isso não aconteceu da outra vez em que usei a capa. Acontece que desta vez não usei capacete. O capuz tem tamanho suficiente para cobrir o equipamento (não obrigatório) de segurança e fica mais firme. Pelo menos essa é a minha impressão.

Outro detalhe: escolhi mal a mochila. Qualquer gotinha que caísse nela ia deixar o tecido úmido e algum dos meus cadernos poderia ser danificado. Para as outras oficinas usei a mesma mochila da viagem para Recife, que apesar de ser enorme, é feita de couro sintético não permeável. Para reforçar a segurança, poderia também ter guardado a própria mochila dentro de um saco plástico.

E sobre as partes da capa que voavam por causa do vento dos carros, estou pensando em alguma gambiarra que a mantenha presa no lugar sem que me atrapalhe para sair da bicicleta e também de olhar para os lados.

Abaixo, fotos da minha cara de quando cheguei em casa após a chuva, capa atrapalhada e a não-oficina. rsrsrsrs

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Cansada e de cabelo super molhado

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Por mais incrível que pareça, a roupa quase não molhou. Reparem nos óculos embaçados

E vocês? Tem pedalado nesse tempo? Como fazem? Onde vivem? Do que se alimentam? Contem pra mim e vamos juntos ficar experts no pedal. Ainda vou conseguir fazer isso com dignidade! Chova ou faça sol! ^^

Um abraço e vamos pedalar!

Bônus

Quem me segue no Instagram já viu, mas deixo com vocês as fotos de algumas aquarelas que pintei. Fruto do que aprendi na oficina de aquarela da Juliana Rabelo na UFC. E também alguns rabiscos de um exercício de estímulo à criatividade e da roda de debate sobre o feminino na ilustração, com três artistas incríveis daqui. As atividades foram realizadas pelo pessoal da Bolsa Arte e Moda da UFC.

Look de Bike – All Star branco e saia de corações

 

Look de bike Saia coração os oito odiados Quentin Tarantino Sheryda Lopes (1)

Primeiro look do ano! ^^ E esse foi para ir ao teatro do Dragão do Mar para ver BR Trans, do coletivo As Travestidas. É um grupo e uma temática maravilhosa, que tem feito um sucesso enorme pelo Brasil, e que muito me dá orgulho do meu Ceará.

E depois de muito tempo sem sair de casa, quis fazer um look divertido, para animar.  Usei uma saia preta com estampa de corações, presente da minha irmã e que tem uma modelagem um pouquinho rodada, bem bonita. Uma regatinha azul pra lá repetida e um colete marrom super interessante que ganhei da minha sogra, e que tenho usado pouco. Ele ficou um tanto tortinho na foto, mas eu juro pra vocês que é um colete legal.

Look de bike Saia coração os oito odiados Quentin Tarantino Sheryda Lopes (2)

Nos pés, o tão desejado tênis branco que minha mãe me deu de presente de Natal e para ornar, colares pretos de flores, ambos presentes, um da minha sogra e outro de uma grande amiga. E porque presente pouco é bobagem, levei na mochila um casaquinho amarelo leve, que ganhei da minha sogra, para usar dentro do teatro durante a peça. Não sei se vocês notaram, mas o look ficou meio anos 80/90, meio moleque. Acho que só faltou um chapeuzinho da Eliana com uma flor na aba pra arrematar tudo. rsrsrs

Look de bike Saia coração os oito odiados Quentin Tarantino Sheryda Lopes (4)

Look de bike Saia coração os oito odiados Quentin Tarantino Sheryda Lopes (3)

Eu já tinha pedalado com essa saia e essa regatinha antes, e a experiência, mais uma vez, foi positiva. Como a saia é de um tecido grossinho e um pouco rodada, os movimentos ficam super livres e o tecido não cola à pele nem fica úmido. Já a regatinha é tipo de um algodão bastante permeável e acaba ficando úmida na barriga e nas costas. Só que não é muito e seca rapidinho. E pedalar à noite é bom demais! Além de ver as luzes da cidade acesas, o clima é gostoso e não tem necessidade de usar filtro solar nem casaco ^^. Até pedalei com o coletinho de boas, que nem incomodou.

E como disse no início do post, os trabalhos das Travestidas são sucesso de público, crítica e bilheteria e é preciso comprar o ingresso com o máximo de antecedência para garantir lugar. Tanto que mesmo chegando uma hora antes da peça, já na fila, passa uma funcionária do Dragão informando que não tinha mais ingresso. 😦 Tinha marcado com amigos para vermos juntos e um deles conseguiu comprar. Já eu e o Eraldo ficamos sem ingresso, mas como ia passar um filme do Quentin Tarantino, resolvemos entrar.

😦

poster os oito odiados de bike na cidade indo ao cinema de bicicleta

No lugar da peça, filminho leve #sqn

Foi o primeiro Tarantino do Eraldo, e foi muito legal ver as caretas dele na hora daquelas cenas “leves” que são tão características do diretor/roteirista/produtor/mestre dos filmes sanguinolentos. rsrsrs  Se vocês ainda não viram Os Oito Odiados, recomendo. Adorei muito. E não me venham comparar com Bastardos Inglórios e Django, por favor. São filmes diferentes e todos muito bons. Assistam todos e aproveitem, não fiquem perdendo tempo decidindo qual é o melhor.

E depois do filme, pastel com os amigos. O legal é que enquanto lanchávamos nos arredores do Dragão, recebi um telefonema de mais dois amigos que viram a Shamira e a fixa do Eraldo no bicicletário. Esses encontrinhos de bicicleta ^^. Ah, e aproveitei para dar uma volta na nova bike fixa da minha amiga e matar a saudade da rua e dos amiguinhos. 🙂

Look de bike Saia coração os oito odiados Quentin Tarantino Sheryda Lopes (6)

Amigos ciclistas confraternizando 🙂

Ah, e Br Trans continua em cartaz durante o mês de janeiro no Dragão do Mar, e espero tentar de novo. Quem já assistiu deixa seu comentário aí embaixo dizendo o que achou, mas sem spoiler, faz favor. Olha que vi um filme do Tarantino recentemente e estou inspirada! #aloka

Um abraço e vamos pedalar!

 

Inspiração – looks femininos para pedalar no calor

Ai, faz muito tempo que não fotografo um Look de Bike. A real é que o meu guarda roupa está precisando de novidades e estou precisando ser mais criativa para montar looks interessantes. Então, fui buscar um pouco de inspiração no The Sartorialist, um dos meus blogs prediletos de moda (e também um dos mais famosos). As fotos são feitas no exterior, geralmente na Europa, que tem um verão bem quente, então achei que encontraria fotos legais para pensar em looks aqui para Fortaleza. Gente, tem horas que eu penso que vou evaporar. Juro. Calor demais! E o pior é que quanto mais calor, mais as pessoas pensam em se esconder em carros com ar condicionado, o que ajuda a esquentar ainda mais o planeta. :/ #EstamosFazendoIssoErrado

Abaixo, minhas 10 fotos preferidas de looks femininos de verão. Destaque para a combinação de vestidos leves com tênis brancos, que achei lindas! Inclusive, minha mãe me deu um All Star branco recentemente e não vejo a hora de fazer um look interessante e mostrar para vocês!

Que lindeza de look todo branquinho! E o cabelo ficou charmoso demais! http://bit.ly/1O877w4

Que lindeza de look todo branquinho! E o cabelo ficou charmoso demais! http://bit.ly/1O877w4

 

Sou doida por motivos navy e tenho visto muitas coisas assim ultimamente. #ParaNossaAlegria E que interessante brincar com a transparência do vestido, que geralmente seria um problema. http://bit.ly/1lfGHCa

Sou doida por motivos navy e tenho visto muitas coisas assim ultimamente. #ParaNossaAlegria E que interessante brincar com a transparência do vestido, que geralmente seria um problema. http://bit.ly/1lfGHCa

 

Esse vestido é de uma leveza que eu fiquei aliviada do calor só de olhar para foto. E muito sensual também, né? http://bit.ly/1H3pROp

Esse vestido é de uma leveza que eu fiquei aliviada do calor só de olhar para foto. E muito sensual também, né? http://bit.ly/1H3pROp

 

Achei essas costas nuas uma lideza. Não tenho peças assim no meu guarda roupas, mas bem que fiquei com vontade de experimentar! Detalhe: foto tirada no verão de Nova Iorque. http://bit.ly/1SD1p9z

Achei essas costas nuas uma lideza. Não tenho peças assim no meu guarda roupas, mas bem que fiquei com vontade de experimentar! Detalhe: foto tirada no verão de Nova Iorque. http://bit.ly/1SD1p9z

 

Mais um vestidinho, desta vez um tiquinho só mais justo. Estampa floral maravilhosa! http://bit.ly/1jDPa0e

Mais um vestidinho, desta vez um tiquinho só mais justo. Estampa floral maravilhosa! http://bit.ly/1jDPa0e

 

Gente, olha que look delícia e a cara do Brasil! Estampa super colorida, absolutamente contagiante e um coque desarrumado e cheio de intenção com o look. Foto tirada no Japão! http://bit.ly/21CtvaP

Gente, olha que look delícia e a cara do Brasil! Estampa super colorida, absolutamente contagiante e um coque desarrumado e cheio de personalidade. Foto tirada no verão japonês, que eu soube que é quente demaaaaais! http://bit.ly/21CtvaP

 

Este aqui é um fofo para quem não abre mão das cores escuras, mesmo no calor. Adorei a modelagem do short e também a ideia da meia com sandália, algo que eu nunca consegui fazer. Vocês acham que funcionou? http://bit.ly/1PFmhz8

Este aqui é um fofo para quem não abre mão das cores escuras, mesmo no calor. Adorei a modelagem do short e também a ideia da meia com sandália, algo que eu nunca consegui fazer. Vocês acham que funcionou? http://bit.ly/1PFmhz8

 

Mais um look de cores escuras. Achei super lindo, mas fico pensando no conforto, já que tem peças muito justas e eu detesto roupa grudada na pele suada. Mas que ficou bonito, ficou. Uma pegada ensaio de balé. http://bit.ly/1QZbIah

Mais um look de cores escuras. Achei super lindo, mas fico pensando no conforto, já que tem peças muito justas e eu detesto roupa grudada na pele suada. Mas que ficou bonito, ficou. Uma pegada ensaio de balé. http://bit.ly/1QZbIah

 

Achei este uma excelente opção de look fresquinho e formal, super bom para o trabalho. Se esquentar demais, é só tirar o blazer e ser feliz. http://bit.ly/1QkFnZI

Achei este uma excelente opção de look fresquinho e formal, super bom para o trabalho. Se esquentar demais, é só tirar o blazer e ser feliz. http://bit.ly/1QkFnZI

 

E aqui, um macacão de costas nuas lindo. Detalhe para as sapatilhas coloridas, um detalhe inusitado e alegre. Só fiquei preocupada com o tecido, que parece amassar demais e também com a modelagem: Será que essa barra prende na corrente? http://bit.ly/1SD2rCo

E aqui, um macacão de costas nuas lindo. Detalhe para as sapatilhas coloridas, um toque inusitado e alegre. Só fiquei preocupada com o tecido, que parece amassar demais e também com a modelagem: Será que essa barra prende na corrente da bike? http://bit.ly/1SD2rCo

 

Gostaram? Algum look preferido? Se quiserem ver mais algumas fotos que me inspiram, sigam meu álbum Bicicleta no Pinterest.

Foi super divertido fazer este post. Tava precisando para sair da bad. E a propósito, muito obrigada pelas mensagens de carinho. Vocês são demais! 🙂

E, em breve, looks inspiradores para os meninos! 😉

Um abraço e vamos pedalar!

Vi de Bike – Marcela Landim

Vi de Bike Marcela Landim De Bike na CIdade Sheryda Lopes (4)

A póbi toda arrebentada

Tô devendo este Vi de Bike há um tempão, mas acho que ele vem em boa hora. Há algumas semanas fui a um dos ensaios do Vitrola Nova e me deparei com a Marcela Landim, que também faz parte do grupo, toda machucada, a pobrezinha. Só que mesmo cheia de feridas ela estava super contente: havia feito o trajeto de casa até o ensaio de bicicleta. Era a primeira vez que fazia um percurso maior e acabou caindo no caminho. 😦

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Cara de minina malina

Vi de Bike Marcela Landim De Bike na CIdade Sheryda Lopes (1)

Esse roxão ficou por semanas

Ela é psicóloga, tem 29 25 anos e começou a andar de bicicleta na cidade há pouco tempo. Ela já apareceu aqui, junto com a mãe dela (beijos, Márcia :*) no Ciclochique. Marcela me contou que o tombo aconteceu porque estava pedalando muito no cantinho da via, por medo dos carros, e acabou se desequilibrando nas deformidades do asfalto. Aí, tadinha, machucou joelho, queixo… Uma negação. “Além do susto e da dor dos machucados, fiquei preocupada de estar sozinha no meio da rua com a bicicleta. Mas vi que estava tudo bem com ela e quis chegar logo ao meu destino, onde sabia que poderia cuidar dos machucados”, conta. Ela sabia que um dia poderia cair e por isso, ficou um pouco frustrada, mas também conseguiu seguir em frente.

O que mais me chamou a atenção foi a alegria da garota, sabe? Porque seria muito normal se ela desanimasse pela queda e tal. E eu mesma fiquei bem preocupada com ela. Mas a sensação de superação, de estar fazendo diferente, a deixou tão feliz que considerou os machucados como um “batismo”. E ela meio que exibia os machucados também, como se fossem marcas de guerra! As pessoas chegavam preocupadas e ela dizia, com um sorrisão enorme: “É que eu vim de bicicleta hoje e caí no caminho”! rsrsrs Achei isso tão inspirador! Porque às vezes a gente se deixa desanimar por problemas, por as coisas não atenderem nossas expectativas. Na verdade, eu mesma estou um pouco nesse clima ultimamente, meio na bad, se entupindo de doces, e tals. #cancerianamodeon

Aí que falar da história da Marcela me traz alegria e espero que também traga a você, para  animar esta semana que ainda está no comecinho. Para que a gente consiga permanecer nos processos mesmo quando os obstáculos aparecem, o desânimo… Lembrar de coisas boas e do que nos fez escolher os caminhos que estamos percorrendo e saber lidar com os percalços que surgem, até que possamos chegar aos nossos destinos. E lá, cuidar dos nossos machucados e comemorar o que alcançamos. Aliás, um pouquinho de otimismo cai bem nessa hora, né? Porque fora os problemas pessoais, tem tanta coisa ruim acontecendo no mundo, inclusive aqui, em Fortaleza… 😦 Desculpem terminar assim este post feliz, mas é que eu precisava desabafar, nem que fosse um pouquinho. Não tá fácil, mas a gente vai conseguir.

Um abraço e vamos pedalar!

P.S.: Para evitar cair no cantinho da via, seja pelas deformidades no asfalto ou por esbarrar o pedal no meio fio, lembre-se de ocupar pelo menos um terço da faixa. Isso também vai obrigar os motoristas a lhe ultrapassarem com mais cautela, diminuindo as finas. Claro que também vai rolar mais buzina, mas, é melhor que cair ou ser atropelado. 😉 E motoristas, tenham paciência que ciclista não é bagunça, tá bom?

FNEBICI 2015 – Minhas impressões sobre o trânsito de Recife

Foto de Ênio Paipa

Nosso grupo, poucos minutos após sair do aeroporto de Recife

Como vocês já devem saber, recentemente estive em Recife para participar do primeiro Fórum Nordestino da Bicicleta (Fnebici). Passei quatro dias na capital de Pernambuco utilizando a Shamira como meio de transporte, e nesse tempo tracei algumas impressões sobre o trânsito da primeira capital onde pedalei, fora Fortaleza, e a maneira como ela trata os ciclistas.

Saí do aeroporto em um horário próximo do de pico, no final da tarde, e um Bike Anjo local, o querido Ênio Paipa, aguardava a mim e outro participante do Fórum, junto com um cicloativista de outro estado. O grupo formado por quatro pessoas pedalaríamos pela praia de Boa Viagem até a região do Centro, num pedal planejado para já irmos conhecendo Recife.

Já a poucos metros do aeroporto, um viaduto surgiu à nossa frente e com ele o primeiro desafio para mim, que evito viadutos em Fortaleza não só pela impaciência dos motoristas, mas principalmente por ter medo de altura. E não tive como pensar muito, o jeito foi seguir pedal acima: Na maior parte das vezes não há como evitar viadutos e pontes na cidade pois nem sempre (ou nunca?) há opção de passar por baixo ou escolher uma rua alternativa. E la fui eu, com medo mesmo e amparada pelos ciclistas experientes que me acompanhavam.

Nas ruas e avenidas pelas quais passamos até chegar à ciclovia que acompanha a orla de Boa Viagem, observei o quanto os motoristas de Recife buzinam. Não sei se tive essa impressão por estar reparando em tudo, mas cheguei a pensar que eles usam a buzina até mais que os motoristas  de Fortaleza. O carro à frente demorou um segundo para arrancar no sinal verde? Buzina. Ciclista “atrapalhando”? Buzina. Chegou o verão? Buzina. Isso irrita muitíssimo e dá ao trânsito um imenso tom de hostilidade.

Já anoitecendo e depois de sair da ciclovia da Boa Viagem, o trânsito começou a ficar mais denso e violento. O que mais me surpreendeu foi a forma como as vias da cidade são organizadas e a velocidade dos motorizados. É mais ou menos assim: Você está numa avenida rápida e de repente, numa curva, ela desemboca numa via de quatro pistas ou mais, e também rápida. E lá vai o grupo de ciclistas, acompanhando o fluxo, se juntar aos carros nas faixas do meio, já que nem sempre é possível chegar às faixas dos bordos de cara.

Fiquei muito assustada, porque estava numa cidade diferente da minha e por isso não sabia o que esperar. Aqui em Fortaleza, evito ao máximo esse tipo de via (já cheguei a ficar paralisada ao tentar atravessar a Engenheiro Santana Junior por causa dos túneis). Geralmente paro, espero o sinal fechar e utilizo faixas de pedestres para ganhar vantagem dos carros e acessar as pistas de forma mais tranquila. Ou ainda, já sei o que me espera à frente e já vou preparada, sinalizando com as mãos e me posicionando na faixa. Mas em Recife, cada curva era uma surpresa e quase nunca havia faixas de pedestre, semáforos e calçadas para ajudar.

Finas, muitas finas

Logo na primeira noite em Recife, ainda com a bagagem na garupa da Shamira, já recebi muitas ameaças no trânsito. Muitas finas e uma explicitamente de propósito, uma manobra de uma saveiro toda adesivada de uma empresa (ou seja, motorista profissional) que tentou encostar o retrovisor na bicicleta para me derrubar ou assustar. O mais louco é que em Recife tem umas ciclofaixas TEMPORÁRIAS pintadas no chão! Elas só funcionam aos domingos e feriados, mas permanecem na pista nos demais dias da semana, diferente das ciclofaixas de lazer de Fortaleza, que são construídas com cones e saem após o final do evento. Estávamos usando essas ciclofaixas mesmo não sendo fim de semana e isso provocou a ira de muitos motoristas, que abusavam das finas. Depois sai post especificamente sobre essas ciclofaixas imaginárias.

As ameaças me assustaram. Claro que já passei por isso em Fortaleza, mas por ter recebido tantas finas e buzinas em um curto intervalo de tempo, tive a impressão de que em Recife os motoristas são mais hostis que em Fortaleza. E também de que eram todos assim.

E lá se vai mais um dia…

Só que estava enganada. No dia seguinte, pedalei sozinha algumas vezes. Confesso que saí um tantinho ansiosa, por medo de me perder (e me perdi) e ainda com as buzinas e finas na lembrança. Mas aí me deparei com um Centro lindamente arborizado, uma temperatura amena, lindos prédios antigos, a vista para o rio, as belas pontes que cortam o Capibaribe, paredes grafitadas, a visão do mangue… e muitos motoristas gentis. Vários deles me deram a preferencial, esperaram que eu entrasse nos cruzamentos antes deles, ou que eu passasse antes que saíssem das garagens e estacionamentos. Se as buzinas na noite anterior eram de impaciência, à luz do dia recebi várias suaves e curtinhas, junto com gestos de “pode passar” e sorrisos no rosto.

Juntando isso tudo ao lindo sotaque de Recife, que ouvia a cada vez que eu pedia informação, com seus “tís” e “dís” livres de qualquer chiado e o “visse” no final das frases, que parece uma beijo na bochecha, percebi que na noite anterior tinha ouvido apenas uma breve parte da sinfonia que é aquela cidade. E o que é uma cidade senão uma grande música cheia de tons e nuances diferentes? Sim, ainda há notas desafinadas e instrumentos precisando de ajustes. Mas como fazemos todos parte daquela grande orquestra (eu mesma tive minha participação durante esses dias) cabe a nós irmos afinando nossos instrumentos e tocando nossa parte da melhor forma possível. E no fim, podemos juntos alcançar o frevo perfeito. E quem sabe até com uma dose generosa de maracatu, mangue beat e um forrozinho cearense, acrescentado por uma ciclista gaiata e forasteira que eventualmente visite a cidade.

 

Um abraço e vamos pedalar!

Rumo a Recife – Fórum Nordestino da Bicicleta

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Gente, tô super emocionada! Amanhã embarco para Recife para o Fórum Nordestino de Bicicleta. Só isso já me deixa feliz pra caramba, já que é a primeira vez que participo de um evento como esse ligado a bikes (já participei de outros fóruns, com outros temas, e foram experiências enriquecedoras) e também é a primeira vez que visito Recife, cidade da qual falam tão bem. Mas some a isso o fato de que, além de serem quatro dias de palestras, painéis, exibição de filmes, entre outras atividades, haverá uma roda de diálogo sobre  o Papel da Bicicleta na Emancipação Feminina! E adivinhem quem recebeu a honra de participar dessa atividade, representando as Ciclanas? Eu!

Gente, conhecer mulheres de Fortaleza que pedalam, Aline Cavalcante, mulheres de outros estados nordestinos, Recife, tudo no mesmo ano, é muita emoção para este coração feminista bicicleteiro! Quero muito agradecer à Ciclovida por ter disponibilizado as duas passagens ofertadas pela organização para que mulheres daqui de Fortaleza pudessem participar (sem isso eu provavelmente não teria como ir), às Ciclanas por permitirem que eu nos represente e também à Valéria Pires, a ciclista de Recife que vai me hospedar durante esses dias. Obrigada mesmo!

E aproveito também para agradecer antecipadamente ao Ênio Paipa, Bike Anjo de Recife que conheci aqui no mês passado, por ir me buscar no aeroporto. Siiiim! Eu vou pedalando para o Aeroporto daqui, vou levar Shamira, e vou sair pedalando do Aeroporto de Recife!! Geeente, que emoção! Shamira vai voar! Tô muito ansiosa por essa experiência! Já andei treinando com o marido como desmontar algumas partes da bicicleta e tudo, caso seja necessário. Torcendo para não precisar tirar os pedais, já que não consegui fazer isso. ^^’

Shamira semidesmontada!

Shamira semidesmontada! O canal Chave Quinze me ajudou muito. Super vale a visita! (Foto do meu Instagram)

E eu espero produzir conteúdo para o blog sobre o que vai rolar nesses dias, mas não sei se vou conseguir fazer isso lá ou só quando voltar. Então, tenham um tantinho de paciência e, se quiserem me acompanhar em tempo real, sigam-me no Instagram que eu provavelmente vou postar muuuita fotinha! Meu perfil é @sherydalopes.

Ah, e para quem não for participar do evento (se você vai e conhece o blog, não deixa de falar comigo por lá, por favor), dá uma olhadinha na programação e fala o que vocês mais acharam interessante e gostariam que eu comentasse. Assim posso tentar dar uma atenção especial a esse tema. 😉

Fórum Nordestino da Bicicleta

Site: www.fnebici.com.br/

Facebook: facebook.com/fnebici

Então, até logo!

Um abraço e vamos pedalar!