Que ferramentas devemos levar na bolsa?

Olá! Já contei aqui no blog algumas vezes sobre quando fiquei no prego com minha Shamira e até com a Lanterna, que é a bike do maridão. Como não sei fazer os reparos básicos e estava desprevenida nessas ocasiões, as bicicletas tiveram que se hospedar em locais de emergência até que viesse alguém nos prestar socorro. Resolvi então procurar a mestra Mara Oliveira, mecânica de bicicletas e sócio proprietária da Bitelli Bikes, para falar um pouco das ferramentas que devemos ter na bolsa para o caso de uma câmara de ar furar, por exemplo. Além de serem úteis para essas emergências, esses itens podem nos ajudar a entender melhor nossas bikes e conquistar mais autonomia.

Ah, e esse vídeo foi captado pelo Ricardo Guilherme Lins, que já realizou outro projeto com o De Bike na Cidade, e editado pelo Morfeu Gilson. O Morfeu também criou as vinhetas de abertura e encerramento que ficaram fofíssimas! Confiram aí e nos digam se gostaram!

Um abraço e vamos pedalar!

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Inspiração – looks femininos para pedalar no calor

Ai, faz muito tempo que não fotografo um Look de Bike. A real é que o meu guarda roupa está precisando de novidades e estou precisando ser mais criativa para montar looks interessantes. Então, fui buscar um pouco de inspiração no The Sartorialist, um dos meus blogs prediletos de moda (e também um dos mais famosos). As fotos são feitas no exterior, geralmente na Europa, que tem um verão bem quente, então achei que encontraria fotos legais para pensar em looks aqui para Fortaleza. Gente, tem horas que eu penso que vou evaporar. Juro. Calor demais! E o pior é que quanto mais calor, mais as pessoas pensam em se esconder em carros com ar condicionado, o que ajuda a esquentar ainda mais o planeta. :/ #EstamosFazendoIssoErrado

Abaixo, minhas 10 fotos preferidas de looks femininos de verão. Destaque para a combinação de vestidos leves com tênis brancos, que achei lindas! Inclusive, minha mãe me deu um All Star branco recentemente e não vejo a hora de fazer um look interessante e mostrar para vocês!

Que lindeza de look todo branquinho! E o cabelo ficou charmoso demais! http://bit.ly/1O877w4

Que lindeza de look todo branquinho! E o cabelo ficou charmoso demais! http://bit.ly/1O877w4

 

Sou doida por motivos navy e tenho visto muitas coisas assim ultimamente. #ParaNossaAlegria E que interessante brincar com a transparência do vestido, que geralmente seria um problema. http://bit.ly/1lfGHCa

Sou doida por motivos navy e tenho visto muitas coisas assim ultimamente. #ParaNossaAlegria E que interessante brincar com a transparência do vestido, que geralmente seria um problema. http://bit.ly/1lfGHCa

 

Esse vestido é de uma leveza que eu fiquei aliviada do calor só de olhar para foto. E muito sensual também, né? http://bit.ly/1H3pROp

Esse vestido é de uma leveza que eu fiquei aliviada do calor só de olhar para foto. E muito sensual também, né? http://bit.ly/1H3pROp

 

Achei essas costas nuas uma lideza. Não tenho peças assim no meu guarda roupas, mas bem que fiquei com vontade de experimentar! Detalhe: foto tirada no verão de Nova Iorque. http://bit.ly/1SD1p9z

Achei essas costas nuas uma lideza. Não tenho peças assim no meu guarda roupas, mas bem que fiquei com vontade de experimentar! Detalhe: foto tirada no verão de Nova Iorque. http://bit.ly/1SD1p9z

 

Mais um vestidinho, desta vez um tiquinho só mais justo. Estampa floral maravilhosa! http://bit.ly/1jDPa0e

Mais um vestidinho, desta vez um tiquinho só mais justo. Estampa floral maravilhosa! http://bit.ly/1jDPa0e

 

Gente, olha que look delícia e a cara do Brasil! Estampa super colorida, absolutamente contagiante e um coque desarrumado e cheio de intenção com o look. Foto tirada no Japão! http://bit.ly/21CtvaP

Gente, olha que look delícia e a cara do Brasil! Estampa super colorida, absolutamente contagiante e um coque desarrumado e cheio de personalidade. Foto tirada no verão japonês, que eu soube que é quente demaaaaais! http://bit.ly/21CtvaP

 

Este aqui é um fofo para quem não abre mão das cores escuras, mesmo no calor. Adorei a modelagem do short e também a ideia da meia com sandália, algo que eu nunca consegui fazer. Vocês acham que funcionou? http://bit.ly/1PFmhz8

Este aqui é um fofo para quem não abre mão das cores escuras, mesmo no calor. Adorei a modelagem do short e também a ideia da meia com sandália, algo que eu nunca consegui fazer. Vocês acham que funcionou? http://bit.ly/1PFmhz8

 

Mais um look de cores escuras. Achei super lindo, mas fico pensando no conforto, já que tem peças muito justas e eu detesto roupa grudada na pele suada. Mas que ficou bonito, ficou. Uma pegada ensaio de balé. http://bit.ly/1QZbIah

Mais um look de cores escuras. Achei super lindo, mas fico pensando no conforto, já que tem peças muito justas e eu detesto roupa grudada na pele suada. Mas que ficou bonito, ficou. Uma pegada ensaio de balé. http://bit.ly/1QZbIah

 

Achei este uma excelente opção de look fresquinho e formal, super bom para o trabalho. Se esquentar demais, é só tirar o blazer e ser feliz. http://bit.ly/1QkFnZI

Achei este uma excelente opção de look fresquinho e formal, super bom para o trabalho. Se esquentar demais, é só tirar o blazer e ser feliz. http://bit.ly/1QkFnZI

 

E aqui, um macacão de costas nuas lindo. Detalhe para as sapatilhas coloridas, um detalhe inusitado e alegre. Só fiquei preocupada com o tecido, que parece amassar demais e também com a modelagem: Será que essa barra prende na corrente? http://bit.ly/1SD2rCo

E aqui, um macacão de costas nuas lindo. Detalhe para as sapatilhas coloridas, um toque inusitado e alegre. Só fiquei preocupada com o tecido, que parece amassar demais e também com a modelagem: Será que essa barra prende na corrente da bike? http://bit.ly/1SD2rCo

 

Gostaram? Algum look preferido? Se quiserem ver mais algumas fotos que me inspiram, sigam meu álbum Bicicleta no Pinterest.

Foi super divertido fazer este post. Tava precisando para sair da bad. E a propósito, muito obrigada pelas mensagens de carinho. Vocês são demais! 🙂

E, em breve, looks inspiradores para os meninos! 😉

Um abraço e vamos pedalar!

Estou com medo de pedalar!

medo de pedalar blog De Bike na Cidade Sheryda Lopes

😦

Desde o Papo Ciclovida do qual participei, estou sem bicicleta. Acontece que quando voltávamos do evento, marido e eu, o pneu da Lanterna furou de novo e mais uma vez precisamos deixar as bicicletas na casa de um amigo e voltar de táxi para casa. Desde então, não consegui ir buscar Shamira e o ônibus voltou a ser meu meio de transporte.

E como não tenho saído muito de casa, passo boa parte do tempo na Internet – exceto quando vou à casa da minha mãe, que é offline. E é pela rede que acompanho relatos de amigos ciclistas sobre suas vivências nas ruas. Como muitos deles têm sofrido bastante violência no trânsito ultimamente, há vários depoimentos tristes e pesados sobre fechadas de motoristas e até ameaças (verbais) de morte.

E sabe qual o efeito disso em mim? Medo. Depois de vários dias sem botar a bike na rua, parece que eu entrei numa conchinha e comecei a cultivar carga negativa dentro dela. E com essa carga, vieram sentimentos como o medo, apatia e falta de criatividade. Sendo muito sincera e transparente com vocês, leitoras e leitores, é por isso que ainda não havia saído post esta semana. Ora, se as minhas maiores fontes de inspiração para produzir conteúdo para o blog e o canal no You Tube são justamente as experiências que tenho pedalando, como teria ideias dentro de casa sem tirar os olhos do whats app?

Entendam: não acho errado que os amigos desabafem, longe disso. É importante que a rede de ciclistas se apóie, tenha com quem desabafar, tenha a quem pedir conselhos sobre pedalar e se informar sobre nossos direitos. E numa sociedade em que somos ainda vistos como meio malucos e fracassados por não quererem um carro acima de tudo, muitas vezes nos sentimos sozinhos. Pelo menos até conhecer outros ciclistas e conversar com eles. Isso faz uma diferença muito grande.

O que quero mostrar a vocês é a forma como nós mesmos cultivamos nosso olhar e como nossa cabeça responde a isso. Porque nesses dias sem bicicleta eu tenho lido muitos relatos positivos também! Várias pessoas que vêm me contar que estão comprando suas bicicletas, mulheres tomando coragem de ir pedalando ao trabalho pela primeira vez, pessoas contando de motoristas que respeitaram a ciclofaixa e a preferencial para o ciclista… Claro que é absurdo que algo banal como o respeito no trânsito seja algo raro e a se comemorar, mas se o que queremos é um trânsito mais humano, nada mais apropriado que celebrar e compartilhar entre nós os pequenos avanços.

Mas se eu tive acesso a relatos positivos e negativos, porque só os negativos parecem me afetar? Tenho uma amiga que diz que o nosso cérebro sempre reforça os traumas e os medos, então deve ser por aí. Sem as experiências positivas, a sensação maravilhosa de chegar num lugar se exercitando e sentindo o vento no rosto, sem fotografar ciclistas e conversar com eles, parece que esqueci que existe mais em pedalar que somente as finas. Alias, acho que é exatamente assim que se sentem as pessoas que nunca experimentaram usar a bicicleta e gritam aos quatro ventos que é algo impossível. rsrsrrs Como assim “acho”? Era assim que eu me sentia antes de começar a pedalar e a pesquisar sobre isso! E agora, quase dois anos depois de eu ter provado a mim mesma e a tantas outras pessoas que é possível sim, me pego com medo! Tem algo errado aí, definitivamente.

Ontem, dia do ciclista, por uma feliz coincidência encontrei vários amigos pedaleiros. Entre eles estava um (que conheço há pouco tempo, mas já considero pacas) dos que têm sofrido muita violência ultimamente, e está bastante estressado. Eu estava muito preocupada com ele e aproveitei para oferecer palavras amigas e um abraço sincero. Hoje, farei mais: vou buscar Shamira. Chega de alimentar esse monstrinho que joga a gente numa inércia sombria. Vou botar minha amada bicicleta na rua e deixar nossa cidade um tiquinho mais pink. Por mim, por nós.

E ontem não teve post sobre o Dia do Ciclista (peço desculpas por isso), mas teve homenagem na fanpage do blog. Abaixo, a mensagem que postei por lá, e que agora compartilho com vocês por aqui. Junto, meu agradecimento. Cada um de vocês, seja como ciclista ou leitor, faz uma diferença enorme para mim, pois me estimula a pedalar e a escrever. As duas coisas são partes importantíssimas da Sheryda, e sem elas sobra um espaço enorme para a tristeza. Então, muito obrigada por me estimularem a seguir!

Homenagem dia do ciclista Facebook

Minha humilde homenagem aos ciclistas pelo dia de ontem

Já postei pelo menos dois textos sobre o medo e as vivências positivas no trânsito, além de outros dois sobre lugares que me metiam medo e onde tive boas surpresas. Um dos causos foi na Barra do Ceará e o outro foi na avenida José Bastos. Deixo as sugestões de leitura e os links para vocês!

Um abraço e vamos pedalar!

Ciclistas tesudos

Ontem eu estava pedalando numa grande avenida de Fortaleza, quando um carro apareceu, vindo da outra pista, pronto para entrar na minha faixa. Me assustei, mas ele sorriu e acenou para que eu passasse primeiro. Agradeci e segui em frente. Daqui a pouco ele passa ao meu lado bem devagar e diz:

– Eu tenho o maior tesão em vocês, ciclistas, porque eu sou ciclista também!

Achando que tinha sido uma cantada – que é algo que detesto – perguntei.

– Mas o senhor tem tesão em todos? Homens e mulheres? Ou só nas meninas?

Ao que ele respondeu, gesticulando muito e morto de feliz:

– Tenho tesão em toooodos vocês!!!

Nisso eu ri muito e falei:

– Massa! hahahaha

O motorista cheio de tesão foi embora acenando e buzinando, feliz por ter falado com uma ciclista. Senti que ele estava maravilhado por ter bicicletas na rua.

E depois eu fiquei pensando se fiz certo. Será que ele estava objetificando todo mundo, nessa história de tesão por geral no trânsito?

Acho que não. rsrsrsrs Às vezes acho que sou eu quem pensa demais.

Um abraço e vamos pedalar!

Seus chuchus!

;*

Vi de Bike – Rhuan Barkley

Vi de Bike Rhuan Barkley Blog De Bike na Cidade Sheryd Lopes (1)

Dia desses estava voltando de uma reunião quando encontrei o amigo Rhuan Barkley Moreira, 18, que há pouco mais de um mês  usa a bicicleta como meio de transporte para o trabalho e faculdade. Ele trabalha numa loja no Shopping Iguatemi e estuda Educação Física. O jovem mora no Antônio Bezerra e isso me deixa impressionada, pois é uma distância grande para quem começou  pedalar há tão pouco tempo, sem contar o trecho da Engenheiro Santana Junior, que tem viaduto e túnel, e por onde não sei passar. E além de pedalar de segunda a sábado para os compromissos, ainda utiliza a bike para lazer aos domingos. Haja pique.

O Rhuan é chapa mesmo, desses que aparecem do nada só para jogar conversa fora e partidas de War ou video game. Sempre nos divertimos muito lá em casa e foi super legal encontrá-lo em plena ciclovia, parar por uns minutinhos e bater um papo. Desses encontros que a bicicleta proporciona. 🙂

E como o tempo estava mega chuvoso (ainda não tinha recebido minha capa de chuva tipo poncho, nesse dia tinha improvisado com uma comum), o Rhuan estava usando uma proteção que nem essas de motoqueiro, com jaqueta de plástico e calça. Eu jurava que não dava certo pedalar assim, porque a calça prejudicaria os movimentos e poderia prender na corrente, mas Rhuan é guerreiro. Nos pés, chinela havaiana, para encarar o aguaceiro das ruas.

Vi de Bike Rhuan Barkley Blog De Bike na Cidade Sheryd Lopes (2)

A mochila vai por baixo da capa

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Sandália de borracha para encarar o chão molhado

 

E por que pedalar? Adrenalina, para ele, é uma das razões. “A sensação de liberdade e ao mesmo tempo aquela sensação de aventureiro no meio de carros, motos e ônibus. Gosto dessa minha nova fase como ciclista, ela faz com que eu me sinta ainda mais vivo e disposto a encarar o dia a dia”, conta o estudante que sempre quis pedalar, mas nunca tinha tido uma bicicleta. Agora que começou, quer superar mais e mais os próprios limites, percorrendo distâncias cada vez maiores. Só não vai brincar no trânsito e abusar dessa adrenalina aí, macho! Te cuida. #blogueiramãezona

Só quer ser o danadão

Só quer ser o danadão

Um abraço e vamos pedalar!

Não foi acidente – Karinne Góis

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Karinne no Fórum Natureza e Sociedade, na UFC. Esta foto estava guardada para um post “Vi de Bike”

 

Ontem demorei para dormir. Antes de ir para a cama, dei uma última olhada no Facebook e me deparei com o relato da querida Karinne Góis, uma ciclista urbana que começou a pedalar por Fortaleza há mais ou menos um ano, assim como eu. Aliás, mesmo não sendo tão próximas, o que sinto pela Karinne é uma enorme empatia e carinho: ela é uma mulher que assim, como eu, resolveu nadar contra a corrente: Ela estava no primeiro Escola Bike Anjo que fui, a fim de conhecer os ciclistas, pegar informações e experimentar bicicletas, e assim como eu, ela foi com os mesmos objetivos. Quando fui com o marido a uma loja em Fortaleza já decididos a comprar uma bike que tinha por lá, já que a que eu queria mesmo não estava no estoque, Karinne estava com o namorado montando a bike que eles tinham comprado pela Internet e recomendou que eu a experimentasse antes de tomar a decisão. Fiz isso e acabei escolhendo a Shamira.

Vivenciamos no mesmo período as sensações de começar a pedalar: os medos e prazeres, as dúvidas sobre trajetos, peças, roupas, comemoramos distâncias cada vez maiores que foram vencidas e principalmente, compartilhamos do vício pela bicicleta. “Você vai ver, todo dia você vai arrumar uma desculpa para sair para pedalar. Quando eu não vou fico agoniadinha em casa”, ela me disse naquele dia no shopping, há mais de um ano.

Ontem Karinne foi atropelada.

Print do relato completo (clique para ampliar)

Print do relato completo (clique para ampliar)

Segundo o relato no Facebook, que acompanha foto da topic que a derrubou, eram cerca de 20h e ela estava na rua Metón de Alencar, no Centro. É uma via secundária, que ela percorre justamente para evitar as avenidas com tráfego mais intenso. O motorista de uma topic veio em alta velocidade, buzinou, jogou luz alta e em seguida acelerou, batendo em seu guidão. Karinne caiu e o motorista fugiu sem prestar socorro. Por sorte, ela não estava sozinha, e um dos ciclistas que a acompanhava foi atrás da van e a fotografou, tendo o motorista, mais uma vez, acelerado em fuga.

Karinne não corre perigo, embora leve feridas no corpo e na alma. Ontem à noite mesmo ela já foi para a delegacia fazer os devidos encaminhamentos (e soube depois que poderia ter chamado a polícia na mesma hora, para que a viatura perseguisse a van e fizesse a prisão em flagrante). Ela tem testemunhas, muito apoio e vai levar o caso pra frente, com toda a razão. mais que isso: ela quer aproveitar a “oportunidade” para puxar ações que cobrem das autoridades mais educação no trânsito, tanto para os motoristas profissionais quanto para os condutores de veículos particulares. Ou seja, uma conduta humana e em prol do coletivo, muito além de qualquer tipo de revanchismo ou caça às bruxas, como muitos podem julgar.

Infelizmente os “acidentes” com ciclistas são constantes, mas eu não pretendia abordar essa questão de forma aprofundada, até porque muitos veículos de comunicação, blogs e movimentos já fazem isso de forma muito competente. A minha proposta aqui é mais lúdica, com mais intenção de divulgar outros lados da experiência sobre os pedais e acho que o que faço também tem seu valor.

Mas ontem eu chorei muito pela Karinne. Fiquei de coração apertado imaginando que poderia ter sido pior, e claro, que poderia ter sido eu. Não foi a mesma reação que tive ao saber de outros casos, mas acredito que por conhecer a pessoa e se identificar tanto com ela, a intensidade foi maior. Na semana passada mesmo, o Leonardo Ribeiro, outro ciclista que também começou a pedalar há um ano, foi atropelado, e vejam só: numa ciclofaixa! Uma leitora, a melhor amiga dele, por sinal, até me sugeriu a pauta. Como dito anteriormente, disse a ela que não sabia ainda se abordaria essas notícias aqui no blog, e nem como faria isso. É algo que ainda preciso amadurecer com muito cuidado.

Mas eu precisava escrever sobre o que aconteceu com a Karinne. Pois o medo que senti, a tristeza, só foi semelhante àquela que vivenciei em 2011, quando li entre lágrimas um post sobre a morte da Julie Dias, na Avenida Paulista. Na época eu estava pesquisando sobre o mundo das bicicletas, e embora tenha ficado arrasada, a notícia não me fez querer desistir. Porque os ciclistas precisam estar na rua, a demanda precisa existir, para que mudanças aconteçam e a violência no trânsito diminua. Na época, aquilo me mostrou o que eu enfrentaria e eu soube o que estava disposta a enfrentar. Não, eu não quero morrer “pela causa”, se é isso que vocês estão pensando, nem quero que ninguém mais morra ou se machuque. Mortes não tem que ser pré-requisitos para que algo seja feito.

Mas ontem, além da tristeza eu senti muito medo. E é provável que hoje eu não pedale por isso. 😦

Mas amanhã eu volto. E espero que, em breve, Karinne volte também.

 

Um abraço e (apesar de tudo) vamos pedalar!

 

O nome da cooperativa da qual a van que atropelou Karinne faz parte é Cootraps e eu fiz questão de ligar hoje para lá e registrar minha indignação. Falei com o setor de tráfego e me foi passado que há câmeras nas vans, que eles verificarão as imagens  e me darão retorno. Acho que vocês também deveriam entrar em contato com eles e deixar registrado o que pensam sobre esse caso.

Cootraps
Cootraps – Cooperativa dos Transportadores Autônomos de Passageiros do Estado do Ceará. Operamos o Sistema de Transporte Complementar de Fortaleza.
Telefone: (85) 3253.1384
Email: cootraps@cootraps.com.br
Fanpage: www.facebook.com/cootrapsfortaleza

 

 

Calcinha para pedalar

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Sim, o assunto de hoje é calcinha ^^  Como já disse em posts anteriores, roupa íntima confortável e seca é importante para manter uma vida sobre rodas confortável de verdade. E apesar de algodão ser o tecido preferido e mais recomendado pelos ginecologistas, a verdade é que lingerie de algodão não seca rápido e ainda deixa o resto da roupa molhada. 

Então resolvi compartilhar esta dica. Esta calcinha da Trifil tem microfibra na composição e seca bem rápido, quase uma dry fit. Ao mesmo tempo não esquenta, então acredito que não faz mal para a saúde íntima feminina. Ela tem a pala bem alta, chegando até o umbigo, e formato parecido com o de um short bem curto, bem esportivo. Também tem o modelo tanga, só que com pala alta também. É vendida como uma calcinha redutora.

Nas Lojas Americanas estava custando cerca de R$ 30, e resolvi tirar uma foto para mostrar para vocês (sou ciclista de família e não vou ficar mostrando meus fundos). Eu acho o preço salgado para uma calcinha, mas recomendo porque é confortável demais e, por secar depressa, chega a dispensar a lingerie extra.

 

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E esta foi a lição de hoje, amiguinh@s!

Um abraço e vamos pedalar!