Tipos de Bicicleta – O que é uma bike fixa

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Marcada pela simplicidade, elegância e mecânica diferenciada. Foto: Bitelli Bikes

Quando uma pessoa resolve se tornar ciclista urbana, geralmente procura por bikes que proporcionem um deslocamento mais confortável e que minimize o esforço. Pois é, mas existe uma galera que vai na contramão disso, e adere a uma bicicleta que precisa que o ciclista pedale o tempo todo. Quando para de pedalar, a roda para junto. Então: adeus, banguela! Essa é a bicicleta de roda fixa, ou bike fixa, como é mais conhecida. Suas principais características são a simplicidade no design e mecânica, resistência das peças e o fato de as rodas girarem sempre junto com os pedais, inclusive para trás. Sim, é possível pedalar de ré.

A Mara Oliveira é mecânica de bicicletas e socioproprietária da Bitelli Bikes, bicicletaria especializada em bikes urbanas e fixas aqui em Fortaleza, e é uma fixeira apaixonada. Ela garante que existe uma mágica na bike fixa. “Quem utiliza esse tipo de bicicleta não tem vantagens relacionadas ao deslocamento, porque é preciso aprender a controlar a bike, e tem a questão de não parar de pedalar. Mas com certeza é um pedal mais divertido e que faz te sentir muito mais conectado com o veículo”, conta.

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Mara Oliveira e sua bike fixa

Eu já dei algumas voltas na fixa da Mara e de outras pessoas em eventos como a Escola Bike Anjo e achei muito interessante a sensação. Por não estar acostumada, senti bastante medo nas primeiras vezes, e claro, me cansei bastante pondo força para manter os pedais girando o tempo todo. E isso num espaço pequeno, uma pracinha, né? Imaginem só fazer um percurso inteiro numa bicicleta dessas? “Quem for preguiçoso vai deixar de ser pedalando na fixa, porque ela te força a pedalar mais, e cada vez mais rápido. É uma bicicleta que te motiva”, explica.

O que faz a bike fixa ter essa conexão contínua do giro dos pedais com a roda é o fato de ao invés de possuir um sistema de catraca, que é o que permite fazer uma banguela, ela tem um pinhão. “É como se fosse uma catraca travada”, explica. Assim, numa descida, por exemplo, quando costumamos ficar com os pés parados controlando a velocidade da bicicleta com os freios, na bike fixa os pedais não param de girar em nenhum momento. Embora assim as pernas do ciclista não parem, o que parece cansar bastante, por outro lado dessa forma é possível controlar a velocidade da descida para uma correspondente à vontade de quem está conduzindo a bicicleta.

Freios

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O freio é muitas vezes dispensado pelos fixeiros. Foto: Bitelli Bikes

Como se não bastasse a ideia de pedalar o tempo todo, que já causa bastante estranhamento em quem não conhece a fixa, segura essa: Muitos fixeiros optam por pedalar sem freio! Ou melhor, sem as manetes de freio, aqueles gatilhos que apertamos para parar a bicicleta. “Na bicicleta fixa, o movimento dos pedais para trás e em seguida parar de pedalar, ajuda a travar as rodas da bicicleta, o que funciona como um freio. Então o próprio pedal é um freio”, explica Mara. O que pode parecer perigoso acaba refletindo num uso mais cauteloso da bicicleta. “Como a parada com a fixa não é tão súbita como as das bicicletas de roda livre, dificilmente um fixeiro vai arriscar manobras que não vai conseguir. Alcançar um sinal verde antes que feche, por exemplo, é algo que ele não vai fazer se não tiver certeza de que vai conseguir”.

Ela lembra que para se acostumar com o jeito de pedalar nesse tipo de bicicleta é preciso tempo e provavelmente problemas vão acontecer. Tanto que traz consigo duas cicatrizes grandes na barriga e ombro, resultado de uma queda ocasionada simplesmente porque o pé escapou certa vez do pedal e encostou no chão.

Mas nem isso a fez desistir do estilo e mais: a levou a aprender mais sobre mecânica para que pudesse fazer os ajustes na própria bike e, posteriormente a abrir a bicicletaria especializada. “Muitos mecânicos nem sabiam o que era uma bicicleta de roda fixa. Além disso, as peças eram muito difíceis de achar e a comunidade fixeira se juntavam para comprar tudo pela Internet. Aqui a gente faz ajustes e disponibiliza várias peças e ferramentas”, conta. A bicicletaria também conta com vários modelos de bicicletas de roda fixa à venda. E dá até para tomar uma cervejinha bem gelada ou outra bebidinha enquanto escolhe.

Cores

Como as bicicletas de roda fixa costumam ter menos coisas instaladas (marchas, freios, etc), o visual clean se tornou uma de suas características. A ideia é que quanto menos coisas instaladas, melhor. E se falta acessório, sobra estilo na hora de escolher as cores, que muitas vezes são vibrantes e cheias de personalidade. “É comum pessoas começarem a usar a fixa por acharem a bike bonita. E elas são lindas mesmo” declara a fã do estilo.

O preço de uma bike fixa de entrada (que você pode ir aperfeiçoando com o tempo) varia entre mil e R$ 2 mil. Ela já vem pronta e o ideal é que o fixeiro compre uma do seu tamanho certinho, para evitar dores nas costas e outros problemas. Para isso, Mara recomenda um bike fit, teste que ajuda a descobrir as medidas corretas do quadro para cada tipo de pessoa. Também é importante comprar a bicicleta num local especializado porque a fixa precisa de peças muito resistentes, para aguentar a tração da aceleração e desaceleração constante.

Gostaram? Vocês acham que encaram uma pedalada numa fixa? Se querem saber mais sobre outro tipo de bicicleta, não deixem de acessar também o post que explica direitinho o que é uma bicicleta urbana!

Um abraço e vamos pedalar!

Serviço

Bitelli Bikes

Endereço: Rua Livio Barreto, 528 A, Dionísio Torres, Fortaleza-CE.
Telefone: 085 98848-5348
Horário de funcionamento: De terça à sabado 13h às 20h e domingo das 10h às 16h.
Bitelli no Facebook: facebook.com/BitelliBikes

Publieditorial.

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Look Cycle Chic – Escola Bike Anjo de fevereiro

Ontem fui conferir a Escola Bike Anjo, na praça Luiza Távora, que fica na avenida Santos Dumont. O evento acontece todos os meses e tem o objetivo de ensinar pessoas de todas as idades a pedalar. Foi por meio dele que consegui dicas que me ajudaram a escolher minha bicicleta. Gosto de ir para trocar ideia com outros ciclistas urbanos e também para levar a Shamira para que outras pessoas experimentem o modelo e a usem em suas primeiras lições no selim. É minha forma de retribuir a ajuda que recebi e ainda recebo dos Bike Anjos, que sempre esclarecem minhas dúvidas pela Internet.

Para ir ao evento, montei um look inspirado no filme Comer, Rezar, Amar. Quando a personagem da Julia Roberts vai morar em Bali, um lugar quente pra dedéu, a bicicleta se torna seu meio de transporte. Vestida com simplicidade e roupas super fresquinhas, ela percorre os lindos cenários da capital da Tailândia e ainda conhece o personagem do Javier Barden, um brasileiro charmoso que fala português de um jeito que não convence.

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A bata de cor super vibrante (presente da sogra ^^) é ótima pois o tecido é leve e não fica colado ao corpo, fazendo com que o suor evapore mais depressa e evitando aquelas manchas feias de umidade.  Roupa soltinha assim promove circulação de ar, um alívio durante as pedaladas.

Por baixo da bata usei um short branco de tecido também leve. Na volta percebi que a pele da parte interna da minha coxa ficou irritada devido ao contato com o selim. Isso pode ter acontecido porque o short estava curto e ainda subia durante os movimentos, ou ainda, por causa do calor e suor. Vou testar a peça mais vezes e ver se foi isso mesmo, ou, se a irritação apareceu porque pedalei demais sábado e ontem (não é por nada não, mas foram uns 50 km no total #beijonoombro), ambos os dias de short curto.

A rasteirinha presa nos pés complementou o look. É bom evitar calçados soltos, pois podem escapar durante a pedalada. E cair de short branco nunca na galáxia, né gente? Nos cabelos, minha bandana de algodão, fiel companheira que segura a umidade do cabelo e também do rosto. Sem ela, percebo que a maquiagem dura menos e o rosto fica mais oleoso.

E vamos às fotos do EBA de fevereiro.

A estudante Mara Oliveira e sua bike de roda fixa

A estudante Mara Oliveira e sua bike de roda fixa

Bike Anjo trabalhando

Bike Anjo trabalhando

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Estilo define.

De bike casamiga

De bike casamiga

Aprendendo a pedalar na Shamira

Aprendendo a pedalar na Shamira

A jornalista Anna Cavalcanti aprendendo a pedalar na Shamira

A jornalista Anna Cavalcanti também aprendendo a pedalar na Shamira

E pegou o jeito rapidinho!

E pegou o jeito rapidinho!

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Domingo bom para andar de bicicleta

A Maria Tereza Leite trouxe as filhas Maria Emília Schetinni e Ana Carolina Leite para aprenderem a pedalar

A Maria Tereza Leite trouxe as filhas Maria Emília Schetinni e Ana Carolina Leite para aprenderem a pedalar

Aproveitei para dar umas voltas na bike fixa da Mara

Aproveitei para dar umas voltas na bike fixa da Mara

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Pedale… e sorria!

Se você quer aprender a pedalar, ou quer conhecer gente fina, elegante e sincera, fique atento ao grupo do Massa Crítica e à página da Ciclovida no Facebook. O próximo encontro está previsto para o 2° domingo de março na Praça Luiza Távora, na avenida Santos Dumont.  Também vou postando novidades por aqui.

Um abraço, e vamos pedalar!