Começam os preparativos para o II Fórum Nordestino da Bicicleta em Fortaleza

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(Foto: Ju Brainer. Retirada do Prefiro ir de Bike)

Oi, people! Seguinte: o post de hoje é uma convocação! Acontece que o II Fórum Nordestino da Bicicleta (FNEBICI) já tem data e local marcados! Será na minha amada e ensolarada Fortaleza, de 11 a 15 de novembro deste ano. E como um evento desse porte exige muito trabalho e organização, as reuniões já começaram e precisam ter a máxima participação de ciclistas de todos os estados nordestinos, como uma forma de garantir pluralidade nas falas e claro, o fortalecimento da bicicleta na nossa região.

“É importante pois podemos olhar e conhecer melhor nossos vizinhos e dessa forma podemos entender as ações e realidades de estados mais próximos da gente. É também uma etapa importante de reconhecimento e empoderamento a partir do momento em que ouvimos vozes e experiências parecidas com as nossas”, comenta Daniel Neves, conselheiro fiscal da Ciclovida e responsável pela Comissão de Comunicação e Design do Fórum.  A Ciclovida (Associação dos Ciclistas Urbanos de Fortaleza) está à frente da organização do evento em 2016.

Assim como no ano passado, sete estados estão participando da construção do Fórum. Mas Daniel faz um chamado especial ao Maranhão e Piauí. “Atualmente estamos buscando associações, coletivos e ciclistas desses estados, pois sentimos falta de sua presença no primeiro encontro”, diz. Atualmente, há quatro comissões onde é possível contribuir: Programação, Comunicação, Estrutura e Financeiro.

Segundo Daniel Valença, coordenador geral da Ameciclo (Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife), organização que tocou o evento em 2015,  a atuação dos cearenses no ano passado representou uma grande contribuição para o Fórum. Para ele, o FNEBICI marcou a capital pernambucana e o cicloativismo regional. “Pudemos trocar informação com outras associações e descobrir que não somos os únicos com problemas parecidos. Também foi possível aprender com as pautas que foram colocadas e também com o grande esforço voluntário, que é sempre recompensador”, avalia.

Para entrar no time que está organizando o Fórum, basta entrar no link da lista de emails  e solicitar participação na construção do evento. E vale a pena também curtir e seguir o evento nas redes sociais para não perder nenhuma novidade!

II FNEBICI – Fortaleza

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Um abraço e vamos pedalar!

 

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Vlog de Bike – Levando Shamira para Recife!

Oi, pessoal! Vocês já devem estar sabendo que no mês passado participei do primeiro Fórum Nordestino da Bicicleta 2015 (FNEBICI), que aconteceu em Recife. O que vocês não devem estar sabendo é que eu fui pedalando até o Aeroporto Pinto Martins. Lá, embarquei Shamira e ao chegar em Recife fui pedalando até o local da minha hospedagem, aproveitando para conhecer um pouco da cidade. E aí que eu preparei um vlog para mostrar para vocês como foi essa aventura! Tomara que gostem!

E já vou adiantando o pedido para que vocês se inscrevam no canal do blog no You Tube, curtam, comentem e compartilhem o vídeo. 🙂

Como contei no vídeo, saí de casa muito cedo, e valeu a pena. Porque a verdade é que foi bastante cansativo embalar a Shamira e não precisar de pressa foi fundamental. Só lamento não ter providenciado os plásticos no dia anterior ao da viagem. Já tinha pedido para que uma oficina guardasse para mim e achei que seria tranquilo pegar as embalagens a caminho do Aeroporto. Porém, ao chegar lá, o material ainda não tinha sido separado e a oficina estava muito cheia. Isso fez com que eu deixasse o Daniel me esperando, pois demorei mais do que esperava na oficina e também pedalei mais devagar que o normal, por causa do peso da bagagem. Assim, mesmo me programando para sair cedo, ainda tive esse imprevisto.

 

E a propósito, a volta de Recife para casa foi beeeeem diferente! Em breve, post contando tudinho para vocês!

Um abraço e vamos pedalar!

FNEBICI 2015 – Minhas impressões sobre o trânsito de Recife

Foto de Ênio Paipa

Nosso grupo, poucos minutos após sair do aeroporto de Recife

Como vocês já devem saber, recentemente estive em Recife para participar do primeiro Fórum Nordestino da Bicicleta (Fnebici). Passei quatro dias na capital de Pernambuco utilizando a Shamira como meio de transporte, e nesse tempo tracei algumas impressões sobre o trânsito da primeira capital onde pedalei, fora Fortaleza, e a maneira como ela trata os ciclistas.

Saí do aeroporto em um horário próximo do de pico, no final da tarde, e um Bike Anjo local, o querido Ênio Paipa, aguardava a mim e outro participante do Fórum, junto com um cicloativista de outro estado. O grupo formado por quatro pessoas pedalaríamos pela praia de Boa Viagem até a região do Centro, num pedal planejado para já irmos conhecendo Recife.

Já a poucos metros do aeroporto, um viaduto surgiu à nossa frente e com ele o primeiro desafio para mim, que evito viadutos em Fortaleza não só pela impaciência dos motoristas, mas principalmente por ter medo de altura. E não tive como pensar muito, o jeito foi seguir pedal acima: Na maior parte das vezes não há como evitar viadutos e pontes na cidade pois nem sempre (ou nunca?) há opção de passar por baixo ou escolher uma rua alternativa. E la fui eu, com medo mesmo e amparada pelos ciclistas experientes que me acompanhavam.

Nas ruas e avenidas pelas quais passamos até chegar à ciclovia que acompanha a orla de Boa Viagem, observei o quanto os motoristas de Recife buzinam. Não sei se tive essa impressão por estar reparando em tudo, mas cheguei a pensar que eles usam a buzina até mais que os motoristas  de Fortaleza. O carro à frente demorou um segundo para arrancar no sinal verde? Buzina. Ciclista “atrapalhando”? Buzina. Chegou o verão? Buzina. Isso irrita muitíssimo e dá ao trânsito um imenso tom de hostilidade.

Já anoitecendo e depois de sair da ciclovia da Boa Viagem, o trânsito começou a ficar mais denso e violento. O que mais me surpreendeu foi a forma como as vias da cidade são organizadas e a velocidade dos motorizados. É mais ou menos assim: Você está numa avenida rápida e de repente, numa curva, ela desemboca numa via de quatro pistas ou mais, e também rápida. E lá vai o grupo de ciclistas, acompanhando o fluxo, se juntar aos carros nas faixas do meio, já que nem sempre é possível chegar às faixas dos bordos de cara.

Fiquei muito assustada, porque estava numa cidade diferente da minha e por isso não sabia o que esperar. Aqui em Fortaleza, evito ao máximo esse tipo de via (já cheguei a ficar paralisada ao tentar atravessar a Engenheiro Santana Junior por causa dos túneis). Geralmente paro, espero o sinal fechar e utilizo faixas de pedestres para ganhar vantagem dos carros e acessar as pistas de forma mais tranquila. Ou ainda, já sei o que me espera à frente e já vou preparada, sinalizando com as mãos e me posicionando na faixa. Mas em Recife, cada curva era uma surpresa e quase nunca havia faixas de pedestre, semáforos e calçadas para ajudar.

Finas, muitas finas

Logo na primeira noite em Recife, ainda com a bagagem na garupa da Shamira, já recebi muitas ameaças no trânsito. Muitas finas e uma explicitamente de propósito, uma manobra de uma saveiro toda adesivada de uma empresa (ou seja, motorista profissional) que tentou encostar o retrovisor na bicicleta para me derrubar ou assustar. O mais louco é que em Recife tem umas ciclofaixas TEMPORÁRIAS pintadas no chão! Elas só funcionam aos domingos e feriados, mas permanecem na pista nos demais dias da semana, diferente das ciclofaixas de lazer de Fortaleza, que são construídas com cones e saem após o final do evento. Estávamos usando essas ciclofaixas mesmo não sendo fim de semana e isso provocou a ira de muitos motoristas, que abusavam das finas. Depois sai post especificamente sobre essas ciclofaixas imaginárias.

As ameaças me assustaram. Claro que já passei por isso em Fortaleza, mas por ter recebido tantas finas e buzinas em um curto intervalo de tempo, tive a impressão de que em Recife os motoristas são mais hostis que em Fortaleza. E também de que eram todos assim.

E lá se vai mais um dia…

Só que estava enganada. No dia seguinte, pedalei sozinha algumas vezes. Confesso que saí um tantinho ansiosa, por medo de me perder (e me perdi) e ainda com as buzinas e finas na lembrança. Mas aí me deparei com um Centro lindamente arborizado, uma temperatura amena, lindos prédios antigos, a vista para o rio, as belas pontes que cortam o Capibaribe, paredes grafitadas, a visão do mangue… e muitos motoristas gentis. Vários deles me deram a preferencial, esperaram que eu entrasse nos cruzamentos antes deles, ou que eu passasse antes que saíssem das garagens e estacionamentos. Se as buzinas na noite anterior eram de impaciência, à luz do dia recebi várias suaves e curtinhas, junto com gestos de “pode passar” e sorrisos no rosto.

Juntando isso tudo ao lindo sotaque de Recife, que ouvia a cada vez que eu pedia informação, com seus “tís” e “dís” livres de qualquer chiado e o “visse” no final das frases, que parece uma beijo na bochecha, percebi que na noite anterior tinha ouvido apenas uma breve parte da sinfonia que é aquela cidade. E o que é uma cidade senão uma grande música cheia de tons e nuances diferentes? Sim, ainda há notas desafinadas e instrumentos precisando de ajustes. Mas como fazemos todos parte daquela grande orquestra (eu mesma tive minha participação durante esses dias) cabe a nós irmos afinando nossos instrumentos e tocando nossa parte da melhor forma possível. E no fim, podemos juntos alcançar o frevo perfeito. E quem sabe até com uma dose generosa de maracatu, mangue beat e um forrozinho cearense, acrescentado por uma ciclista gaiata e forasteira que eventualmente visite a cidade.

 

Um abraço e vamos pedalar!

Entre irmãs e irmãos – Fórum Nordestino da Bicicleta

De Bike na Cidade FNEBICI 2015 Recife Bicicleta Sheryda Lopes (9)

Foto: FNEBICI 2015

Já falei muitas vezes sobre a minha história com a bicicleta e sobre o quanto precisei de tempo para amadurecer e quebrar barreiras até que, efetivamente, começasse a pedalar. E desde que Shamira entrou na minha vida, as coisas vem mudando muito, tanto na minha relação com a cidade quanto naquela que tenho comigo mesma. Em 2015 estou zerando a vida: conheci mulheres da minha cidade que pedalam e se apóiam. Conheci Aline Cavalcante, cujos escritos e ações me ajudaram no tempo em que ainda sonhava com pedais. E na semana passada tive a honra de viajar para Recife para o primeiro Fórum Nordestino da Bicicleta, para falar sobre a experiência sensacional das Ciclanas aqui em Fortaleza e contar um pouquinho da minha própria história. Lá, conheci ainda a Renata Falzoni, uma jornalista e ciclista urbana que admiro bastante.

Foram quatro dias trocando ideias com cicloativistas nordestinos e alguns de outras regiões. E como foi bom estar ali, ouvindo aqueles sotaques diferentes do meu mas que traziam todos uma essência de Nordeste. Eram depoimentos e reflexões relacionadas ao uso da bicicleta, como já havia lido tantas vezes nos blogs do Sul e Sudeste que me informaram muito e continuam me informando. Mas, desta vez, eram relatos onde me identificava por causa do clima e da cultura. Senti que estava entre os meus. E minhas! Siiiim! Quantas mulheres nordestinas arretadas, guerreiras, descendentes de tantas outras nordestinas que fizeram sua luta nesse nosso chão, que seja rachado pela seca, molhado pelo mar ou pela lama do mangue, ou ainda, cujos pés subiram e desceram nossas serras enfrentando o machismo, tão intenso e cruel na nossa região. E quantas não pedalam, nesse Nordeste? Pois bem, fomos pauta e fizemos pauta nesse primeiro Fórum! E juntas, escreveremos história que orgulharão nossas netas. Parafraseando Ivânia de Alencar, bruxas de nós mesmas, sim!

E que mulheres loucas para mobilizar! Fala-se em Ciclanas em outros estados! Fala-se em construir debates, pedaladas, coletivos ciclofeministas regionais e nacionais! Nossas fitinhas inspiraram e viajaram para a Bahia, Paraíba, Sergipe… Enfeitam bicicletas cujas donas vão colocar a boca no trombone e o dedo nessa ferida aberta e fedida que é o machismo, presente até mesmo na fala de alguns homens que afirmam pedalar pelo direito à cidade. Ah, mas não esquecendo também dos companheiros dispostos a refletir sobre seus próprios privilégios e fortalecer o debate.

E falamos também da bike na periferia, refletindo sobre a invisibilidade de tantas bicicletas velhas e enferrujadas que carregam pessoas e sustento todos os dias. Esse Fórum representou passos dados rumo a um Nordeste que já anda de bicicleta desde que o mundo é mundo, e que agora pedala rumo a um diálogo cada vez mais transversal.

E no ano que vem, Fortaleza vai sediar a segunda edição do evento! Quero ver esta capital cheinha de cor! Quero ver quem faz o melhor baião de dois e que novidades vão enriquecer nossa cidade. E quero receber meus irmãos e irmãs nordestinas tão bem quanto fui recebida lá em Recife.

2016, chega logo que a gente já está se coçando para dar o grau aqui!

Um abraço e vamos pedalar!

Estamos de volta!

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Pessoal, quanta coisa linda Shamira e eu vimos nos últimos dias. Chegamos ontem em Fortaleza e com muita vontade de ficar por mais tempo e tentar beber mais dessa terra que é Recife. Estou inebriada ainda e doida para contar muitas coisas para vocês. Porém, ainda estou cansada da viagem e preciso respirar e organizar todo o material. Por hora, agradeço a Pernambuco por me receber e agradeço também a todos e todas as cicloativistas, amigos e anjos que surgiram em meu caminho e que ajudaram a concretizar essa jornada. E que vontade de pedalar por novos estados, gente! Shamira e eu estamos famintas por novos horizontes!

Então, aguardem por mais notícias dessa viagem que eu volto logo, visse?

Um abraço e vamos pedalar!

Rumo a Recife – Fórum Nordestino da Bicicleta

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Gente, tô super emocionada! Amanhã embarco para Recife para o Fórum Nordestino de Bicicleta. Só isso já me deixa feliz pra caramba, já que é a primeira vez que participo de um evento como esse ligado a bikes (já participei de outros fóruns, com outros temas, e foram experiências enriquecedoras) e também é a primeira vez que visito Recife, cidade da qual falam tão bem. Mas some a isso o fato de que, além de serem quatro dias de palestras, painéis, exibição de filmes, entre outras atividades, haverá uma roda de diálogo sobre  o Papel da Bicicleta na Emancipação Feminina! E adivinhem quem recebeu a honra de participar dessa atividade, representando as Ciclanas? Eu!

Gente, conhecer mulheres de Fortaleza que pedalam, Aline Cavalcante, mulheres de outros estados nordestinos, Recife, tudo no mesmo ano, é muita emoção para este coração feminista bicicleteiro! Quero muito agradecer à Ciclovida por ter disponibilizado as duas passagens ofertadas pela organização para que mulheres daqui de Fortaleza pudessem participar (sem isso eu provavelmente não teria como ir), às Ciclanas por permitirem que eu nos represente e também à Valéria Pires, a ciclista de Recife que vai me hospedar durante esses dias. Obrigada mesmo!

E aproveito também para agradecer antecipadamente ao Ênio Paipa, Bike Anjo de Recife que conheci aqui no mês passado, por ir me buscar no aeroporto. Siiiim! Eu vou pedalando para o Aeroporto daqui, vou levar Shamira, e vou sair pedalando do Aeroporto de Recife!! Geeente, que emoção! Shamira vai voar! Tô muito ansiosa por essa experiência! Já andei treinando com o marido como desmontar algumas partes da bicicleta e tudo, caso seja necessário. Torcendo para não precisar tirar os pedais, já que não consegui fazer isso. ^^’

Shamira semidesmontada!

Shamira semidesmontada! O canal Chave Quinze me ajudou muito. Super vale a visita! (Foto do meu Instagram)

E eu espero produzir conteúdo para o blog sobre o que vai rolar nesses dias, mas não sei se vou conseguir fazer isso lá ou só quando voltar. Então, tenham um tantinho de paciência e, se quiserem me acompanhar em tempo real, sigam-me no Instagram que eu provavelmente vou postar muuuita fotinha! Meu perfil é @sherydalopes.

Ah, e para quem não for participar do evento (se você vai e conhece o blog, não deixa de falar comigo por lá, por favor), dá uma olhadinha na programação e fala o que vocês mais acharam interessante e gostariam que eu comentasse. Assim posso tentar dar uma atenção especial a esse tema. 😉

Fórum Nordestino da Bicicleta

Site: www.fnebici.com.br/

Facebook: facebook.com/fnebici

Então, até logo!

Um abraço e vamos pedalar!