Vi de Bike – Luiz Carlos Lima

Vi de Bike Luiz Carlos Lima blog de bike na cidade Fortaleza Sheryda Lopes

Mais um encontrinho no cotidiano em Fortaleza.  Desta vez eu estava passando em frente a um depósito de construção quando vi este senhor de macacão e todo sujo de tinta saindo do estabelecimento. Achei a bicicleta vermelha dele muito fofa, e resolvi conversar um pouquinho e pedir a foto. O papo foi muito rápido porque era meio-dia, o sol estava de matar e, obviamente ele estava indo para casa almoçar depois do primeiro expediente do dia.

O nome dele é Luiz Carlos Lima, tem 52 anos e é trabalhador da construção civil. Há mais de dez anos, a bicicleta é seu principal meio de transporte (na verdade ele nem lembra mais quando começou a pedalar). É nela que cumpre o trajeto de cerca de três quilômetros por viagem até a obra em que está trabalhando no momento. Para outros compromissos que envolvem distâncias curtas, ele também vai pedalando.

Ele disse que adora pedalar e acha que é o melhor modo de deslocamento, mas ainda tem medo de percorrer distâncias maiores. Entre as principais vantagens do uso da bicicleta, ele afirma, sorrindo, que é manter a forma física em dia. “A gente faz regime”, diz.

Eu gosto muito desses encontros com esses trabalhadores porque me mostram que o discurso de que a bicicleta na cidade é “modinha” não passa de balela. É algo que, na minha opinião, parte de quem não enxerga os entregadores de compras dos bairros, os feirantes, os tios e tias do salgado com suco, e tantas mães e pais que desde que o mundo é mundo vão deixar os filhos na escola pedalando. Essas pessoas merecem ser vistas, merecem infraestrutura adequada, merecem que os motoristas mantenham a distância segura deles quando vão ultrapassá-los. E merecem muito, muito respeito.

Ah, esse não é o primeiro trabalhador da construção civil que passa aqui pelo blog. Lembram do dono dessa Monark Barra Circular estilosa?

Um abraço e vamos pedalar!

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Look de Bike – Como escolher um sapato para pedalar

Quando comecei a pedalar, basicamente observava e tentava adaptar as peças de roupa que já tinha para andar de bicicleta. Com o tempo, ao ter a chance de comprar roupas novas, comecei a escolher as peças de acordo com os materiais e estilos, para que ficassem bem Cycle Chics. Da mesma forma, isso acontece com meus sapatos e sandálias.

Por exemplo: sempre fui fã de sapatilhas. Acho que são muito básicas, bonitas e confortáveis, além de excelentes coringas. Não sei se só eu faço isso, mas como não tenho muita grana para encher o guarda-roupa, compro o máximo possível de peças básicas e baratinhas, para poder montar muitos looks variados. Nesse sentido, as sapatilhas são perfeitas.

Só que aí comecei a perceber que algumas sapatilhas estavam me deixando tensa e com o pé dolorido após a pedalada. E justamente as que eu acho mais bonitas, aquelas que deixam bastante colo do pé à mostra.

O que observei: quando o calçado não está bem preso no pé, mas bem preso mesmo (o que não quer dizer apertado), instintivamente eu faço força para mantê-lo no lugar. Como o movimento da pedalada leva, naturalmente, à flexão do tornozelo, isso acabava desgastando a articulação e deixando os músculos tensos e doloridos. Sem falar no risco de o sapato escapar no meio da pedalada, causando uma queda.

Aí no fim de semana, quando fui comprar um sapato novo para a pedalada ciclochique pelo Mês da Mobilidade 2015, percebi que faço um teste na hora da escolha. O engraçado é que eu nunca tinha notado que fazia isso! rsrsrsrs Resolvi então fotografar e mostrar para vocês, pois pode ajudá-los na hora da compra.

Teste De Bike na Cidade de qualidade

Primeiro sapatinho testado: uma alpargata Moleca fofíssima

Primeiro sapatinho testado: uma alpargata Moleca fofíssima

É o seguinte: calço o sapato ou sandália e em seguida faço uma “ponta”, alongando o pé, que nem uma bailarina. Isso é para testar se o sapato vai machucar o calcanhar. Vejam na imagem abaixo:

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Pé direito fazendo ponta

Em seguida, flexiono bem o tornozelo. É como se apontasse para o joelho com o dedão do pé, sabe? Se o sapato ou sandália escapar no calcanhar, aí ele não vai morar lá em casa. Muito simples e acho que também vale para quem vai apenas caminhar com a nova peça.

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O sapato escapou no calcanhar, então: reprovado!

Também observo o material do qual o calçado é feito. Se for muito rígido, pode causar calos. O ideal é que seja feito de um material bem macio e fofinho, que trate seu pé com todo o amor do mundo. Observe também se a cobertura do calçado é delicadinha demais, porque isso pode causar arranhões em sua superfície quando você encostar no pedal da bicicleta. Materiais foscos, por exemplo, disfarçarão melhor possíveis arranhões que os envernizados. Da mesma forma, sapatos estampados ou mais escuros não vão deixar manchas de lama ou graxa tão aparentes. Já os sapatos de tecido são confortáveis, mas podem ficar sujos muito rápido.

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Sapatinho lindo, estilo boneca e com tornozeleira

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Só que o material era muito rígico, e percebi que ia machucar meus pés. :/ Reprovado!

Salto alto

Mesmo para caminhar, eu nunca gostei muito de salto alto. O que posso dizer é que é possível sim, pedalar de salto, mas aconselho evitar aqueles tipo agulha fininhos porque eles podem ficar presos nas frestas do pedal da bicicleta. Já os saltos quadrados, anabela e plataforma, podem evitar esse acidente e deixar a pedaleira ou pedaleiro mais confiante na hora de parar e pôr o pé no chão, sem perder o equilíbrio.

Também aconselho evitar os sapatos de bico fino, pois eles aumentam a pressão nos dedos, machucando bastante. Mas isso é dica de quem não é acostumada a usar salto, gente. Pode ser que haja meninas e meninos que usem e que conseguem lidar com essas características. Aliás, se alguém assim estiver lendo este post, favor deixar seu testemunho aí nos comentários!

E eu meio que me contradisse um pouco na minha escolha! hahaha Acabei levando um sapato de salto baixo da Beira Rio, que é muito confortável, me calçou muito bem… mas é bege e envernizado! rsrsrsrs Comprei porque não resisti e acho que vai integrar um monte de looks bonitos. Além disso, conheço essa coleção porque tinha uma sapatilha vermelha dela, e que eu usei por muito tempo, até a sola arrancar. A cobertura do sapato, apesar de envernizada, é bastante resistente. Ainda assim, estou pensando em um modo de protegê-la quando for sair de bicicleta calçando o sapatinho novo. Mas essa dica fica para outro post. 😉

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Na hora da ponta, ele não machucou o pé

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Ao flexionar o pé, ele não escapou! Aprovado!

E vejam o Look que usei para o pedal ciclochique, já de sapatinho novo! Fotografei no banheiro de um estabelecimento porque troquei de roupa lá. E como estava com muito medo de que chovesse, minha maquiagem era apenas pó translúcido, delineador, blush e batom. Caso me molhasse, o derretimento viria com menos prejuízo!

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ciclochique-2

Os outros ciclistas chiques que fizeram parte da pedalada. Saiu até no Tribuna do Ceará!

A propósito, o pedal ciclochique foi uma ação da Ciclovida para chamar a atenção para o Mês da Mobilidade 2015. Está rolando uma campanha no Catarse, ainda não conseguimos nem metade dos recursos necessários e faltam só 10 dias para a campanha acabar. Se não conseguir a meta, que é R$ 6 mil, a Associação não receberá nem um tostão do dinheiro doado. Tem inclusive o orçamento dos eventos na campanha, para todos saberem para quê, exatamente, estão doando! Então, coce os bolsos e ajude com a quantia que puder! Compartilhe a campanha com seus amigos e vamos fazer um setembro bapho! E rápido! Isto não é um treinamento! Repito: isto não é um treinamento!!

Um abraço e vamos pedalar!

E contribuir!

Eventos – Oficina de bike para mulheres, Eba Castelão e Carimba o Carimbó

Amanhã tem tanto evento legal aqui em Fortaleza que você vai ficar em dúvida sobre para qual ir. Eis algumas das opções (se souber de mais algum, fique à vontade para escrever nos comentários):

 

Oficina de Bike • Coletivo Ciclanas

Oficina coletivo CIclanas

Mais um evento fruto da maravilhosa mobilização entre as mulheres que pedalam aqui de Fortaleza. Gente, sério, pense numas guerreiras, viu? Inclusive, já temos um nome: Coletivo Ciclanas. Não é fofo? ^^

A oficina amanhã vai ser em parceria com o Estar Urbano, uma iniciativa super legal que promove integração urbana aqui em Fortaleza.

Oficinantes: Valéria Brayner e Aspásia Mariana.

Oficina de bike sobre como consertar e dar manutenção na sua própria bicicleta, ministrada pela Valéria e pela Aspásia, que fazem parte do grupo ” Ciclanas – Mulheres de bike no transito de Fortaleza!”. O evento também é uma oportunidade para uma roda de conversa e trocas de experiências com mulheres que utilizam a bicicleta como meio de transporte no dia a dia. A oficina é para pessoas de todas as idades!

TRAGAM SUAS BIKES! Assim fica mais fácil de aprender o que a Valéria e a Aspásia vão ensinar! ♥

Horário: 9h.

Onde: Parklet Beira Mar.

Mais informações: Evento no Facebook.

 

Carimba o Carimbó

Carimba o carimbó

Não lembro a última vez em que joguei carimba (acho que em alguns estados o nome dessa brincadeira é queimada) ou bandeirinha, que eram minhas brincadeiras preferidas na infância. Com certeza amanhã será uma ótima oportunidade! E dessa vez eu não quero ser café com leite.

A ideia é movimentar os domingos e ocupar as ruas do BENFICA com aquilo que adorávamos fazer quando éramos criança, brincar na rua de diversas coisas: carimba, bandeirinha, sete vidas, etc. Aproveitando essa deixa, vamos embalar todas essas brincadeiras ao som do CARIMBÓ, matando uma larica com uma feijoada vegana e se refrescando com uma cerveja bem geladinha. Vai perder? Vem pra cá, traz os amigos, as amigas, papagaio, piriquito e formem suas equipes. Vem pro CARIMBA bailar um CARIMBÓ.

Horário: 12h.

Onde: BECO DOCE – Rua Instituto do Ceará, 146 – Benfica.

Mais informações: Evento no Facebook.

 

Escola Bike Anjo Castelão (EBA Castelão)

eba castelão

Mais uma chance de aprender ou ensinar a pedalar. Também é um evento maravilhoso para quem tem dúvida sobre como se comportar no trânsito e também sobre como escolher uma bicicleta.

Bike Anjos são ciclistas experientes e apaixonados pelo seu meio de transporte que ajudam pessoas que querem aprender a andar de bicicleta na cidade com mais segurança gratuitamente.

Venha aprender a pedalar ou tirar dúvidas!

PRECISAMOS DE VOLUNTÁRIOS!
Temos tido um crescimento considerável na quantidade de alunos por edição. Por favor, voluntarie-se para ajudar a ensinar! Basta já saber pedalar e ter vontade de ensinar para poder ser um Bike Anjo!

Basta aparecer às 16 horas que damos as instruções iniciais
Entre em contato conosco para mais informações.

Apoio:
Arena Castelão
Luarenas

Horário: 17h às 20h.

Onde: Arena Castelão.

Mais informações: Evento no Facebook.

E aí, já escolheu para onde ir? Então, chame a galera e aproveite!

Um abraço e vamos pedalar!

Não é só mais um look – saia azul plissada e camisa branca

Look Cycle Chic Saia azul plissada e camisa branca bordada (1)

Foto: Pâmela Soares

Depois de um tempinho sem pedalar, finalmente um look! Juro que estava com saudade de fotografá-los. Nesse a Shamira não aparece porque eu a deixei algumas noites na chuva e a corrente está enferrujada. ^^’ Aí peguei a Lanterna do maridão.

E vamos ao figurino. A saia vocês provavelmente já conhecem, pois é uma das minhas prediletas. Ela é feita de um tecido leve, que não fica úmido de suor, e permite que eu pedale tranquilamente. E para não ficar tão previsível e cara de colegial, escolhi uma camisa leve de algodão que ganhei da minha sogra e que tem uns bordados fofinhos (o diferencial é o bordado, entendeu?). Aliás, acho lindo esse trabalho, que antes só aparecia em pano de prato e chegou à moda por influência da Zuzu Angel. #diva

A camisa, além de dar uma cara de menininha vintage, é confortável. Muito leve e fresquinha, ela não fica úmida de suor. E quando fica (depois de tantos dias parada, acabei suando mais que o normal) seca rapidinho. Inclusive, nem usei blusinha regata por baixo, só mesmo um top de academia no lugar do sutiã. Também adoro a referência nordestina que ela resgata, de nossas feiras de artesanato.

Look Cycle Chic Saia azul plissada e camisa branca bordada (2)

Já a saia, é do meu modelo preferido, porque acho chique, clássica e muito extrovertida. Confesso que isso se deve, principalmente, porque as minhas referências para este look são de desenho animado e/ou quadrinhos. As meninas (e meninos também que eu sei) que curtem anime devem lembrar da Sailor Moon e suas amigas, né? Ninguém nunca-na-história-desse-país usou saia plissada (ou seria de pregas) com tanta competência e sem mostrar a calcinha como elas. Eu, que não tenho o poder do prisma lunar, boto um shortinho por baixo mesmo.

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Outra diva da ação é a Louis Lane, que no desenho exibido no SBT usava um terninho com uma saia muito chique e parecida com esse modelo. Bem apropriada para as pautas babado que ela cobria, voando por aí com o Super Homem. Gente, como mete o pé na carreira sempre que um alienígena aparece usando saia lápis? Difícil.

loislane

E a terceira referência desta blogueira é a Super Girl, que apesar de não ser minha heroína preferida, também usava saia que lembra uniforme colegial. Nunca esqueci do figurino da personagem, principalmente no filme dos anos 80 que era exibido no Cinema em Casa, no SBT. Lembram? Nos anos 90 o pessoal foi encurtando a roupa dela até que a coitada ficasse praticamente nua nos quadrinhos, acho que por isso prefiro o filme, com efeitos toscos e tudo.

supergirl

Super

Mas, por que será que, de repente vieram tantas referências desse tipo? Acho que porque no dia em que tirei essas fotos, tinha passado por maus bocados no trânsito, com direito a ameaças de motoristas de ônibus e fechadas de taxistas (nessa, inclusive, quase caí e me machuquei feio). Fiquei abalada, afinal, uso a bicicleta justamente na intenção de ter uma forma mais humana de me locomover e me relacionar com minha cidade. E por mais positiva que eu seja, tem horas que essas coisas abalam, não tem jeito.

Para piorar, soube que, na mesma semana, a querida Dani Roste, do Blumenau Bike Style, foi atropelada enquanto pedalava. Embora os ferimentos não tenham sido graves, como ela mesma relatou em seu blog, o fato em si foi bastante grave.

Mas, assim como eu, a Dani vai continuar com sua bicicleta gêmea da Shamira. Isso porque a gente sabe o que quer para nós e para nossas cidades. Mas não vou dizer para vocês que não é difícil engolir o medo e  a humilhação e botar a bike na rua de novo. Nessa hora, acho que temos que bancar super heroínas, vestir nossos looks e mostrar a que viemos e que temos direito sim, às ruas.

Espero que isso mude um dia, e que não seja mais necessário ter que bancar o super herói e sair como se tivesse de “enfrentar” outras pessoas no trânsito. Não acho que motoristas e ciclistas devam ser vistos como vilões uns dos outros, e sim parceiros por uma cidade mais pacífica e de um trânsito menos cruel. Inclusive, a bicicleta ajuda motoristas de ônibus e seus passageiros, afinal, um ciclista na rua é um assento livre a mais no ônibus lotado. Já pensou nisso?

Inclusive, saiu uma matéria esta semana sobre um treinamento pelo qual motoristas de ônibus aqui de Fortaleza estão passando. O objetivo é mostrar a eles como devem se portar próximos aos ciclistas e motociclistas e também saber como eles se sentem. Por coincidência, a empresa é a Vega, a mesma onde trabalha os dois motoristas que me ameaçaram nos últimos dias. Torcer para esse treinamento ser realmente efetivo e mais: que vire exigência para todas as empresas da cidade.

Esperança

Vivencio com muita frequência grandes exemplos de bondade e cortesia enquanto pedalo, e tenho certeza de que eles podem ser multiplicados. Inclusive, no mesmo dia em que sofri muitas violências, já à noite, enquanto voltava para casa, algo despertou de novo a esperança: Parei ao lado de um ônibus no sinal vermelho e vi que ele ia entrar à esquerda no próximo cruzamento, assim como eu. Estava tão desanimada, que ia desistindo de avisá-lo do meu trajeto (apesar de isso não ser necessário, afinal, a preferência era minha) mas acabei falando com ele.

Nesse momento, para minha surpresa, ele disse: “Tudo bem! Pode deixar que eu vou tomar cuidado! A GENTE TEM QUE CUIDAR UNS DOS OUTROS, NÉ”? Aí ele me disse para passar na frente, estacionou atrás de mim, esperou que eu completasse a curva e só depois passou, me protegendo dos carros que vinham atrás.

Já do outro lado da rua, dei tchau para o motorista que reaqueceu meu coração depois de um dia triste, e ele me deu tchau também, e ainda buzinou de leve. Aquela buzinada simpática, que às vezes não ouvimos diante de tantas que expressam impaciência e raiva no cotidiano.

“A gente tem que cuidar uns dos outros”. É desse projeto que participo e no qual creio.

Dani, querida, um grande beijo pra ti! Vamos seguindo.

E para vocês, queridos leitores, o de sempre, mas não menos importante:

Um abraço e vamos pedalar!

Vi de Bike – Rhuan Barkley

Vi de Bike Rhuan Barkley Blog De Bike na Cidade Sheryd Lopes (1)

Dia desses estava voltando de uma reunião quando encontrei o amigo Rhuan Barkley Moreira, 18, que há pouco mais de um mês  usa a bicicleta como meio de transporte para o trabalho e faculdade. Ele trabalha numa loja no Shopping Iguatemi e estuda Educação Física. O jovem mora no Antônio Bezerra e isso me deixa impressionada, pois é uma distância grande para quem começou  pedalar há tão pouco tempo, sem contar o trecho da Engenheiro Santana Junior, que tem viaduto e túnel, e por onde não sei passar. E além de pedalar de segunda a sábado para os compromissos, ainda utiliza a bike para lazer aos domingos. Haja pique.

O Rhuan é chapa mesmo, desses que aparecem do nada só para jogar conversa fora e partidas de War ou video game. Sempre nos divertimos muito lá em casa e foi super legal encontrá-lo em plena ciclovia, parar por uns minutinhos e bater um papo. Desses encontros que a bicicleta proporciona. 🙂

E como o tempo estava mega chuvoso (ainda não tinha recebido minha capa de chuva tipo poncho, nesse dia tinha improvisado com uma comum), o Rhuan estava usando uma proteção que nem essas de motoqueiro, com jaqueta de plástico e calça. Eu jurava que não dava certo pedalar assim, porque a calça prejudicaria os movimentos e poderia prender na corrente, mas Rhuan é guerreiro. Nos pés, chinela havaiana, para encarar o aguaceiro das ruas.

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A mochila vai por baixo da capa

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Sandália de borracha para encarar o chão molhado

 

E por que pedalar? Adrenalina, para ele, é uma das razões. “A sensação de liberdade e ao mesmo tempo aquela sensação de aventureiro no meio de carros, motos e ônibus. Gosto dessa minha nova fase como ciclista, ela faz com que eu me sinta ainda mais vivo e disposto a encarar o dia a dia”, conta o estudante que sempre quis pedalar, mas nunca tinha tido uma bicicleta. Agora que começou, quer superar mais e mais os próprios limites, percorrendo distâncias cada vez maiores. Só não vai brincar no trânsito e abusar dessa adrenalina aí, macho! Te cuida. #blogueiramãezona

Só quer ser o danadão

Só quer ser o danadão

Um abraço e vamos pedalar!

Confraternização da Ciclovida

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Me digam se esta imagem não é linda?

 

As discussões a respeito da bicicleta na cidade fervem nas redes sociais, mas a verdade é que eu raramente tenho a chance de conversar pessoalmente com as pessoas. As razões são várias, como falta de tempo, por exemplo. Por isso, aproveito sempre que posso encontrar outros ciclistas, pois são ocasiões em que me divirto muito e aprendo.

Há alguns dias surgiu uma dessas oportunidades: foi marcada uma confraternização da Ciclovida – Associação dos ciclistas urbanos de Fortaleza, justamente com o intuito de promover o encontro entre os bicicleteiros da cidade. A concentração foi na Praça do Ciclista, que fica em frente à Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), na avenida Aguanambi. Depois de bastante papo, seguimos para o bar do Arlindo, que fica ali pertinho, e que também foi ponto de concentração no Carnaval.

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Ainda na praça, fotografei os looks dos leitores Lucano e Rosana. Românticos e estampados ❤

Rosana veio direto do trabalho para o Encontro

Rosana veio direto do trabalho para o Encontro

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Bikes no Bar do Arlindo. Várias primas da Shamira

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Ciclistas na mesa. Nem conseguiam parar de conversar para a foto rsrsrsr

Foi muito legal. Conversamos sobre causos no trânsito, usar ou não capacete, pedalar ou não na contramão, acreditar ou não em astrologia e outras polêmicas. Todo mundo com um ponto de vista diferente a ser compartilhado e muitas risadas para distribuir.

Outro assunto que surgiu entre uma macaxeira e outra foi a questão das mulheres e a bicicleta. Sem dúvida estamos em menor número nas ruas, e muito disso deve-se às construções de gênero, que desde a infância nos ensinam que não podemos sair sozinhas, nos sujar, e que somos delicadas flores de candura que podem perder a honra em questão de segundos, bastando para isso sentar de perna aberta e dando brecha, por exemplo. Já estava conversando com algumas amigas sobre esse assunto, e nesse dia ele veio com força. A partir daí decidimos organizar algumas ações durante este mês, como forma de despertar nas mulheres e no restante da sociedade discussões sobre o quanto as opressões de gênero estão ligadas à (não) ocupação da cidade. Outras questões surgiram, como a LGBTT (alguém aí conhece uma travesti que pedale?) e a raça, o que mostra que a pauta da mobilidade urbana é um tema transversal.

E depois, volta para casa na cidade deserta e fria à noite, uma delícia. Bom para pensar sobre tudo o que foi conversado, rir das piadas que contamos e observar a paisagem da nossa capital.

Um abraço e vamos pedalar!