Documentário Pedal Delas estreia hoje, no Centro Dragão do Mar

Vamos pegar um cineminha? Logo mais, às 19h, tem exibição gratuita de cinco filmes realizados por participantes do projeto Cacto, da ong Fábrica de Imagens, como parte da celebração de seus 18 anos. Entre os filmes está o Pedal Delas, de direção da fofíssima Thais Marques, e para o qual eu dei uma entrevista. Foi um dia super legal, recebendo uma equipe cheia de energia positiva e falando sobre minha experiencia nas ruas, no blog e com as amadas Ciclanas. Com direito a gatinho fazendo xixi nas mochilas alheias. rsrsrsrs E ainda ganhei um chocolate mais bilhete lindo de lembrança.

Fortaleza possui um transporte público ineficiente e vive um caos em suas estradas com o número crescente de automóveis particulares. Pensando em alternativas sustentáveis, um grupo de mulheres optaram pela bike como seu principal meio de transporte e decidiram compartilhar suas experiencias em um lindo curta metragem. Além de ocuparem a cidade e utilizarem a bicicleta como um estilo de vida, elas mostram o seu cotidiano sobre duas rodas, as vantagens e as várias agressões que sofrem em uma sociedade machista que rejeita o fato de terem que dividir as vias com mulheres de bicicleta. Apesar das limitações, essas ciclistas mostram que é possível pedalar e tornar a cidade um lugar melhor.

Uma oportunidade muito legal de inspirar a mulherada a adotar o pedal e também um registro maravilhoso sobre esse momento que estamos vivendo. E além do Pedal Delas também tem os outros filmes, que eu estou muito curiosa para ver. Bora, bora, boraaaa!! 🙂

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Um abraço e vamos pedalar!

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Vi de Bike – Ana Lúcia Porto

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Oiê! Dia desses viajei com uns amigos da faculdade e no caminho paramos no Hiperbompreço da avenida Washington Soares para comprar comidinhas.Estávamos de carro, mas mesmo assim flagrei a Ana Lúcia chegando e prendendo a bike no bicicletário. Então, aproveitei para saber quem era a moça de macaquinho estampado e bike de cestinha. A gente bateu um papo e tirou essa fotinha, mesmo ela tendo se assustado um pouco no começo com a maluca aqui chegando do nada e se metendo em sua vida. hahaha

O nome dela é Ana Lúcia Porto, tem 44 anos e é dona de casa. Ela utiliza a bicicleta há cerca de um ano para várias atividades, entre elas, as compras da casa. Enquanto muita gente insiste na ideia de que ser ciclista é impossível por causa dos assaltos, a Ana se sente mais segura pedalando. “Eu gosto muito de andar de bicicleta e acho mais prático, inclusive para se proteger”, conta. Ela diz que se perceber o comportamento estranho de alguém, rapidamente pensa num caminho alternativo e desvia, o que seria mais difícil de fazer estando de carro ou a pé. Esperta, ela! Prefere vivenciar a cidade do que alimentar o medo.

E para as pedaladas a Ana sempre escolhe roupas de tecido leve e com estampa. Os macaquinhos são suas peças preferidas, pois unem a praticidade com o estilo da pedaleira. Enquanto caminhávamos do bicicletário para dentro do supermercado, íamos trocando figurinhas sobre roupas para pedalar e os percursos que costumamos fazer. Foi um papo breve, mas muito legal!

Estavam com saudade dos Vi de Bike? Eu também! ^^ Se você quiser aparecer aqui no blog mas a gente ainda não se encontrou por aí, mande sua foto e me conte um pouco da sua história! O email para contato é debikenacidade@gmail.com.

Um abraço e vamos pedalar!

 

Bicicletaria oferece espaço e ferramentas gratuitas para ciclistas

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Foto: Bitelli Bikes

Desde que comecei a pedalar, um mundo de possibilidades se abriu para mim. Na contramão da cultura individualista que combate a interação e o compartilhamento, a bicicleta me mostrou que pode ter olhar no olho, solidariedade, gentileza… E isso deixa a cidade mais humana e acessível para as pessoas.

Mas se para muitos a gentileza parece algo impossível nessa cultura do cada um por si, imaginem uma oficina que compartilha seu espaço e ferramentas de forma gratuita para que os próprios ciclistas façam os ajustes em suas bikes! “Ah, Sheryda! Isso tem na Europa, filha! Não aqui, em Fortaleza”! ERRADO!

A Bitelli Bikes, bicicletaria especializada em fixas e urbanas oferece, entre outros produtos e serviços, uma bancada compartilhada com suporte para acomodar a bicicleta durante o ajuste, além de diversas ferramentas. É só chegar e usar o espaço! Um ótimo apoio para quem não tem alguma ferramenta específica, por exemplo ou ainda, que tem ciúmes da bike e não deixa mais ninguém fazer os ajustes. E se precisar de algo, a loja tem vários itens de mecânica à venda, além de bebidas geladas, cafezinho e uns lanchinhos para beliscar. Mas o consumo não é obrigatório para a utilização do espaço.

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A Bitelli disponibiliza espaço e instrumentos para ajustes na sua bike

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Um monte de negocinhos que quero aprender a usar!

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Olha só quanta ferramenta!

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A chave de lock ring é utilizada na manutenção de bikes fixas e está à disposição na Bitelli

Eu fui até lá para comprar um pneu novo para a Lanterna e aproveitei para fazer um ajuste no meu selim. Tive ajuda da Mara Oliveira, que é mecânica de bicicletas e sócio proprietária do estabelecimento. E além de me oferecer o material e o espaço (pra lá de confortável e bonito, diga-se de passagem) ela ainda me deu uma mãozinha porque eu não sei fazer nada. rsrsrs

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Eu tentando ajustar a mesa da bicicleta com a ajuda da Mara Foto: Bitelli Bikes

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Depois de trabalhar na bike, refri beeem gelado para refrescar! Foto: Bitelli Bikes

Gostaram da dica? Então, compartilhem com seus amigos e comecem a sujar essas mãozinhas de graxa!

Bitelli Bikes

Endereço: Rua Livio Barreto, 528 A, Dionísio Torres, Fortaleza-CE.
Telefone: 085 98848-5348
Horário de funcionamento: De terça à sabado 13h às 20h e domingo das 10h às 16h.
Bitelli no Facebook: facebook.com/BitelliBikes

Uma abraço e vamos pedalar!

Publieditorial.

Vitória Cycle Chic e Revista Gente

Olá, pessoal! Compartilhar com vocês mais duas publicações onde apareci recentemente. 🙂 Uma delas é o site Vitória Cycle Chic, da super Dora Moreira, que além de fazer parte da república Cycle Chic oficial, ainda é estilista de bicicletas e vejam só: cearense! Eu a conheci no 3º Encontro de Bicicletas Antigas que aconteceu aqui em Fortaleza e na ocasião passamos a tarde juntas e conversamos muuuuito. E o legal é que os sites Cycle Chic estão entre os meus prediletos e agora estou em um deles! Que honra!

Vitoria Cycle Chic

Clique da Dora Moreira para Vitória Cycle Chic

E também estou na revista Gente, do jornal Diário do Nordeste com mais algumas minas daqui de Fortaleza que utilizam a bicicleta como meio de transporte. Entre elas a Mara Nívea, que já apareceu aqui com seus cachos poderosos e seu sorriso encantador. A Luisa Pinheiro, amiga querida e uma das Ciclanas, também aparece e também já mostrou seu estilo no post sobre o Ciclochique. Muito bom ver alguma das mulheres ciclistas de Fortaleza! Que inspire muitas!

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Capa da edição deste mês da revista Gente

 

Revista Gente

A matéria é da Naiana Rodrigues com produção de Rafaella Bastos e fotos do simpático Lucas de Menezes

A Gente deve chegar esta semana nas bancas. Eu já procurei em algumas, mas ainda não encontrei, mas enquanto isso dá para acessar a versão online. Mas mesmo assim eu quero a minha de papel para guardar de lembrança! Quem encontrar pode me avisar para eu saber em que banca tem? Podem colocar aí nos comentários ou tirar uma foto e me marcar no Instagram. Meu perfil é @sherydalopes.

 

Um abraço e vamos pedalar!

 

Crônicas de Bike – Sobre distâncias e baterias imaginárias

(Foto: Verdinha)

(Foto: Verdinha)

Tive duas boas experiências recentemente enquanto pedalava rumo ao ensaio do Vitrola Nova. E as duas foram relacionadas a motoristas. A primeira delas foi na avenida Duque de Caxias, em pleno horário de pico. Nessa avenida eu costumo pedalar perto do canteiro central, porque na faixa da direita vão ônibus que sempre me assustam. É um pouco tenso pedalar na faixa da esquerda, porque os carros vão mais rápido e próximos a mim. Mas sério: prefiro levar 20 finas de um carro particular do que sentir aqueles monstros chegando perto de mim e me ameaçando.

Aí que eu vou bem atenta, tomando cuidado para manter bastante equilíbrio. Num determinado momento, percebo que não há carro ao meu lado e fico meio que aguardando que alguém fique rente a mim. Passa um, dois quarteirões e nada. Então, num sinal fechado com o trânsito super pesado, olho para trás. Há um carro pequeno e a motorista é uma mulher mais ou menos da mesma idade que eu. Percebi então que ela vinha dirigindo e tomando cuidado comigo, parando mais atrás de propósito e sem emparelhar ao meu lado. Não consegui resistir e voltei um pouquinho, pedi que ela abaixasse o vidro e agradeci a ela por manter a distância. Ela então sorriu e disse: “de nada”!

Lá na frente, depois de eu ter deixado a motorista gentil no engarrafamento (tadinha) já em ruas secundárias e com pouco trânsito, vinha pensando na gentileza da motorista. Às vezes eu tenho que me esforçar um pouco para prestar atenção nessas coisas boas que acontecem, sabe? Porque a tendência é só lembrar das finas e da grosseria de alguns motoristas. Mas acho importante (até para a nossa saúde mental) lembrar também que existem atitudes gentis e pacíficas.

Daí, sigo pedalando e pensando nisso quando me aproximo de um supermercado e de um semáforo fechado. Havia um carro tentando sair do estacionamento e ficou parado aguardando uma brecha. Não dava para eu passar, então parei a bicicleta enquanto esperava o sinal ficar verde. Observo então a motorista que saía do estabelecimento e vi que, mais uma vez, era uma mulher. Só que ela era mais velha que eu. E estava… cantando e tocando bateria no volante esperando para entrar no asfalto. Sério, gente! Muito bom! Eu não sei se estava tocando alguma música muito boa, porque não dava para ouvir nada e o vidro estava abaixado. Parecia que ela estava simplesmente cantando algo e tocando uma bateria imaginária muito pauleira. E curtindo pra caramba!

Eu comecei a observá-la e abri um sorriso inevitável. Aí ela olhou pra mim e como que, pega no flagra, fez uma cara de susto e caiu na gargalhada. Eu comecei a bater cabelo junto com ela e ela riu mais ainda. Aí o sinal abriu, nós demos tchau uma para a outra e nunca mais nos vimos.

Mas vocês percebem o quanto algumas situações podem ser uma chance pra gente relaxar um pouco? Quer dizer: buzina não deixa sinal verde. Raiva não faz aparecer uma vaga. Escrotizar ciclista também não vai deixar o trânsito melhor. Então… buzinar menos, desacelerar mais, cantar mais.

Por quê não?

Um abraço e vamos pedalar!

Bike vs Cars e Mesa redonda com mulheres ciclistas

Gente, muita emoção na última semana. Sério, haja coração bicicleteiro e feminista para tanta provocação e alegria. Como já contei aqui, a Aline Cavalcante veio a Fortaleza para participar de eventos do Mês da Mobilidade, inclusive alguns que foram organizados pelas Ciclanas. Eu consegui ir a dois deles e ai minha nossa senhora da buzininha trim-trim! Se só a presença da guerreira já era motivo para eu me passar de emoção, junte a isso um filme incrível e mais uma ruma de mulher ciclista arrebatadora! Meu povo, tô anestesiada até agora!

Na quinta-feira o documentário Bike vs Carros foi exibido gratuitamente no cinema do Dragão do Mar e após o filme, a Aline bateu um papo com a plateia. E foi uma lindeza ver aquele Dragão lotado de bicicleta, uma sala entupida de gente interessada em conhecer o filme e debater sobre mobilidade urbana. E o filme? Incrível, envolvente, com uma pesquisa muito bem feita! Se vocês tiverem a chance de assistir, não percam porque é mesmo muito bom! Trata-se de um documentário sueco que fala sobre a situação do trânsito e do uso da bicicleta em várias cidades pelo mundo. Aqui no Brasil, o filme mostra São Paulo e a personagem entrevistada é a Aline, que de forma super simpática, tirou dúvidas da plateia e falou do contexto de São Paulo durante o evento.

Na sexta, foi a vez da mesa redonda organizada pelas Ciclanas e da qual eu fui a mediadora. E meu povo… Sério… Foi fraco não, viu? Dillyane Ribeiro, Ivânia de Alencar e Aline Cavalcante se se juntassem formavam um Megazord. A cada fala delas a plateia se entorpecia, era provocada. E eu preciso destacar a apresentação da Ivânia que é simplesmente uma delícia. Muitas mulheres se emocionaram na plateia com a mistura arrebatadora de doçura e força dessa sertaneja bruxa. Para terem noção, ela recebeu dois pedidos de casamento de mulheres e foi tietada loucamente após a mesa. rsrsrsrs Todo mundo queria abraçá-la e tirar foto. E o humor da doutora adevogada Dillyane? Era contagiante!

E eu mal conseguia acreditar que um dia tive tanto medo de começar a pedalar e durante as pesquisas que fazia lia incansavelmente o Pedalinas, do qual Aline fazia parte. Ela tem uma responsabilidade muito grande para que hoje eu seja uma ciclista e tenha meu próprio blog sobre o assunto. E agora, lá estava eu: mediando um debate com a própria! E fazendo parte de um grupo de mulheres ciclistas da minha cidade que já ultrapassa mil componentes e que eu também ajudei a juntar! Alguém me belisca, por favor?

Gente, vou guardar essa foto pro resto da vida!Gente, vou guardar essa foto pro resto da vida!

Paulo Aguiar, do Pedala Manaus; Ênio Paipa, Bike ANjo de Recife e Arthur Costa, presidente da Ciclovida (Fortaleza) toparam uma fotinha comigo

Paulo Aguiar, do Pedala Manaus; Ênio Paipa, Bike ANjo de Recife e Arthur Costa, presidente da Ciclovida (Fortaleza) toparam uma fotinha comigo

E o babado todo já está disponível no You Tube, então quem não é daqui ou não pôde comparecer, pode ter acesso às discussões e fomentar um debate pelos comentários. Será que em algum momento deu pra ver que eu tava quase chorando? rsrsrsrs

Eu até tento, mas é difícil explicar para vocês como estou me sentindo. Tudo muito intenso, muito vibrante. A única forma de vocês entenderem mesmo é fazendo parte dessa mudança que está acontecendo. Então, aproveitem esse contexto que, embora ainda tenha muito a melhorar, é muito mais favorável que há alguns anos. Sério. Faz muita diferença conhecer mulheres que pedalam, de carne e osso, acessar debates, ter acesso a informação… Então, tirem a coragem da gaveta e botem a bike na rua. O que não vai faltar é apoio, pelo menos aqui neste blog. 😉 E meninas, procurem as mulheres que pedalam na cidade de vocês e se ajudem! Isso é muito importante!

E lembrem-se de levar muito amor e luz no cestinho. S2

 

E o Mês da Mobilidade continua e a programação tá muito incrível! Programe-se para não perder nada!

 

Um abraço e vamos pedalar!

 

 

 

Tipos de Bicicleta – O que é uma bike fixa

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Marcada pela simplicidade, elegância e mecânica diferenciada. Foto: Bitelli Bikes

Quando uma pessoa resolve se tornar ciclista urbana, geralmente procura por bikes que proporcionem um deslocamento mais confortável e que minimize o esforço. Pois é, mas existe uma galera que vai na contramão disso, e adere a uma bicicleta que precisa que o ciclista pedale o tempo todo. Quando para de pedalar, a roda para junto. Então: adeus, banguela! Essa é a bicicleta de roda fixa, ou bike fixa, como é mais conhecida. Suas principais características são a simplicidade no design e mecânica, resistência das peças e o fato de as rodas girarem sempre junto com os pedais, inclusive para trás. Sim, é possível pedalar de ré.

A Mara Oliveira é mecânica de bicicletas e socioproprietária da Bitelli Bikes, bicicletaria especializada em bikes urbanas e fixas aqui em Fortaleza, e é uma fixeira apaixonada. Ela garante que existe uma mágica na bike fixa. “Quem utiliza esse tipo de bicicleta não tem vantagens relacionadas ao deslocamento, porque é preciso aprender a controlar a bike, e tem a questão de não parar de pedalar. Mas com certeza é um pedal mais divertido e que faz te sentir muito mais conectado com o veículo”, conta.

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Mara Oliveira e sua bike fixa

Eu já dei algumas voltas na fixa da Mara e de outras pessoas em eventos como a Escola Bike Anjo e achei muito interessante a sensação. Por não estar acostumada, senti bastante medo nas primeiras vezes, e claro, me cansei bastante pondo força para manter os pedais girando o tempo todo. E isso num espaço pequeno, uma pracinha, né? Imaginem só fazer um percurso inteiro numa bicicleta dessas? “Quem for preguiçoso vai deixar de ser pedalando na fixa, porque ela te força a pedalar mais, e cada vez mais rápido. É uma bicicleta que te motiva”, explica.

O que faz a bike fixa ter essa conexão contínua do giro dos pedais com a roda é o fato de ao invés de possuir um sistema de catraca, que é o que permite fazer uma banguela, ela tem um pinhão. “É como se fosse uma catraca travada”, explica. Assim, numa descida, por exemplo, quando costumamos ficar com os pés parados controlando a velocidade da bicicleta com os freios, na bike fixa os pedais não param de girar em nenhum momento. Embora assim as pernas do ciclista não parem, o que parece cansar bastante, por outro lado dessa forma é possível controlar a velocidade da descida para uma correspondente à vontade de quem está conduzindo a bicicleta.

Freios

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O freio é muitas vezes dispensado pelos fixeiros. Foto: Bitelli Bikes

Como se não bastasse a ideia de pedalar o tempo todo, que já causa bastante estranhamento em quem não conhece a fixa, segura essa: Muitos fixeiros optam por pedalar sem freio! Ou melhor, sem as manetes de freio, aqueles gatilhos que apertamos para parar a bicicleta. “Na bicicleta fixa, o movimento dos pedais para trás e em seguida parar de pedalar, ajuda a travar as rodas da bicicleta, o que funciona como um freio. Então o próprio pedal é um freio”, explica Mara. O que pode parecer perigoso acaba refletindo num uso mais cauteloso da bicicleta. “Como a parada com a fixa não é tão súbita como as das bicicletas de roda livre, dificilmente um fixeiro vai arriscar manobras que não vai conseguir. Alcançar um sinal verde antes que feche, por exemplo, é algo que ele não vai fazer se não tiver certeza de que vai conseguir”.

Ela lembra que para se acostumar com o jeito de pedalar nesse tipo de bicicleta é preciso tempo e provavelmente problemas vão acontecer. Tanto que traz consigo duas cicatrizes grandes na barriga e ombro, resultado de uma queda ocasionada simplesmente porque o pé escapou certa vez do pedal e encostou no chão.

Mas nem isso a fez desistir do estilo e mais: a levou a aprender mais sobre mecânica para que pudesse fazer os ajustes na própria bike e, posteriormente a abrir a bicicletaria especializada. “Muitos mecânicos nem sabiam o que era uma bicicleta de roda fixa. Além disso, as peças eram muito difíceis de achar e a comunidade fixeira se juntavam para comprar tudo pela Internet. Aqui a gente faz ajustes e disponibiliza várias peças e ferramentas”, conta. A bicicletaria também conta com vários modelos de bicicletas de roda fixa à venda. E dá até para tomar uma cervejinha bem gelada ou outra bebidinha enquanto escolhe.

Cores

Como as bicicletas de roda fixa costumam ter menos coisas instaladas (marchas, freios, etc), o visual clean se tornou uma de suas características. A ideia é que quanto menos coisas instaladas, melhor. E se falta acessório, sobra estilo na hora de escolher as cores, que muitas vezes são vibrantes e cheias de personalidade. “É comum pessoas começarem a usar a fixa por acharem a bike bonita. E elas são lindas mesmo” declara a fã do estilo.

O preço de uma bike fixa de entrada (que você pode ir aperfeiçoando com o tempo) varia entre mil e R$ 2 mil. Ela já vem pronta e o ideal é que o fixeiro compre uma do seu tamanho certinho, para evitar dores nas costas e outros problemas. Para isso, Mara recomenda um bike fit, teste que ajuda a descobrir as medidas corretas do quadro para cada tipo de pessoa. Também é importante comprar a bicicleta num local especializado porque a fixa precisa de peças muito resistentes, para aguentar a tração da aceleração e desaceleração constante.

Gostaram? Vocês acham que encaram uma pedalada numa fixa? Se querem saber mais sobre outro tipo de bicicleta, não deixem de acessar também o post que explica direitinho o que é uma bicicleta urbana!

Um abraço e vamos pedalar!

Serviço

Bitelli Bikes

Endereço: Rua Livio Barreto, 528 A, Dionísio Torres, Fortaleza-CE.
Telefone: 085 98848-5348
Horário de funcionamento: De terça à sabado 13h às 20h e domingo das 10h às 16h.
Bitelli no Facebook: facebook.com/BitelliBikes

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