Inspiração – Decoração natalina com bicicletas

A super população de gatos em casa fez com que marido e eu desistíssemos da árvore de Natal este ano. Se antes, com “apenas” cinco gatos ela amanhecia deitada no chão todos os dias, imaginem agora que temos dez, sendo três deles filhotinhos de poucos meses (e disponíveis para adoção, viu?). Todos curiosos e traquinas, ficariam malucos com os enfeites pendurados e as luzes. Então, estamos pensando em alternativas de decoração, algo que conseguíssemos manter longe do alcance dos felinos. Pesquisei na Internet algumas opções criativas e com peças de bicicleta para ver se conseguimos realizar algo. A minha ideia é conseguir um aro velho e enfeitar, mas confesso que ainda não sei onde penduraria. Os meus gatos são nível Marvel’s Agents of Shield, sabe? Têm super habilidades para bagunça.

Mas enfim. Vejam algumas das ideias que encontrei e me digam de qual gostaram mais. Algumas são meio impraticáveis, mas servem de inspiração.

Uma guirlanda montada com um aro. Ficou bem legal e dá para usar o aro depois das festas. Greenstyle.com.br http://bit.ly/1NvMfTe

Uma guirlanda montada com um aro. Ficou bem legal e dá para usar o aro depois das festas. Greenstyle.com.br

 

Uma bike todinha iluminada. Não faria isso com Shamira (como iria pedalar?) mas ficou bem bonita! Blog Casa e Objeto. http://bit.ly/1NvMFsO

Uma bike todinha iluminada. Não faria isso com Shamira (como iria pedalar?) mas ficou bem bonita! Blog Casa e Objeto.

 

Olha que chiqueza essa árvore diferentona! Pena que meus gatos se pendurariam loucamente nessas peças. :( Blog Caracolle. http://bit.ly/1Iukquu

Olha que chiqueza essa árvore diferentona! Pena que meus gatos se pendurariam loucamente nessas peças. 😦 Blog Caracolle.

 

Enfeitinho lindeza feito com correntes coloridas da bike. Lindo para enfeitar um mesa de escritório ou a da sala de jantar. Fotovretirada do Vá de Bike. http://bit.ly/1QkV9Uw

Enfeitinho lindeza feito com correntes coloridas da bike. Lindo para enfeitar um mesa de escritório ou a da sala de jantar. Foto retirada do Vá de Bike.

 

Adorei essa cestinha enfeitada, para levar o tal do espírito natalino por aí. Blog da Imaginarium. http://bit.ly/1IJw4wb

Adorei essa cestinha enfeitada, para levar o tal do espírito natalino por aí. Blog da Imaginarium.

Curtiram? Fez alguma decoração natalina com bicicletas e quer me mostrar? Então, me marca no Instagram e usa a ht #NatalDeBike. Meu perfil é @sherydalopes. Vocês vão me ajudar muito, porque ainda não enfeitei a casa. 😦

 

Um abraço e vamos pedalar!

Anúncios

Além de Bike – Desabafo e Vitrola de novembro

Geeente… eu tô tão sumida. Com tanto conteúdo bacana para fazer de Recife, com tanta coisa para produzir para este blog. Mas simplesmente não estou conseguindo. Eu tô super triste com várias áreas da minha vida e com coisas que estão acontecendo no mundo, e isso está afetando o blog. Geralmente eu teria vergonha de admitir isso, sabe? Que o emocional está prejudicando minha produtividade. Afinal, a gente não pode sentir, né? Quem sente, quem precisa parar é fraco. Pelo menos é assim que interpreto. Só que aqui, neste blog, eu admito, porque sinto que aqui eu posso. E acho que vocês vão me entender e não vão me julgar. Quem sabe até não vão dizer alguma coisa maravilhosa nos comentários que vão me deixar feliz e me estimular? Na verdade, tenho recebido emails e mensagens que sempre me alegram muito e que me mostram que este projeto não deve parar. Estou tentando me estimular com elas e sacudir a poeira, mandar o desânimo para longe. Quando eu conseguir e voltar a produzir aqui no blog, espero sinceramente ainda contar com a atenção de vocês. 🙂

Algo que está me deixando muito feliz e tem sido minha válvula de escape é a minha participação no Vitrola Nova. Finalmente estreei num palco com o grupo, num espetáculo só da gente. E foi so-men-te no Teatro José de Alencar! O lindo e importante TJA, um dos locais mais bonitos de Fortaleza!  #beijonoombro O Vitrola representa uma grande superação para mim, pois eu morria de medo de cantar em público e sempre achei que não tinha talento para a música. No Vitrola, além de aprender muito estou exercendo minha capacidade criativa e conhecendo artistas super inspiradores. Além disso, a rotina de ensaios e estudos dá aquela movimentada no sangue, aquela alegria. Sério, tá sendo bom demais.

No TJA, apresentamos o Vitrola de Novembro, um recital com músicas natalinas bem clássicas, além de outras canções que  fazem parte do repertório do grupo. Abaixo, a minha canção preferida do Recital e que, vejam só, é a mais triste. rsrsrsrsr #cancerianamodeon Mas eu acho que é a que tem o arranjo mais bonito e que me emocionou em todos os ensaios.

Ah, e eu usei as luzinhas da bicicleta nas chuquinhas do cabelo, mas não dá para ver muito bem no vídeo por causa da luz. ^^

Vamos nos apresentar de novo em dezembro, embora com um repertório um pouco diferente. Fiquem atentos e apareçam! 🙂

Um abraço e vamos pedalar!

Deixa que eu te levo

pai e filho

Era véspera de Natal. Como mandava a tradição, a família estava preparando a ceia que aconteceria em algumas horas, quando todos se reuniriam em volta da árvore iluminada e dos pratos calóricos e deliciosos. Mas naquele ano algo estava diferente: Era o primeiro Natal que o pai de Vanessa passaria numa cadeira de rodas, fato que a deixava triste e angustiada, mas ao mesmo tempo aliviada por ainda tê-lo por perto após um acidente vascular cerebral que o idoso sofrera meses antes.

Era difícil ver um homem tão cheio de energia limitado àquela condição. Alguém que trabalhou a vida inteira, aposentou-se tarde, e não dispensava o futebol com os amigos todos os fins de semana. Brincar com os netos, então, era motivo de grande alegria: corria, batia bola… ousadias para quem já havia ultrapassado os 70. O AVC foi uma surpresa para todos, inclusive para ele mesmo, que ainda não havia assimilado as limitações e se mostrava triste nos últimos tempos: Além da dificuldade de caminhar e realizar outros movimentos, um lado do rosto ficara paralisado, afetando muito a autoestima do idoso. Até mesmo a fala foi prejudicada, sendo necessário o acompanhamento de um fonoaudiólogo pelo menos uma vez por semana para realizar um tratamento que exigia esforço e paciência.

Vanessa pensava nisso enquanto empurrava a cadeira do pai pela praça, rumo à mercearia. Foi a irmã, Estela, quem percebeu que a canela para a rabanada – ou fatias, como o pai gostava de chamar – havia acabado, e deu aos dois a missão de providenciar os ingredientes.

– Vai ser bom pra ele sair um pouquinho – disse a irmã, enquanto batia claras numa tigela.

Silenciosamente, os dois percorriam o trajeto. Na praça, algumas crianças aproveitavam o fim de tarde para brincar no parquinho e comer pipoca. Muitas estreavam brinquedos novos, como um menino que aprendia a andar de bicicleta enquanto o pai o segurava na garupa.

A visão despertou em Vanessa lembranças nítidas de sua infância, quando, naquela mesma praça, o pai lhe ensinara a pedalar. Fora há mais de três décadas, mas a bicicleta amarela com rodinhas, cestinha branca na frente e fitinhas enfeitando o brinquedo pareciam estar ali, na sua frente. Ela lembrou-se do quanto ficou feliz com o presente e de como estava ansiosa por aprender a pedalar. Lembrou-se de como o pai, quase tão animado quanto ela mesma, lhe ensinara a importância de ter atenção e equilíbrio para evitar as quedas. Para tranquilizar a menina, que apesar de contente estava morrendo de medo, ele se abaixava, segurava o selim e dizia:

– Você não vai cair! Deixa que eu te levo!

E acompanhava, rindo e estimulando que a filha pedalasse. A presença do pai lhe dava absoluta confiança, e aos poucos ela foi aprendendo a ter equilíbrio e a colocar a força necessária nos pedais. Semana após semana, os dois iam até à praça para as lições. E era sempre a mesma diversão e o mesmo apoio. O pai segurando a bicicleta e acompanhando a jovem ciclista, que, por sua vez ria alto.

– Vamos lá, deixa que eu te levo! – dizia o homem. E continuava a brincadeira.

Aos poucos, ele começou a soltá-la. Depois, ela mesma não precisava mais de ajuda para pedalar e pôde se despedir das rodinhas.

Na medida em que foi crescendo, ganhou outras bicicletas e mesmo que não precisasse de ninguém para ensinar a usá-las, o apoio do pai se fez presente em muitos outros momentos de sua vida. Ajudou-a a chegar à faculdade e a realizar muitas viagens, sua grande paixão. Ela chegou até a morar seis meses no exterior, com o intuito de  aprender outro idioma. E tudo à custa de muito esforço daquele senhor que, viúvo muito cedo, sustentou e educou sozinho as duas filhas, sem deixar que lhes faltasse nada.

Os olhos de Vanessa se encheram de lágrimas diante das lembranças. Emocionada, sorriu, observando o menino se divertindo. Olhou com carinho para os cabelos grisalhos de seu próprio pai. Agora, até mesmo comer era um desafio para ele, mas suas lágrimas não eram de pena: Eram de puro amor e gratidão por aquele homem.

Nesse momento, ele se moveu lentamente, e, com dificuldade, pediu:

– Filha, será que dá tempo de a gente parar na sorveteria? Faz tempo que não tomo um sorvete…

Discretamente, Vanessa enxugou as lágrimas. Não queria que o pai a visse chorando. Se abaixou e deu um beijo no rosto do homem.

– Claro que dá, papai! Vamos lá. Deixa que eu te levo.

Os dois se olharam e sorriram.

E aquele foi um bom Natal.

 

 

Um abraço e vamos pedalar!