Vi de Bike – Marcela Landim

Vi de Bike Marcela Landim De Bike na CIdade Sheryda Lopes (4)

A póbi toda arrebentada

Tô devendo este Vi de Bike há um tempão, mas acho que ele vem em boa hora. Há algumas semanas fui a um dos ensaios do Vitrola Nova e me deparei com a Marcela Landim, que também faz parte do grupo, toda machucada, a pobrezinha. Só que mesmo cheia de feridas ela estava super contente: havia feito o trajeto de casa até o ensaio de bicicleta. Era a primeira vez que fazia um percurso maior e acabou caindo no caminho. 😦

Vi de Bike Marcela Landim De Bike na CIdade Sheryda Lopes (5)

Cara de minina malina

Vi de Bike Marcela Landim De Bike na CIdade Sheryda Lopes (1)

Esse roxão ficou por semanas

Ela é psicóloga, tem 29 25 anos e começou a andar de bicicleta na cidade há pouco tempo. Ela já apareceu aqui, junto com a mãe dela (beijos, Márcia :*) no Ciclochique. Marcela me contou que o tombo aconteceu porque estava pedalando muito no cantinho da via, por medo dos carros, e acabou se desequilibrando nas deformidades do asfalto. Aí, tadinha, machucou joelho, queixo… Uma negação. “Além do susto e da dor dos machucados, fiquei preocupada de estar sozinha no meio da rua com a bicicleta. Mas vi que estava tudo bem com ela e quis chegar logo ao meu destino, onde sabia que poderia cuidar dos machucados”, conta. Ela sabia que um dia poderia cair e por isso, ficou um pouco frustrada, mas também conseguiu seguir em frente.

O que mais me chamou a atenção foi a alegria da garota, sabe? Porque seria muito normal se ela desanimasse pela queda e tal. E eu mesma fiquei bem preocupada com ela. Mas a sensação de superação, de estar fazendo diferente, a deixou tão feliz que considerou os machucados como um “batismo”. E ela meio que exibia os machucados também, como se fossem marcas de guerra! As pessoas chegavam preocupadas e ela dizia, com um sorrisão enorme: “É que eu vim de bicicleta hoje e caí no caminho”! rsrsrs Achei isso tão inspirador! Porque às vezes a gente se deixa desanimar por problemas, por as coisas não atenderem nossas expectativas. Na verdade, eu mesma estou um pouco nesse clima ultimamente, meio na bad, se entupindo de doces, e tals. #cancerianamodeon

Aí que falar da história da Marcela me traz alegria e espero que também traga a você, para  animar esta semana que ainda está no comecinho. Para que a gente consiga permanecer nos processos mesmo quando os obstáculos aparecem, o desânimo… Lembrar de coisas boas e do que nos fez escolher os caminhos que estamos percorrendo e saber lidar com os percalços que surgem, até que possamos chegar aos nossos destinos. E lá, cuidar dos nossos machucados e comemorar o que alcançamos. Aliás, um pouquinho de otimismo cai bem nessa hora, né? Porque fora os problemas pessoais, tem tanta coisa ruim acontecendo no mundo, inclusive aqui, em Fortaleza… 😦 Desculpem terminar assim este post feliz, mas é que eu precisava desabafar, nem que fosse um pouquinho. Não tá fácil, mas a gente vai conseguir.

Um abraço e vamos pedalar!

P.S.: Para evitar cair no cantinho da via, seja pelas deformidades no asfalto ou por esbarrar o pedal no meio fio, lembre-se de ocupar pelo menos um terço da faixa. Isso também vai obrigar os motoristas a lhe ultrapassarem com mais cautela, diminuindo as finas. Claro que também vai rolar mais buzina, mas, é melhor que cair ou ser atropelado. 😉 E motoristas, tenham paciência que ciclista não é bagunça, tá bom?

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