Além de Bike – Minhas artes (e promo relâmpago) no Colab55

Olá, pessoas! No post sobre a minha entrada no curso de Artes Visuais do IFCE coloquei o link do meu studio no Colab55, onde disponibilizei duas artes para estampar diversos produtos legais. Para quem não conhece, o Colab55 funciona assim: o artista sobe suas artes e o site as utiliza para estampar diversos produtos. Aí o autor recebe os royalties do que for vendido. Toda a responsabilidade de produção e entrega do produto é do site, e assim o artista só precisa se preocupar em criar e divulgar o próprio trabalho. Ah, e em adaptar para o formato correto utilizando programas como o Photoshop. E como eu não sei fazer isso, os meus amigos José Lívio e Denise Luz me ajudaram nessa parte (valeu, gentem!).

Eu inaugurei meu studio há pouco tempo com duas artes que fiz com muito carinho: A primeira delas é a Negra Rosa, uma aquarela toda romântica de uma preta pink power repleta de margaridas.

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Camiseta com estampa full print Negra Rosa

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Esta versão está disponível em dois modelos (regular e baby long) e sete cores diferentes

A segunda é a Janaína, minha versão sereia de Iemanjá, feita com marcadores profissionais.

janaína camiseta masculina sheryda lopes

Olha que contraste bonito na versão preta! Tem mais seis cores disponíveis e também no modelo baby long

Janaína camiseta full print sheryda lopes

Uma lindeza ela na versão full print!

Essas duas artes estão disponíveis em pôsteres, sketchbooks, camisetas, bolsas, almofadas, cases para celular e adesivos. Basta navegar pelo studio e conhecer. É uma forma legal de ter em casa o trabalho do artista que você admira e de ajudá-lo a pagar as contas (e comprar ração pra gato, no meu caso).

Se joga no frete grátis

E a melhor forma de conhecer o meu Studio, no momento, é por meio deste link:

https://www.colab55.com/@sherydalopes?promo=a332c8e4 

Por meio dele, as compras a partir de R$100 terão frete grátis! Perfeito, inclusive, para comprar o presente do Dia dos Namorados e um pra você, ou chamar um amigo para fazer uma compra junto! Só que é preciso correr, porque a promo só está valendo até amanhã. Se quando você tiver visto este post a promo já tiver acabado, conheça minhas obras por aqui.

Compartilhem o link da promoção com seus amigos e deixem aí nos comentários a opinião de vocês sobre minhas artes. Vou adorar saber! Ah, e no próprio Colab vocês podem favoritar seus artistas e artes preferidos. Se puderem deixar seus joinhas lá pelo meu studio, agradeço muito!

Um abraço e vamos pedalar!

Vi de Bike – Luana Galdino

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Enquanto pedalava numa tarde dessas, na ciclovia da avenida Bezerra de Meneses, me deparei com uma figura vaporosa, de vestido leve, chapéu, texturas naturais e estampa floral. Tive que parar para um clique e um papo, né?

O nome da moça é Luana Galdino e tem 29 anos. Ela é costureira, super ligada em moda e usa a bicicleta como meio de transporte há mais de cinco anos. Inclusive, ela ainda tem a bicicleta que ganhou do avô quando tinha nove aninhos, e pedala nela. Só que no dia da foto ela estava na bike do companheiro, pois a dela está precisando de manutenção (uma pena, porque eu fiquei curiosíssima pra ver essa bicicleta).

Sobre o estilo, Luana me explicou que apesar de costurar, não faz todas as roupas que usa. Ela gosta de tons alegres e leves, e montou o look com detalhes florais para contrabalancear as cores neutras. Ela disse que gosta de vestidos, mas não costuma pedalar muito com eles porque acredita que chama muito a atenção dos homens e o assédio a incomoda. 😦 Quando pedala com algum modelo curtinho, lança mão da legging. Para se proteger do sol, chapéu e óculos escuros.

Eu adorei o visual porque a ideia de quebrar a monotonia com os florais, ainda mais com tons amarelos, que eu gosto tanto, funcionou muito bem. Parecia que eu tinha encontrado uma fada em pleno trânsito! ^^ E sempre que vejo alguém de chapéu sinto falta de um para proteger a cuca do sol. :/

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Espero que tenham gostado do post de hoje! Se quiserem aparecer por aqui mostrando seu estilo e contando sua história, não precisa esperar que a gente se encontre ao acaso: basta mandar um email com foto para debikenacidade@gmail.com. Vou adorar saber mais sobre vocês! 🙂

Um abraço e vamos pedalar!

Que ferramentas devemos levar na bolsa?

Olá! Já contei aqui no blog algumas vezes sobre quando fiquei no prego com minha Shamira e até com a Lanterna, que é a bike do maridão. Como não sei fazer os reparos básicos e estava desprevenida nessas ocasiões, as bicicletas tiveram que se hospedar em locais de emergência até que viesse alguém nos prestar socorro. Resolvi então procurar a mestra Mara Oliveira, mecânica de bicicletas e sócio proprietária da Bitelli Bikes, para falar um pouco das ferramentas que devemos ter na bolsa para o caso de uma câmara de ar furar, por exemplo. Além de serem úteis para essas emergências, esses itens podem nos ajudar a entender melhor nossas bikes e conquistar mais autonomia.

Ah, e esse vídeo foi captado pelo Ricardo Guilherme Lins, que já realizou outro projeto com o De Bike na Cidade, e editado pelo Morfeu Gilson. O Morfeu também criou as vinhetas de abertura e encerramento que ficaram fofíssimas! Confiram aí e nos digam se gostaram!

Um abraço e vamos pedalar!

Estacionamentos de antes e depois

Sabe quando você vê a história acontecendo assim, na sua cara? Então. Tive essa sensação esses dias ao observar alguns estacionamentos e bicicletários por onde passei. Um deles foi o do prédio de uma amiga que me recebeu em sua casa por uma noite. Acontece que ao invés de ter um carro ocupando sua vaga no prédio, ela tem… bicicletas! Achei uma coisa muito fofa! Estacionei Shamira junto e fiz questão de tirar uma foto.

Estacionamentos antes e depois

Saindo de lá, fui visitar outra amiga e, mais uma vez, a presença de bicicletas no estacionamento fez meus olhos brilharem! ^^

Estacionamentos antes e depois (2)

Eu gosto demais quando chego em um lugar e sinto que as bicicletas estão se multiplicando. Tem uma amiga, por exemplo, que eu conheço de desde antes de comprar Shamira. Nós costumávamos sentar no saguão do prédio dela para conversar, ao lado de um paraciclo entorta-aro que sempre estava deserto. Com o tempo, a quantidade de bicicletas foi aumentando e hoje em dia os moradores ciclistas precisam improvisar o local onde vão guardá-las, porque é muita magrela junta.

Eu fico muito feliz porque quanto mais a quantidade de bicicletas aumentar, maiores a chance de mais paraciclos nos lugares (e melhores, porque ninguém merece os entorta-aros) e de um trânsito mais simpático. 🙂 Sentir que faço parte dessa mudança é ainda mais legal. Imaginem as histórias que contarei aos meus netinhos? hahaha ^^

Um abraço e vamos pedalar! 🙂

(e reivindicar mais paraciclos em “U” invertido)

Look de bike – Legging e boina em Recife

Look de Bike em Recife Vestido boina De Bike na Cidade by Valéria Pires (3)

Olha essa arte que incrível! O desenho é formado por latinhas velhas de tinta e o nome do artista é Junior Zurdo

Oiê! Fuçando o meu computador encontrei várias fotos do ano passado, entre elas da viagem que fiz a Recife para o I FNEBICI e que ainda não foram publicadas por aqui. E aí que encontrei este look super legal que foi fotografado pela maravilhosa Valéria Pires, uma bike anjo recifense que é a coisa mais maravilhosa dessa vida. Ela foi quem me hospedou durante os dias do evento e a simpatia e generosidade dessa querida me conquistou tanto que eu sinto muita saudade de seu carinho até hoje.  Aliás, também tô devendo falar mais sobre ela aqui no blog.

Como a Lela (apelido carinhoso) é uma empreendedora, nós tivemos pouco tempo juntas, então aproveitamos a manhã da minha viagem para Fortaleza para passear por Recife e tirar fotos. Ela me mostrou alguns dos lugares mais bonitos da cidade, com muita arte urbana e cores deliciosas. Cores, aliás, que eu fiz questão de colocar no meu look, que tem esse vestido amarelo bem alegre! Para contrapor, casaquinho escuro de bolinhas e legging preta, inaugurada nesse dia. E o meu All Star branco, comprado para a viagem porque eu tava querendo muito um tênis dessa cor.

Na cabeça, a boina que eu peguei emprestada do Yargo Gurjão, do Coletivo Nigéria. Acessório, inclusive, que eu adorei, e que eu fiquei muito a fim de roubar comprar uma pra mim. Já tem uns meses que eu parei de usar capacete (em outro momento a gente entra nessa polêmica) e não tinha pedalado de chapéu ainda. Pessoal, faz uma diferença incrível no bem estar da gente e na sensação do rosto. Até os olhos ficam mais descansados. Mas tem que ser um chapéu de tecido grosso e frio, que nem essa boina, porque eu já pedalei de boné de nylon e a impressão que dá é que a cabeça da gente vai fritar.Look de Bike em Recife Vestido boina De Bike na Cidade by Valéria Pires (1)

A pedalada foi muito confortável porque os tecidos de todas as peças que escolhi são muito leves.  Mesmo a legging sendo escura e o casaco também, e com o sol que estava fazendo, não rolou de eu ficar tão suada. Acho que também porque pedalamos pela região do Centro de Recife, que é bastante arborizada e fresca – Prefeitura, favor deixar essas árvores maravilhosas onde elas estão, por favor!Look de Bike em Recife Vestido boina De Bike na Cidade by Valéria Pires (2)

Look de Bike em Recife Vestido boina De Bike na Cidade by Valéria Pires (4)

Vocês conseguem imaginar o quanto eu estava feliz nesse dia?

Gostaram das fotos e do look? Foi uma delícia fazer este post e revisitar essas lembranças. Ah, e compartilhando com vocês, fica melhor ainda!

Um abraço e vamos pedalar! 

 

Vi de Bike – Ana Lúcia Porto

Ana Lucia Porto bicicleta fortaleza blog De Bike na Cidade

Oiê! Dia desses viajei com uns amigos da faculdade e no caminho paramos no Hiperbompreço da avenida Washington Soares para comprar comidinhas.Estávamos de carro, mas mesmo assim flagrei a Ana Lúcia chegando e prendendo a bike no bicicletário. Então, aproveitei para saber quem era a moça de macaquinho estampado e bike de cestinha. A gente bateu um papo e tirou essa fotinha, mesmo ela tendo se assustado um pouco no começo com a maluca aqui chegando do nada e se metendo em sua vida. hahaha

O nome dela é Ana Lúcia Porto, tem 44 anos e é dona de casa. Ela utiliza a bicicleta há cerca de um ano para várias atividades, entre elas, as compras da casa. Enquanto muita gente insiste na ideia de que ser ciclista é impossível por causa dos assaltos, a Ana se sente mais segura pedalando. “Eu gosto muito de andar de bicicleta e acho mais prático, inclusive para se proteger”, conta. Ela diz que se perceber o comportamento estranho de alguém, rapidamente pensa num caminho alternativo e desvia, o que seria mais difícil de fazer estando de carro ou a pé. Esperta, ela! Prefere vivenciar a cidade do que alimentar o medo.

E para as pedaladas a Ana sempre escolhe roupas de tecido leve e com estampa. Os macaquinhos são suas peças preferidas, pois unem a praticidade com o estilo da pedaleira. Enquanto caminhávamos do bicicletário para dentro do supermercado, íamos trocando figurinhas sobre roupas para pedalar e os percursos que costumamos fazer. Foi um papo breve, mas muito legal!

Estavam com saudade dos Vi de Bike? Eu também! ^^ Se você quiser aparecer aqui no blog mas a gente ainda não se encontrou por aí, mande sua foto e me conte um pouco da sua história! O email para contato é debikenacidade@gmail.com.

Um abraço e vamos pedalar!

 

Chuva: 1 x 0: Sheryda

Na semana passada caiu muita água em Fortaleza e em outras cidades cearenses. Isso depois de um logo período de seca e de dias quentes como o inferno. E a minha timeline se encheu de fotos e dizeres de comemoração de amigos que celebravam o alívio de ver água cair do céu. Eu mesma tirei fotos das gotinhas embaçando os vidros da janela de ônibus. Tão lindo!

Chuva noturna embaçando as luzes do trânsito

Chuva noturna embaçando as luzes do trânsito

E os amigos ciclistas? Um monte meteu as caras e a bike na rua debaixo de chuva mesmo. Os mais destemidos apenas com a coragem e uma muda de roupa na bolsa. Outros com capas de chuva e até galochas fofíssimas, super desejadas por esta blogueira. Todos com um ponto em comum: falavam que andar de bike na chuva era possível sim, e que, por causa das bicicletas, nada de atrasos no trabalho e nem engarrafamentos. Fora os sentimentos maravilhosos de liberdade e das lembranças valiosas dos banhos de chuva na infância.

Então. Eu também fui dessas que foi com a Shamira para o aguaceiro. Não sem pensar duas vezes, confesso. Porque eu não tenho muita saudade dos banhos de chuva da infância, sabe? Quer dizer, tenho carinho pelas lembranças, mas gosto que elas se mantenham lembranças e pronto. Como a minha rinite me deixa vulnerável a mudanças repentinas de temperatura e a umidade, gosto de dias chuvosos em que eu fique dentro da minha casa com um bom livro para ler, uma série legal para assistir e uma xícara cheia de uma bebida bem quente. Ah, e milhares de cobertores. hehehe Tenho agonia da lama respingando nos pés e muito medo de adoecer por causa da chuva. Desculpem, amigos destemidos. Sou dessas.

Só que eu tinha algumas oficinas de desenho para fazer e, como vocês sabem, comprei uma capa no Ebay no ano passado que é específica para pedalar. Então não fazia sentido me enfiar num ônibus abafado, pagar caro pela passagem, aguentar demora de ônibus e engarrafamento pelas ruas alagadas se eu tinha investido num negócio caro (em comparação a capas convencionais) e que demorou para chegar só por nojinho de lama. Quer dizer… eu também sinto um pouco de insegurança de pedalar na chuva, mas já fiz isso antes e preciso me aperfeiçoar. Decidi então sair da zona de conforto e encarar a tempestade, pois estava animadíssima com essas oficinas e a chuva não me faria perdê-las.

Minha saga

Não rolou foto do look de bike porque marido ainda tava dormindinho e coitado, né? Já pensou, o póbi se enfiar na chuva dormindo? rsrsrs E eu também não tava muito arrumada, nem valia a pena ^^ Mas vou descrever minha roupa pra vocês: Como eram eventos informais, não precisava me arrumar muito. Então escolhi um short, uma regatinha branca bem leve com uma estampa divertida e pronto. Nos pés, chinela havaiana e nada de sapato ou sandália mais arrumadinha de reserva. E nenhuma maquiagem na cara. Apesar de não ter me maquiado por pura falta de vontade, a verdade é que isso foi algo a menos para me preocupar. Coloquei meus materiais de desenho dentro de uma mochila jeans (depois descobri que isso havia sido um erro) e meu caderno de desenho novo (o mais caro da minha vida) dentro de um saco plástico. A capa de chuva cobre a parte de trás e da frente da bike, então estava segura de que as coisas estavam protegidas.

En-tão. Pra começar, a capa de chuva não funcionou tão bem quanto da última vez. O capuz ficava saindo do lugar e atrapalhava a minha visibilidade. A parte de trás, que estava cobrindo a garupa, voava a cada vez que um carro passava, descobrindo a mochila e fazendo com que a capa se mexesse ainda mais. Então eu tinha que parar diversas vezes para me ajeitar e tomando muito cuidado para não cair embaixo de nenhum carro.

Ah, e os óculos? Meu Deus, os óculos. Os desgraçados embaçavam sem parar e ficavam cheio de gotinhas que me deixava completamente cega. Não dava nem para tirar um lenço de papel da bolsa, afinal, com a chuva, ele ficaria ensopado. Então eu tinha que parar, também, para tentar passar os óculos na regata, por baixo da capa. Apesar de ficarem manchados, pelo menos isso diminuía o tanto de gotinhas.

Numa das minhas paradas para tentar me recompor, se aproxima um gari que estava trabalhando na ciclovia. Ele usava capa de chuva e era muito sorridente. Olhou para a garupa da minha bike que eu desajeitadamente tentava cobrir e perguntou:

– Tem um bebê recém nascido aí?

E eu, meio estupefata com  a pergunta e imaginando um neném novinho naquelas condições, disse:

– Deus me livre!!

Aí o homem soltou:

– Deus me livre por que? Não diga isso! Olha, não tem nada no mundo que deixe uma mulher mais feliz e completa que gerar uma criança. É uma felicidade enorme.

Pois é. Lá estava eu na chuva, toda atrapalhada, desconfortável e ainda me aparece um estranho passando na minha cara a obrigação da maternidade. Eu lá, beirando os 30, tentando pedalar na chuva com o orgulho todo ferido, e agora descobria que era um ser incompleto. Ah, útero inútil. E o pior é que o homem tinha um simplicidade, um sorriso tão amoroso, que nem pra ficar com raiva dele eu servi. Me despedi do anjo da maternidade indispensável e segui caminho

Metros adiante, o que acontece? Escuto um “ploft” seguido de um “tssssss” e a bike super pesada. Depois, sensação de pancadas na parte traseira.

A câmara furou.

Sim. A porra da câmara furou.

E a não-mãe aqui também é uma não-sei-trocar-a-câmara e uma tremenda de uma não-trouxe-câmara-reserva-e-nem-ferramentas.

Para não dizer que não falei da sorte, sejamos justos. Não estava chovendo tanto assim. É como se o tempo soubesse o que eu pretendia fazer e tivesse decidido colocar o jogo no level médio. Então eu respirei fundo e comecei a pedalar devagarinho até uma borracharia que ficava a uns dois quarteirões. O certo era ir empurrando a bike, mas eu estava muito agoniada e quase atrasada para as aulas de desenho.

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Selfie na borracharia. Olhos inchados de sono e nenhuma make

Chegando na borracharia, o moço pegou a bike, virou de cabeça pra baixo e aí vi o selim com um pedaço da capa faltando em contato direto com o chão molhado e sujo. Imaginei na hora a esponja encharcada e eu com a bunda em cima, mas, ok. Então ele tentou tirar o pneu de trás e estava preso. Lembrei das lições da Aspásia Mariana:

-Você precisa abrir esta parte para sair (as coisinhas que servem para mudar a marcha).

Ele ficou meio constrangido e fez o que eu disse, aí o pneu saiu. Então tirou a câmara, olhou, passou uma lixa elétrica num furo, aplicou cola e adesivo, prendeu a câmara numa prensa e deixou secando.

-O que causou o furo? Algum prego ou vidro?

-Não, foi uma falha na câmara de ar.

-Ah. tá… Vai demorar muito? Estou atrasada para uma aula.

-Não, é rápido. Você tá indo para onde?

-À UFC (em frente à borracharia). Tenho uma aula começando agora.

-É rapidinho.

Poucos minutos depois, ele tira a câmara da prensa, monta o pneu e coloca na bicicleta. Ao desvirá-la, decepção: Pneu baixou de novo.

-Olha, é melhor você ir e voltar aqui depois da sua aula. Vou ter que refazer.

-Tá bom.

Então, fui a pé para as aulas de desenho e cheguei à sala com mais de meia hora de atraso. Mas adivinhem? Os oficineiros não conseguiram sair de casa por causa da chuva e a atividade foi adiada! hahahaha Gente, só rindo mesmo.

Aproveitei o tempo livre para olhar outras atrações no bloco de arte e cultura da UFC, como apresentações musicais e uma exposição de quadrinhos. Lá, inaugurei meu carvão vegetal, comprado especialmente para uma das oficinas das quais participaria.

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Meu primeiro desenho em carvão vegetal. Quem adivinha qual foi a inspiração?

Depois, voltei à borracharia para pegar a Shamira e algo que eu já esperava aconteceu: O homem cobrou bem mais que o normal pelo serviço. Provavelmente porque ele achou que, por ser mulher, eu não ia me tocar. But, not. Falei para ele que o preço que ele pedia era quase o valor de uma câmara nova e que eu já havia remendado antes e sabia que o que ele estava cobrando não era justo. Então ele soltou um queixo esfarrapado, de que o remendo tinha sido feito numa máquina e que por isso era mais caro. Gente, lixa elétrica e prensa mecânica são coisas que têm em praticamente toda borracharia e não influenciam tanto no resultado ao ponto de ser justo cobrar mais por isso. E fora que ele fez aquela cara, sabe? Tipo de “vixi, nem colou”? Então ele baixou um pouquinho o valor cobrado e levei Shamira de volta pra casa. O bom é que ele deixou fiado, já que eu não tinha dinheiro naquela hora e teria que voltar à tarde, quando estivesse passando para outra oficina. Tive muita sorte com isso, afinal, eu tinha botado boneco com o preço, né? rsrsrs

Bom, como o post já está longo demais, vou resumir: Não choveu mais tanto assim e eu não precisei pedalar na chuva de novo durante dois dias. Quando cheguei em casa, vi que meu material de desenho não ficou molhado, mas a mochila jeans ficou úmida e fedida (acho que alguma gata vomitou ou fez xixi nela e eu não havia percebido). Outro detalhe: apesar de ter me atrapalhado muito e com a capa saindo do lugar, a verdade é que minha roupa praticamente não ficou muito molhada. A blusa, por exemplo, estava completamente seca. Tanto que eu usei a peça de novo à tarde e no dia seguinte. Mas como o capuz ficou saindo do lugar, o meu cabelo ficou bastante molhado e isso incomodou bastante.

Desconfio até da razão de o capuz ter saído tanto do lugar, pois isso não aconteceu da outra vez em que usei a capa. Acontece que desta vez não usei capacete. O capuz tem tamanho suficiente para cobrir o equipamento (não obrigatório) de segurança e fica mais firme. Pelo menos essa é a minha impressão.

Outro detalhe: escolhi mal a mochila. Qualquer gotinha que caísse nela ia deixar o tecido úmido e algum dos meus cadernos poderia ser danificado. Para as outras oficinas usei a mesma mochila da viagem para Recife, que apesar de ser enorme, é feita de couro sintético não permeável. Para reforçar a segurança, poderia também ter guardado a própria mochila dentro de um saco plástico.

E sobre as partes da capa que voavam por causa do vento dos carros, estou pensando em alguma gambiarra que a mantenha presa no lugar sem que me atrapalhe para sair da bicicleta e também de olhar para os lados.

Abaixo, fotos da minha cara de quando cheguei em casa após a chuva, capa atrapalhada e a não-oficina. rsrsrsrs

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Cansada e de cabelo super molhado

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Por mais incrível que pareça, a roupa quase não molhou. Reparem nos óculos embaçados

E vocês? Tem pedalado nesse tempo? Como fazem? Onde vivem? Do que se alimentam? Contem pra mim e vamos juntos ficar experts no pedal. Ainda vou conseguir fazer isso com dignidade! Chova ou faça sol! ^^

Um abraço e vamos pedalar!

Bônus

Quem me segue no Instagram já viu, mas deixo com vocês as fotos de algumas aquarelas que pintei. Fruto do que aprendi na oficina de aquarela da Juliana Rabelo na UFC. E também alguns rabiscos de um exercício de estímulo à criatividade e da roda de debate sobre o feminino na ilustração, com três artistas incríveis daqui. As atividades foram realizadas pelo pessoal da Bolsa Arte e Moda da UFC.